O mercado de transmissões esportivas no Brasil está em polvorosa com a aproximação da Copa do Mundo de 2026 e os próximos leilões de direitos de importantes torneios sul-americanos. Se por um lado a Globo parece caminhar sozinha na TV aberta em relação ao Mundial, o alto custo dos direitos tem sido um grande obstáculo para outras emissoras.
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A Globo e a confiança na exclusividade da transmissão
Fontes do mercado indicam que o preço para dividir as transmissões da Copa do Mundo com a Globo, na TV aberta, não sai por menos de US$ 40 milhões. Esse valor considerável reflete não apenas a importância do evento, mas também seu formato expandido, com mais seleções e jogos.
Apesar de um aparente interesse de outras TVs, a viabilidade financeira se mostra o principal desafio para quebrar o monopólio da Globo nesse tipo de evento.
A Livemode, empresa autorizada pela FIFA para negociar esses direitos, tem um papel central nesse cenário. Curiosamente, mesmo com a forte ligação e sucesso das transmissões de eventos anteriores, ainda não há confirmação da presença da Cazé TV no Mundial.
Para a plataforma de streaming, a operação para adquirir os direitos seria igualmente complexa e de alto valor.
Record Pondera Investimento na Copa do Mundo 2026
Nos bastidores, a Record estaria avaliando a possibilidade de fazer uma oferta pelos direitos da Copa do Mundo. No entanto, a emissora pesa os prós e contras de um investimento tão alto, considerando a incerteza de um retorno garantido de audiência em um curto prazo. A decisão envolve um cálculo complexo entre o prestígio de transmitir o evento e a sustentabilidade comercial da operação.
Concorrência Acirrada Pela Sul-Americana a Partir de 2027
Enquanto a Copa do Mundo movimenta o presente, o futuro das transmissões da Libertadores da América e da Copa Sul-Americana também está no radar. A expectativa é que, entre agosto e setembro, o BID da Conmebol abra a concorrência pelos direitos de transmissão a partir de 2027.
Para a TV aberta, a crença é que os “velhos conhecidos” do mercado, como Globo e possivelmente outros grandes grupos, estejam na disputa pela Libertadores. Contudo, a verdadeira batalha deve acontecer na TV paga e no streaming, onde se espera uma concorrência acirrada e lances bastante animados, prometendo um “pega bem animado” por esses valiosos pacotes de direitos.
No caso específico da Copa Sul-Americana, a disputa promete ser ainda mais intensa. O SBT, que transmite o campeonato desde 2022, tem a clara intenção de manter o torneio em sua grade, consolidando seu portfólio esportivo.
Porém, a Record também manifestou grande interesse na Sul-Americana para fortalecer sua programação de esportes, o que pode gerar uma briga acalorada pelos direitos de transmissão do torneio entre as duas emissoras.
O cenário é de constante movimentação, com valores astronômicos e estratégias que podem redesenhar o panorama do esporte na televisão brasileira nos próximos anos. Qual emissora ou plataforma estará disposta a abrir a carteira para garantir seu lugar nesse jogo bilionário?











