O clima nos bastidores do SBT está mais tenso do que final de novela. A emissora de Silvio Santos decidiu desmontar boa parte de seu departamento de teledramaturgia, colocando um ponto final (ao menos por enquanto) nas produções que marcaram gerações de crianças e adolescentes.
Table of Contents
O fracasso de “A Caverna Encantada” e a debandada nos estúdios
A decisão vem após o retumbante fracasso de audiência e retorno comercial de A Caverna Encantada, a mais recente novela infantil da casa. Considerada uma das piores estreias do gênero nos últimos 10 anos, a trama não empolgou o público e se tornou um peso nos bastidores.
Como consequência, o SBT demitiu cerca de 50 profissionais, incluindo pessoas da produção, cenografia e técnicos de apoio. Fontes internas afirmam que esse número pode crescer após as gravações de um especial de Natal da novela.
Fim das novelas infantis após 13 anos de história
A emissora já avisou que, a partir do segundo semestre de 2025, vai tirar as novelas nacionais do horário nobre. O espaço será ocupado por produções estrangeiras, o que representa uma mudança radical na programação do SBT — que desde 2012 apostava firme nas novelas infantojuvenis como Carrossel, Chiquititas, Poliana e tantas outras.
É o fim de uma era para o público infantil, que por mais de uma década encontrou na TV aberta um espaço de identificação, fantasia e aventura.
O futuro: doramas com selo brasileiro?
Apesar dos cortes, o canal não pretende abandonar de vez a dramaturgia. Segundo Daniela Beyruti, atual presidente do SBT, o plano agora é ousado: adaptar doramas asiáticos com gravações feitas no Brasil. Essa aposta mira um público jovem e digital, que já consome produções coreanas e japonesas por meio de streamings e redes sociais.
Ainda não há data de estreia definida, mas a movimentação já está acontecendo nos bastidores. O novo projeto pode inaugurar uma fase mais moderna e conectada do SBT com as tendências globais. Por outro lado, o projeto, mesmo em fase de pré-produção, só vai sair do papel se tiver uma co-produção.
E o futuro do departamento?
Embora oficialmente o setor de teledramaturgia ainda não tenha sido extinto, executivos ouvidos pela imprensa indicam que não há planos de retomada em curto prazo. Na prática, o que se vê é um verdadeiro desmonte.
A pergunta que fica é: será que o público vai abraçar essa nova fase ou sentirá falta das clássicas novelas infantis do canal?










