A morte da brasileira Juliana Marins na Indonésia, que comoveu o Brasil, teve sua causa finalmente revelada após a autópsia realizada no Hospital Bali Mandara, na ilha de Bali, na noite de quinta-feira (26/6).
O médico legista Ida Bagus Putu Alit, em entrevista coletiva, forneceu detalhes cruciais sobre o caso, descartando teorias de sofrimento prolongado. Segundo o especialista, os ferimentos mais graves estavam concentrados no tórax, “especialmente na parte de trás do corpo, onde o impacto comprometeu órgãos internos ligados à respiração”.
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A real causa da morte de Juliana
Além das lesões torácicas, a publicitária também apresentou escoriações generalizadas nas costas e nos membros superiores e inferiores, bem como ferimentos na região da cabeça. A precisão dos detalhes fornecidos pela autópsia foi fundamental para determinar a dinâmica da morte e dissipar dúvidas que poderiam surgir sobre as circunstâncias da tragédia.
A equipe médica trabalhou para oferecer clareza à família e ao público, que acompanhava o caso com apreensão, especialmente diante da distância e das barreiras culturais. Por outro lado, a família de Juliana acusou a equipe da Indonésia de negligência e descaso ao não ter conversado antes sobre as conclusões do laudo pericial.
Menos de 20 Minutos de Vida: Descartada Hipotermia e Sofrimento Prolongado
Um dos pontos mais esclarecedores da autópsia foi a determinação do tempo de sobrevivência de Juliana Marins após o trauma. O médico legista Ida Bagus Putu Alit relatou que a jovem brasileira faleceu nos primeiros minutos após a queda, não havendo indícios de que tenha sobrevivido por um longo período. “Estimamos que, no máximo, 20 minutos depois do trauma, ela já não apresentava mais sinais vitais”, detalhou o especialista, trazendo um alívio parcial para a família ao indicar que não houve um sofrimento prolongado.
A hipótese de hipotermia como causa da morte foi categoricamente descartada pelos exames. “Não há sinais de hipotermia ou sofrimento prolongado após a lesão. A causa direta da morte foi o impacto e a quantidade de sangue acumulado dentro da cavidade torácica”, afirmou o legista. Ele explicou que não foram encontrados os sinais clássicos de hipotermia, como necrose nas extremidades ou coloração escura nos dedos, o que permitiu uma conclusão segura.
Morte foi sem sofrimento prolongado
Outros detalhes observados durante a autópsia reforçaram a tese de uma morte quase imediata. “Observamos, por exemplo, um ferimento na cabeça, mas sem sinais de hérnia cerebral — uma condição que costuma se desenvolver após várias horas ou dias do trauma”, apontou o legista.
O mesmo padrão foi encontrado no tórax e abdômen: “houve sangramento intenso, mas nenhum sinal de retração nos órgãos que indicasse hemorragia lenta. Esses elementos reforçam que a morte aconteceu logo após os ferimentos”, determinou o Dr. Alit.
Essas informações são cruciais para a compreensão do que aconteceu e para que a família de Juliana Marins possa ter algum encerramento diante da perda trágica e inesperada. O caso serve como um lembrete da fragilidade da vida e da importância de investigações forenses rigorosas.







