A polêmica envolvendo Carol Lekker, participante de “A Fazenda 17”, ganhou um capítulo decisivo neste sábado (8/11). Após o deputado estadual Rafa Zimbaldi (Cidadania/SP) protocolar uma representação pedindo a prisão preventiva da influenciadora, a assessoria da modelo quebrou o silêncio. Em nota, a equipe da famosa respondeu formalmente às graves acusações.
A defesa de Carol Lekker começou negando veementemente qualquer ato ilícito contra o enteado, filho do empresário holandês Maik Riksen. “Não houve qualquer ato de violência, ameaça ou maus-tratos contra o enteado”. A equipe sustenta que o episódio que foi ao ar, onde a participante menciona uma tesoura, foi distorcido. “O episódio citado foi editado e retirado de contexto, não representando uma situação de risco real à criança”.
A nota busca reforçar a imagem da modelo como uma cuidadora responsável, afirmando que “Carol sempre demonstrou respeito e cuidado no convívio familiar e repudia toda forma de violência”. A assessoria da Miss Bumbum insiste que a fala que chocou o público foi mal interpretada.
O posicionamento da equipe é uma resposta direta à pressão pública e política que se formou após a exibição da cena. A defesa tenta agora controlar a narrativa, transferindo a culpa da fala polêmica para a edição do programa e o “contexto” em que ela foi inserida.
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A Defesa Legal: “Não Há Crime de Ameaça”
A equipe de Carol Lekker não se limitou a negar a intenção, mas entrou fundo na esfera jurídica para desqualificar a acusação. A assessoria admite que a declaração exibida no reality show foi, de fato, dita pela participante: “A declaração exibida foi real, porém totalmente fora de contexto”. A fala em questão é a menção de “usar uma tesoura para cortar o órgão genital da criança, de 4 anos”.
No entanto, a defesa argumenta que a fala, embora “real”, não constitui crime. O argumento central é que o comentário foi feito em um ambiente descontraído, sem a seriedade necessária para caracterizar uma infração penal. “O trecho fazia parte de uma conversa descontraída, sem qualquer intenção ofensiva ou de intimidação”.
Citando a legislação, a nota explica por que a atitude não se enquadra legalmente como uma ameaça. “Em termos legais, o crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal, exige uma promessa séria e capaz de gerar temor real e justificado na vítima, o que não ocorreu”. A equipe conclui que, por faltarem os elementos essenciais que configuram o delito, “não há tipicidade penal no episódio”.
Essa linha de defesa busca esvaziar a representação do deputado, tratando a fala como uma declaração infeliz e em tom de brincadeira, mas jamais como uma ameaça crível que pudesse gerar “temor real e justificado” em uma criança de quatro anos.
Ataque ao Deputado: “Narrativa Criminal e Midiática”
Ao se dirigir especificamente ao pedido de prisão feito pelo deputado Rafa Zimbaldi, a assessoria de Carol Lekker subiu o tom. A equipe jurídica da participante afirmou que já está “tomando as devidas providências” legais contra a iniciativa do parlamentar. A defesa acusa o deputado de usar o caso para fins políticos e midiáticos.
Segundo a nota, as declarações de Zimbaldi “extrapolam o campo jurídico e buscam transformar um assunto já esclarecido em uma narrativa criminal”. A equipe sugere que o deputado estaria se aproveitando da repercussão do reality show para criar um fato político, em vez de atuar dentro dos limites legais.
A assessoria também informou que está trabalhando ativamente para conter os danos à imagem da participante. A equipe acrescentou que está “adotando medidas para evitar a propagação de informações distorcidas”, indicando que pode acionar judicialmente quem continuar a tratar a fala como uma confissão de crime.
O contra-ataque ao deputado classifica a representação dele como uma tentativa de “perseguição”. A defesa de Carol se apoia na tese de que o episódio está sendo inflado de forma desproporcional pela mídia e por agentes políticos.
Pedido de Expulsão e a Confiança na Record
A pressão pela saída de Carol Lekker de “A Fazenda 17” não veio apenas do deputado paulista. Recentemente, a vereadora Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, também se manifestou publicamente pedindo a expulsão da modelo do reality show. A declaração da vereadora ganhou enorme repercussão, dado seu “histórico de militância em defesa dos direitos das crianças e no combate à violência infantil”.
Diante desse segundo pedido de punição, vindo de uma figura tão simbólica, a assessoria de Carol Lekker adotou uma postura mais conciliadora. Em vez de atacar a vereadora, a equipe preferiu demonstrar confiança na emissora que produz o programa.
“A equipe de Carol Lekker confia na Record TV”, afirma a nota. A defesa acredita que a direção do reality show saberá analisar o caso de forma justa, sem ceder à pressão externa. A assessoria espera que a emissora “avaliará o episódio com equilíbrio e transparência, considerando o contexto integral e a ausência de qualquer conduta que justifique punição”.
“Totalmente Desproporcional”: Equipe Cita Pai da Criança
Na conclusão de sua nota, a assessoria de Carol Lekker fez sua defesa mais contundente contra o pedido de prisão preventiva. A equipe classificou a medida como juridicamente infundada: “Causa estranheza e preocupação o pedido público de prisão preventiva, uma vez que não há qualquer amparo jurídico para essa medida”.
A defesa citou os artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal para explicar que a prisão preventiva é uma medida extrema, aplicada em circunstâncias específicas. Segundo a lei, ela “só pode ser decretada por um juiz quando houver prova concreta de crime grave, com pena superior a quatro anos, e risco atual à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal”. A equipe foi taxativa: “Nenhum desses requisitos se aplica ao caso”.
Para reforçar a tese de que não houve crime ou risco, a assessoria trouxe a declaração do pai da criança. “O próprio pai da criança já declarou que o menino está bem, jamais esteve em situação de risco e que tudo ocorreu em tom de brincadeira”.
Com base nisso, a defesa concluiu que “verifica-se a total ausência de elementos fáticos e jurídicos para qualquer medida extrema”. O comunicado encerra afirmando que o episódio “vem sendo tratado de forma desproporcional e midiática”, caracterizando o que a equipe vê como “uma tentativa de perseguição e exposição indevida, e não uma preocupação genuína com a verdade dos fatos ou com o bem-estar da criança”.








