Se alguém acreditava que a saída de Gabily na primeira Roça iria acalmar os ânimos em A Fazenda 17, a festa de sexta-feira provou o contrário. A madrugada foi uma verdadeira montanha-russa de emoções, entregando o primeiro beijo da temporada, a formação de um quase trisal, uma guerra declarada por causa de cerveja, e um surto generalizado no pós-festa que incluiu um peão “batizando” o próprio travesseiro no rego e acusações pesadas de “cachorra” que ecoaram pelo quarto.
A noite, que deveria ser de descontração, serviu como um catalisador para conflitos que estavam latentes, solidificando alvos para a próxima Roça e expondo a fragilidade emocional de alguns participantes. Do flerte calculado ao caos absoluto, os peões mostraram que a convivência já atingiu um ponto crítico, onde a disputa por bebida pode selar um destino no jogo e uma briga por barulho pode descambar para ofensas e ameaças, provando que a calmaria definitivamente não faz parte do cardápio desta edição.
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O Beijo da Discórdia: Duda, Matheus e Mesquita em A Fazenda
O grande destaque da noite foi, sem dúvida, o enredo amoroso protagonizado por Duda, que se viu dividida entre as investidas de Mesquita e Matheus. Durante boa parte da festa, Mesquita tentou uma aproximação mais insistente, cheia de conversas ao pé do ouvido e discussões de relacionamento, mas a peoa se esquivou elegantemente, usando a carta da “amizade” e até a preocupação com a imagem que sua bisavó teria ao assistir ao programa.
A dinâmica mudou quando Wallas, percebendo a insistência de Mesquita, o tirou da conversa e lhe deu uma bronca, afirmando que era “vacilo” ele passar a única festa da semana focado em uma pessoa. A intervenção de Wallas abriu o caminho para Matheus, que adotou uma abordagem mais direta e certeira. Ele não perdeu tempo, encontrou Duda e, após uma breve troca de olhares, os dois protagonizaram um beijo intenso, correndo em seguida para a casinha da árvore para continuar a pegação longe dos olhares curiosos.
Logo após o momento de intimidade, os dois selaram um pacto de silêncio, que foi quebrado pela própria Duda minutos depois. Ao ser questionada por Matheus se havia ficado com Mesquita, ela jurou por Deus que não. Em seguida, mentiu para Saory, dizendo que estava no banheiro, para esconder seu encontro. A verdade, no entanto, veio à tona em uma conversa com Carol, onde Duda confessou o beijo, expressando culpa por Mesquita, que “fazia de tudo por ela”.
Carol, por sua vez, não demonstrou muita simpatia pela escolha da amiga, mas a aconselhou a não se preocupar. “Não tem problema, daqui a pouco você dá um beijo no Mesquita também. O Brasil sabe guardar segredo”, disse a peoa, antes de completar: “Você queria? Então foda-se. É gostoso? É isso que importa”. A situação estabeleceu Duda no centro de um triângulo amoroso que promete gerar muito mais conflito e entretenimento nas próximas semanas.
A Guerra da Cerveja e a Fiscalização Generalizada
Paralelamente ao romance, uma guerra por recursos explodiu na festa, tendo como principal alvo o consumo de álcool de Matheus. A reclamação começou com Guilherme, que notou a rapidez com que a cerveja estava acabando, e logo ganhou o reforço de Carol, que acusou Matheus de ter uma “boca de funil”. A insatisfação foi tanta que um grupo, liderado por Carol, começou a esconder as bebidas para que Matheus não as consumisse sozinho.
O comportamento do peão na festa selou seu destino com parte da casa, dando origem à primeira combinação de votos da noite. Ao lado do bar, Nizam, Gui e Will firmaram um pacto para votar em Matheus na próxima formação de Roça, justificando a decisão pelo seu excesso com a bebida. Nizam ainda fez uma análise, afirmando que “as pessoas que estão bebendo demais na festa são as mesmas que não fazem nada na casa”, uma crítica que, ironicamente, poderia ser aplicada a ele mesmo.
Enquanto um grupo se unia para policiar o consumo alheio, outro expressava seu esgotamento com a fiscalização generalizada. Gaby e Yoná desabafaram sobre o clima chato na casa, onde tudo é motivo de controle. “Numa festa eu não posso mais pegar uma coisa pra comer? Tá terrível”, reclamou Yoná, que completou dizendo que a patrulha se estendia até mesmo ao uso do sabonete. A tensão sobre os recursos da casa se tornou um dos principais focos de conflito, dividindo os peões entre os “fiscais” e os “liberais”.
O Caos Pós-Festa: Surto, Ofensas e Travesseiro no Rego
Quando a música parou, o caos começou de verdade. O pós-festa foi uma sucessão de faíscas que culminaram em uma explosão. Tudo começou com uma discussão entre Will e Yoná por causa de uma garrafa que ele levou para dentro da casa, o que não é permitido. A reclamação de Yoná foi recebida com um “vai tomar no cu” de Will, dando o tom do que viria a seguir.
A situação escalou quando alguns peões, incluindo Shia e Carol, iniciaram uma guerra de travesseiros no quarto, irritando Fernando, que queria dormir. Em um surto de fúria, Fernando gritou que iria “passar merda nesta porra” e, para marcar seu território, pegou seus travesseiros e os esfregou em seu próprio rego, em uma das cenas mais bizarras e anti-higiênicas da temporada.
O clímax da loucura, no entanto, foi protagonizado por Valério. Incomodado com os cochichos de Duda e outros peões, ele explodiu em um ataque de fúria direcionado principalmente à jovem. “A Duda acha que tá na casa dela. Vaza pra tua casa, sua engraçada!”, gritou ele, antes de ofendê-la gravemente, chamando-a de “uma cachorra dessas”. Nizam também interveio, pedindo respeito e lembrando que havia pessoas tentando dormir.
Valério, então, ampliou seu ataque para Yoná, gritando sobre seus supostos problemas psicológicos. “Tá com problema psicológico? VAZA! Chega lá e chora. Se trata ou toca o sino!”, berrou o estilista, que até então era considerado uma das maiores plantas da casa. Carol defendeu Duda, dizendo que ela tinha “direito à réplica”, mas a peoa preferiu se calar e resolver a situação no dia seguinte.
A Manhã de Fúria: Dudu, Carol e Rayane em Pé de Guerra nos Tratos
A trégua noturna não durou até o nascer do sol, e a primeira tarefa do dia já começou com faíscas entre o Fazendeiro Dudu e a dupla Carol e Rayane durante o trato dos animais. As duas não pouparam críticas ao desempenho e à lentidão de Dudu, e a paciência do peão se esgotou rapidamente. O primeiro perrengue ocorreu na ordenha da vaca, onde Carol se irritou com a falta de ajuda e a dificuldade para realizar a tarefa por causa de suas unhas compridas.
A tensão escalou a ponto de Carol pedir um alicate para cortar as unhas e, diante da demora, ameaçar diretamente o Fazendeiro: “Qualquer coisa, eu dou esse leite na sua cara”. Pouco depois, foi a vez de Rayane se estranhar com Dudu durante o cuidado com os búfalos. Ela exigiu a ajuda dele, afirmando que não conseguiria fazer o trabalho pesado sozinha e que ele deveria ajudá-la durante os cinco dias de seu mandato.
Rayane apelou para o argumento de que o serviço era pesado demais e que sua coluna estava doendo, exclamando: “Eu sou mulher, cara”. A fala foi imediatamente rebatida por Dudu, que respondeu que “a coluna de todo mundo que faz isso aqui, dói”. A justificativa de Rayane foi vista como contraditória, uma vez que a peoa frequentemente defende a pauta da igualdade entre homens e mulheres, mas recorreu a uma suposta fragilidade feminina para se esquivar de uma tarefa.
O Disque-Fofoca: Intrigas e Ciúmes Dominam as Conversas Pós-Surto
Assim que as tarefas terminaram, a máquina de fofocas da casa começou a operar em alta velocidade, com o surto de Valério como pauta principal. Dudu não perdeu tempo e levou sua versão dos fatos para Yoná, que prontamente criticou a postura de Rayane, chamando-a de “menina baixa” e condenando as ofensas proferidas na frente dos animais. Enquanto isso, Duda desabafava com Carol sobre as graves acusações de Valério, revelando que ele a chamou de “cachorra” e disse que ela “dá pra todo mundo lá fora”.
A fofoca ganhou uma nova camada quando Duda, em conversa com Dudu, atribuiu o surto de Valério a um suposto ciúme que ele sentiria dela com Will, insinuando que o interesse do estilista seria, na verdade, em Will. Essa teoria, baseada em falas do próprio Valério sobre sua vida fora da casa, foi rapidamente absorvida por Dudu. Fiel ao seu papel de fofoqueiro, Dudu imediatamente repassou a história para Yoná, que reagiu com incredulidade.
“Mas o que o Valério tem a ver? Se a menina quiser, ela pode ficar com a casa inteira”, declarou Yoná, defendendo a liberdade de Duda e criticando o que chamou de “falso moralismo” de Valério. A intriga se espalhou, mostrando como as percepções e narrativas são construídas e distorcidas rapidamente dentro do confinamento, com cada peão adicionando seu próprio tempero à história original.
A Reconciliação e a Punição: Entre o Perdão e a Desatenção
Em meio ao turbilhão de fofocas, Duda e Valério protagonizaram um momento de reconciliação. Na área da piscina, os dois conversaram para colocar os pingos nos is. Duda o confrontou diretamente: “Você falou, ‘você dá pra todo mundo’, você nem me conhece”, ao que Valério negou ter usado essas palavras. Ele se desculpou, admitindo que seu surto foi o “conjunto da obra”, motivado principalmente pela irritação de ser chamado de “planta” pelo público e pelos colegas.
Duda aceitou o pedido de desculpas e os dois selaram a paz, zerando a treta que havia dominado o pós-festa. No entanto, a tranquilidade durou pouco, pois logo em seguida um sinal sonoro anunciou uma nova punição para o grupo. A responsável foi Tàmires, que, ao receber uma garrafinha de água de Dudu na porteira, a consumiu já na área dos animais, o que é estritamente proibido.
A consequência da desatenção foi a interdição da piscina e do ofurô por 12 horas, para a frustração geral dos peões. A punição deixou Tàmires preocupada, temendo que o erro a transformasse em um alvo ainda mais fácil na próxima votação. “Depois dessa, agora que eu sou o alvo mesmo”, lamentou ela, enquanto os outros reclamavam de mais um dia de lazer perdido por um descuido.
Alianças e Alvos: Grupos Se Unem Pelo Ranço e Planejam a Roça
Com a poeira da festa assentando, o foco dos peões se voltou inteiramente para a formação da próxima Roça. Unidas pelo ranço, Carol e Rayane deixaram as diferenças de lado para mirar em um inimigo em comum: o Fazendeiro Dudu. Elas comemoraram que o plano dele de colocá-las para brigar saiu “pela culatra” e já começaram a traçar uma vingança. “Ganhando de novo, manda ele pro mesmo lugar pra que ele não saia mais. Tem que botar ele pra fazer as coisas”, disse Rayane.
Enquanto isso, o grupo de Yoná, Carol, Saori e Duda se reuniu para uma extensa sessão de fofocas e estratégias. Elas avaliaram o jogo de vários participantes, com Yoná apontando Renata como uma “planta”. Saori defendeu que era a hora de colocar Rayane na Roça, mas Duda e Carol discordaram, achando que era muito cedo. Elas também especularam que Michelle poderia ser uma indicação de Dudu e que Toninho era uma “cobra”.
Em outra frente, Fernando iniciou sua própria campanha para colocar Tàmires na Roça. Ele circulou pela casa buscando votos, argumentando que a peoa estava tentando criar confusão de propósito, seguindo o “manual” de seu ex-namorado, que venceu um reality agindo dessa forma. A manhã seguinte à festa, portanto, foi um caldeirão de estratégias, com alvos sendo definidos, alianças sendo reforçadas pelo ódio e o mapa do jogo sendo redesenhado para a semana que se inicia.















































