A promessa de renovação na grade do SBT tem enfrentado seus primeiros e dolorosos tropeços. A chegada de Macedão da Chinelada ao comando do “Tá Na Hora” não apenas não conseguiu a simpatia do público, como transformou o jornalista em motivo de piada nos corredores da emissora e nas redes sociais, ganhando um apelido peculiar: “Dudu Camargo inflado”.
Macedão, uma aposta pessoal de Mauro Lissoni, diretor geral do SBT, estreou oficialmente ao lado de Daniele Brandi no “Tá Na Hora”, mas o resultado foi um verdadeiro baque. O jornalístico, que foi encurtado e reformulado para a nova fase, amargou o pior desempenho da história do formato em uma segunda-feira, ficando em um desolador 4º lugar de ponta a ponta. Com apenas 2,33 pontos de média na Grande São Paulo, o programa de Macedão e Dani Brandi viu o SBT perder 29% de seus telespectadores em comparação com as semanas anteriores, quando o comando era apenas de Daniele.
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Rejeição Interna e o Apelido Indesejado
A crise de audiência não é o único problema. Nos bastidores, a situação de Macedão é igualmente delicada. Ele não conseguiu a simpatia dos profissionais envolvidos no “Tá Na Hora”. Colegas afirmam que o jornalista teria caído no “canto da sereia” de Mauro Lissoni, sugerindo que a aposta da direção não foi bem recebida pela equipe.
Foi nesse cenário que surgiu o apelido que viralizou: “Dudu Camargo inflado”. A comparação surge devido ao tom de voz semelhante de ambos os apresentadores, que impostam a voz para falar ao vivo e parecem incorporar personagens, algo que, no caso de Macedão, não caiu no gosto do público nem da equipe.
O Futuro Incerto de “Aqui Agora” e do Próprio Canal
A má performance de Macedão levanta preocupações para além do “Tá Na Hora”. Ele também é cotado para apresentar o aguardado retorno do “Aqui Agora”, outro projeto de peso do SBT. No entanto, com a atual rejeição, o programa corre um sério risco de não sair mais do papel, colocando em cheque não só a carreira de Macedão na casa, mas também a estratégia da emissora para o horário.
Enquanto Macedão e Daniele Brandi lutavam pela audiência, a concorrência se distanciava com folga. A Band assegurou a terceira colocação, enquanto Record e Globo dispararam na frente, consolidando a preocupante posição do SBT na quarta colocação.
A aposta em Macedão da Chinelada, que prometia ser um sopro de renovação, transformou-se rapidamente em um espelho das dificuldades que o SBT enfrenta em sua programação. Resta saber se a direção da emissora de Daniela Beyruti terá fôlego e estratégia para reverter esse cenário ou se o “Dudu Camargo inflado” terá uma passagem mais curta do que o esperado pela tela da TV.
Datena na RedeTV!: O “Milagre” do Crescimento que Ainda É Zero
Do outro lado, José Luiz Datena fez seu aguardado retorno à RedeTV! após mais de duas décadas, assumindo o comando do “Brasil do Povo”. A reestreia, que ocorreu pontualmente às 18h, trouxe um dado curioso: o jornalista aumentou os números da emissora em 139% quando comparado às últimas quatro segundas-feiras no horário.
Contudo, este “milagre” do crescimento não foi suficiente para tirar a RedeTV! da disputa pelas últimas posições. O “Brasil do Povo” estreou em 7º lugar e, pelos critérios de arredondamento matemático do Ibope, registrou 0 de média. A média precisa foi de 0,43 ponto, com um pico de 0,86 (com participação de Sonia Abrão) e um pífio 0,06 no pior momento, figurando em último lugar entre as emissoras abertas.
Mesmo com o crescimento interno, Datena ficou mais perto da oitava colocação (TV Aparecida, com 0,38) do que da quinta (TV Gazeta, com 0,58). Enquanto isso, gigantes como Globo (21,02), Record (9,09), Band (3,87) e até o SBT (2,34) mantinham uma distância avassaladora na audiência.
O Desafio Constante das “Outras” Emissoras
Ambos os casos, de Macedão da Chinelada e José Luiz Datena, cujos dados de audiência preliminares foram obtidos pelo TV Pop, revelam o quão árdua é a batalha por um espaço relevante na televisão aberta brasileira. A aposta em nomes e formatos, por mais que gerem alguma repercussão inicial ou um aumento percentual, esbarra na consolidação de um público que parece cada vez mais pulverizado e fiel aos grandes nomes e às poucas emissoras que dominam o Ibope. A reinvenção é constante, mas o caminho para o sucesso está longe de ser garantido.










