A batalha pela terceira posição na audiência da TV aberta brasileira está se intensificando, com movimentos agressivos da Band mirando o SBT, que, por sua vez, enfrenta um período de forte instabilidade interna. Enquanto a Band planeja uma ofensiva para 2026, buscando parcerias inéditas com gigantes do streaming, o SBT tenta acalmar seus funcionários com promessas de estabilidade, embora os rumores de bastidores indiquem o contrário.
A Band está focada em tirar o terceiro lugar do SBT e acredita que a chave para isso é reformular sua programação com conteúdo de alto valor agregado. Seus executivos estão buscando ativamente parcerias estratégicas com plataformas como HBO Max e Disney, com o objetivo de trazer séries e documentários de prestígio para sua grade de programação.
O modelo de acordo a ser seguido pela emissora é o mesmo utilizado pela Disney Plus com o canal X Sports. Nesse formato, a gigante do streaming cedeu direitos esportivos em troca da exibição de anúncios nos intervalos do canal. A Band procura um acordo semelhante, oferecendo seu valioso espaço publicitário em troca de acesso aos catálogos da HBO Max e da Disney.
Internamente, os executivos da Band acreditam que existe uma “chance real” de conseguir ocupar o terceiro lugar no pódio da audiência até 2026. No entanto, essa crença parece ser baseada mais na ambição da estratégia do que em dados concretos, já que, por enquanto, nenhuma pesquisa de audiência embasa essa crença.
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SBT: Promessa de Calma, Realidade de Caos
Enquanto a Band se arma para o ataque, o SBT vive um paradoxo. A emissora prometeu recentemente aos seus funcionários que não fará maiores mudanças na programação neste ano. A notícia, no entanto, causou “algum espanto” nos corredores, visto que 2025 foi um ano de volatilidade extrema, onde nenhuma mudança na grade conseguiu durar mais que 45 dias.
Essa promessa de estabilidade é vista com ceticismo, especialmente porque, nos interiores do SBT, há uma forte desconfiança (senão uma certeza) de uma nova temporada de mudanças profundas na alta direção do canal. O funcionamento de alguns setores tem deixado a desejar, alimentando os rumores de que trocas de nomes em cargos de chefia são iminentes.
O exemplo mais claro dessa contradição entre o discurso e a prática está na “rádio corredor” interna. É dado como certo que Darlisson Dutra deixará o comando das manhãs do SBT. No entanto, ele não será demitido, mas sim remanejado para assumir a volta do programa “Tá Na Hora”.
A direção do SBT, curiosamente, não enxerga essa movimentação como uma “mudança de programação”, mas apenas como uma “substituição” de peças. Essa justificativa semântica apenas reforça a percepção interna de que, apesar da promessa de calmaria, a grade segue em constante e nervosa mutação.
Especiais de Fim de Ano e “Fofocalizando” Sem Férias
Apesar da instabilidade nos bastidores e na programação diária, o SBT definiu duas estratégias claras para o período de fim de ano. A primeira é que o “Fofocalizando” não irá parar. O programa continuará com episódios inéditos durante as festas e as férias de janeiro, sejam eles ao vivo ou gravados em raras ocasiões. Para cobrir o período, será feito um rodízio do pessoal.
A segunda frente é a gravação de uma série de especiais musicais de alto nível, comandados pelo primeiro escalão de apresentadores da casa. O especial de Zezé Di Camargo, gravado na terça-feira, teve Cesar Filho como apresentador e contou com Alexandre Pires e Paula Fernandes como convidados.
Nesta quinta-feira, será a vez de Celso Portiolli comandar a gravação do especial da dupla Maiara & Maraísa. Por fim, fechando a trinca de sucesso, Patrícia Abravanel apresentará o especial de Ana Castela na próxima terça-feira. Esses especiais são vistos como uma forma de trazer audiência qualificada e prestígio à programação de fim de ano da emissora.







