O clima em A Fazenda 17 é de ressaca moral e redefinição estratégica nesta sexta-feira de Black Friday. Após a eliminação surpreendente de Rayane, que deixou o jogo com 28,63% dos votos, o tabuleiro do reality show sofreu um abalo sísmico. A “cabeça da cobra” foi cortada, como descreveu Carol, mas o veneno continua a circular na sede, agora personificado por Tamires, que assumiu a liderança do que restou do grupo de oposição e definiu Dudu Camargo como seu alvo principal.
A eliminação de Rayane não foi apenas uma derrota para a peoa, mas um recado claro do público de que a soberba e a incoerência não têm vez nesta reta final. No entanto, Tamires parece ter ignorado completamente o sinal vermelho. Em vez de recalcular a rota, ela dobrou a aposta, aliando-se a Toninho e Walério, e declarando guerra aberta contra o favorito da edição.
Neste artigo, analisamos o “suicídio mediático” de Tamires, a celebração eufórica de Saory e Carol, a revelação do vídeo que desmascara a fundação do “Grupo Total” e as articulações para a próxima Roça, que promete ser um campo de batalha decisivo para o Top 10.
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O “Suicídio Mediático” de Tamires e a Mentira do Grupo Total em A Fazenda
Tamires cometeu o que muitos consideram o maior erro estratégico da temporada. Após passar 80 dias construindo uma narrativa de vítima e oposição a Rayane, ela jogou tudo no lixo ao se aliar aos remanescentes da “Liga”. A peoa tentou reescrever a história do jogo, alegando que foi ela e Gabi Spanic quem fundaram o “Grupo Total”, numa tentativa desesperada de validar sua mudança de lado.
No entanto, a internet não perdoa. Um vídeo resgatado do início da temporada desmascara a versão de Tamires. As imagens mostram claramente a fundação do grupo original, batizado de “Caps” por Yoná, reunindo Saory, Carol, Duda, Kathy, Matheus e Dudu (que estava na Baia). Tamires e Gabi Spanic não estavam presentes nesse momento crucial, provando que a peoa está tentando se apropriar de uma história que não lhe pertence.
Essa tentativa de revisionismo histórico, somada à aliança com Toninho e Walério, foi classificada como um “suicídio mediático”. Tamires validou as atitudes de quem a agrediu no passado e se colocou na mira do público, que vê sua atitude como traição e incoerência. Ao assumir o vácuo de poder deixado por Rayane, ela herdou também a rejeição que derrubou a antiga líder.
Saory e Carol: A Festa da Decapitação e a Promessa na Bosta
Enquanto Tamires afundava, o grupo de Dudu celebrava como se tivesse ganho a Copa do Mundo. A reação à volta de Mesquita e Toninho (que eliminou Rayane) foi efusiva. Saory, em um gesto simbólico e agressivo, arrancou a cabeça de uma cobra de pelúcia feita por Carol, gritando que a “cobra foi degolada”. A cena representou o fim da era Rayane e o triunfo da estratégia do grupo.
Carol não ficou atrás na comemoração. A peoa cumpriu sua promessa de beijar o chão do estábulo da vaca Tunica, agradecendo aos céus pela eliminação de sua maior rival. Mesmo alertada por Fabiano sobre o risco de pegar berne, Carol afirmou que aquele “chão sujo tinha gosto de vitória” contra a perseguição gratuita que sofreu.
Saory, por sua vez, ainda deve uma promessa ao público: sambar descalça na bosta do porco. A promessa, feita no calor do momento, ainda não foi cumprida, mas a expectativa é que a peoa honre sua palavra nos próximos dias, consolidando o clima de euforia que tomou conta de seus aliados.
A Hipocrisia de Tamires e o Embate com Mesquita
A incoerência de Tamires ficou evidente em diversos momentos do dia. Durante a delegação de tarefas, ela aconselhou Walério a não ajudar ninguém nos tratos, contradizendo sua postura anterior de exigir ajuda dos fazendeiros rivais. Essa hipocrisia não passou despercebida por Carol, que chamou o Fazendeiro de “falso” e “duas caras” por ceder à influência de Tamires.
O embate com Mesquita também expôs a fragilidade dos argumentos de Tamires. O peão, que voltou da Roça fortalecido, não se intimidou com as provocações da ex-aliada. Quando Tamires tentou atacá-lo chamando-o de “planta”, Mesquita rebateu com classe, chamando-a de “Mãe Natureza de Taubaté” e lembrando que ela tem nojo de bosta de vaca, desmontando sua personagem de defensora dos animais.
Mesquita foi cirúrgico ao apontar que Tamires não honrou a chance que o público lhe deu. Ele ressaltou que ela jogou fora a narrativa de vítima entregue por Gaby Spanic e Martina para se tornar a opressora que tanto criticava. Essa leitura precisa do jogo apenas reforça o isolamento de Tamires, que agora é vista com desconfiança até mesmo por seus novos aliados.
O Futuro do Jogo: Dudu na Mira e a Próxima Roça
Com o Top 10 formado, a guerra está declarada. Walério, o Fazendeiro “inútil” segundo Toninho, já definiu seu voto: Dudu Camargo. A justificativa é que o peão traz uma “energia de programas policiais” e nunca foi testado na Roça. Essa indicação direta coloca o favorito do público na berlinda pela primeira vez, um movimento arriscado que pode sair pela culatra.
O grupo de Tamires, Toninho e Walério articula para colocar Dudu na Roça e vetá-lo da Prova do Fazendeiro. A estratégia é clara: tirar a chance de defesa do maior jogador da edição. No entanto, Dudu já antecipou os movimentos e, se conseguir manobrar o Resto Um para salvar alguém que vete Tamires (ou outro rival), poderá virar o jogo novamente.
A próxima formação de Roça promete ser explosiva. Com a polarização total, não há mais votos perdidos. Tamires, agora exposta como a nova vilã, corre sério risco de ir para o banco dos réus junto com seu alvo. Se cair na Roça, a rejeição acumulada por sua traição e incoerência pode ser fatal, encerrando sua jornada de forma melancólica e confirmando a maldição de quem se alia a Rayane.
Conclusão: A Black Friday da Eliminação
A eliminação de Rayane foi a “Black Friday” que o público deu de presente para a casa: um desconto de 100% na toxicidade da ex-participante. Agora, o jogo recomeça com novas peças e velhos rancores. Tamires assumiu um risco monumental ao tentar preencher o vácuo de poder, e tudo indica que ela não tem o carisma ou a competência para sustentar essa posição.
O público, atento a cada movimento, já escolheu seu lado. Dudu segue como o “pitico”, Carol como a protagonista guerreira e Mesquita como o sobrevivente improvável. Para Tamires, Toninho e Walério, resta a esperança de que alguma estratégia mirabolante funcione, ou o destino deles será o mesmo de Rayane: a porta da rua e o julgamento implacável da audiência.


























