Uma das notícias mais impactantes dos bastidores da Band acaba de vir à tona, prometendo mexer com a nostalgia do público e com as estruturas do mercado publicitário. A Rede Bandeirantes (Band) iniciou movimentos estratégicos e consultas sigilosas para avaliar a viabilidade de trazer de volta à sua grade o icônico CQC – Custe o Que Custar. A atração, que revolucionou o humor e o jornalismo na década passada, é a grande aposta da emissora para o ano de 2026. O planejamento não é aleatório. O ano de 2026 desenha-se como o cenário perfeito para o formato do programa, pois combinará dois dos maiores eventos que movem a paixão e a discussão no país: as eleições presidenciais e a Copa do Mundo. A direção da emissora entende que a mistura de cobertura política ácida com o entretenimento esportivo pode ser a chave para recuperar a relevância e a audiência perdida nos últimos anos, especialmente no horário nobre. O plano de resgate da faixa das 22h30 A iniciativa de ressuscitar o formato parte diretamente da nova cúpula diretiva do canal. A ideia é de Guillermo Pendino, o novo diretor artístico da Band, que assumirá o posto de Rodolfo Schneider nas próximas semanas. Pendino, que já possui histórico na casa, identifica na marca CQC um potencial inexplorado para resolver um problema crônico: a baixa audiência da linha de shows na faixa das 22h30. Atualmente, a emissora sofre para emplacar produtos que repercutam nacionalmente nesse horário, que já foi o mais nobre do canal. Com o desgaste natural de formatos como o MasterChef e a dificuldade de outras apostas, o retorno dos “homens de preto” serviria como uma alavanca poderosa de audiência e, principalmente, de repercussão nas redes sociais, onde o programa sempre teve força orgânica. O Mercado Publicitário dá sinal verde Para que o projeto saia do papel, a viabilidade comercial é o primeiro passo, e as notícias são animadoras. A Band tem realizado consultas discretas ao mercado publicitário para sentir a temperatura de um possível relançamento. Segundo apurações de bastidores, as primeiras reações das grandes agências e anunciantes foram extremamente positivas, sinalizando que há dinheiro na mesa para o retorno. Historicamente, o CQC sempre foi uma máquina de fazer dinheiro. Em sua primeira encarnação, o programa era um sucesso absoluto de faturamento, conhecido por suas vinhetas criativas e ações de merchandising integradas, feitas pelos próprios apresentadores e repórteres com humor e inteligência. O mercado sente falta desse tipo de vitrine, que mistura credibilidade com descontração, atingindo um público jovem e formador de opinião. 2026: A “Tempestade Perfeita” para o humor político O contexto de 2026 é o grande trunfo para o retorno. O CQC ficou famoso por sua cobertura incisiva em Brasília, perseguindo políticos com perguntas que o jornalismo tradicional muitas vezes evitava. Em um ano de eleições presidenciais, a demanda por conteúdo que desmistifique a política e a torne acessível através do humor tende a explodir. A capacidade do programa de pautar o debate público seria imensa. Além da política, a Copa do Mundo oferece o lado festivo e global que o programa também sabia explorar com maestria. Coberturas internacionais, zoação com torcidas rivais e o acompanhamento da Seleção Brasileira renderiam meses de material rico. A Band quer repetir a fórmula que consagrou o programa entre 2008 e 2015, utilizando esses eventos como catalisadores de audiência. O legado e a “Fábrica de Talentos” É impossível falar de CQC sem lembrar do impacto cultural que ele teve. Exibido originalmente entre 2008 e 2015, o programa acumulou oito temporadas e 339 episódios, sendo a versão brasileira do formato argentino Caiga Quien Caiga. A qualidade da produção foi reconhecida internacionalmente, chegando a ganhar o Emmy Internacional em 2010, um feito raro para a TV aberta brasileira. Mais do que prêmios, o programa foi um celeiro de estrelas. A bancada comandada por Marcelo Tas projetou nomes que hoje dominam o entretenimento nacional, como Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marco Luque, Rafael Cortez, Monica Iozzi e Oscar Filho. Trazer a marca de volta também significa o desafio de montar um novo elenco à altura ou tentar repatriar veteranos, o que geraria um burburinho imediato na imprensa. Os desafios: Polarização e desgaste Apesar do otimismo, o retorno não será isento de obstáculos. O CQC saiu do ar em 2015 justamente devido ao desgaste do formato e a uma debandada de seus integrantes originais. No entanto, o fator mais crítico foi o ambiente político. O Brasil de hoje é muito mais polarizado do que há dez anos. A radicalização política torna o terreno do humor muito mais perigoso, com riscos de cancelamento e rejeição por partes expressivas do público, dependendo do tom adotado. A nova direção terá que calibrar o humor para um mundo pós-redes sociais, onde cada piada é scrutinizada. Se conseguir encontrar o equilíbrio entre a crítica afiada e a responsabilidade, a Band pode ter em mãos o fenômeno televisivo de 2026. O público, órfão de programas que misturam inteligência e irreverência na TV aberta, aguarda ansiosamente os próximos capítulos dessa negociação.
CQC pode voltar à Band em 2026! Emissora planeja retorno triunfal para ano de Eleições e Copa do Mundo
REVIRAVOLTA NA GLOBO: Juliana Paes diz ‘não’ para novela das nove e Eliana define estreia histórica aos domingos
O mercado televisivo brasileiro vive um momento de intensas transformações e decisões estratégicas que moldarão a grade de programação de 2026. A TV Globo, em um movimento de reestruturação de seu elenco e grade, enfrenta dois cenários distintos com suas grandes estrelas: enquanto tenta, sem sucesso, repatriar nomes consagrados para a dramaturgia, prepara o terreno para uma estreia monumental no entretenimento de domingo. As protagonistas dessas manchetes são Juliana Paes e Eliana, duas potências da mídia que seguem caminhos opostos na Vênus Platinada. A notícia que abalou os corredores dos Estúdios Globo nesta semana foi a recusa definitiva de Juliana Paes em retornar às novelas no horário nobre. A atriz, que não possui mais contrato fixo com a emissora desde 2022, não conseguiu chegar a um acordo para integrar o elenco de “Quem Ama Cuida”. A trama, escrita por Walcyr Carrasco, é a grande aposta do canal para substituir “Três Graças” a partir de maio do ano que vem, mas terá que seguir sem uma de suas musas favoritas. O impasse com a Netflix e a agenda lotada Segundo apurações de bastidores, o motivo central para o “não” de Juliana Paes não foi financeiro ou artístico, mas puramente logístico. Não houve um meio-termo em relação às datas disponíveis para as gravações. A atriz, que se tornou um nome disputado no mercado de streaming, já possui compromissos inadiáveis assumidos para 2026. O principal deles é a gravação da segunda temporada de “Os Donos do Jogo”, produção de sucesso da Netflix. Essa decisão marca um ponto de virada na relação entre atores e a TV aberta. Juliana tinha uma parceria histórica e bem-sucedida com Walcyr Carrasco, tendo protagonizado sucessos estrondosos como o remake de “Gabriela” (2012) e o fenômeno “A Dona do Pedaço” (2019). O autor desejava repetir a dobradinha vencedora, mas a nova realidade do mercado, onde os contratos por obra dão liberdade aos artistas, impediu que o desejo da emissora se concretizasse desta vez. “Quem Ama Cuida”: A trama que segue sem Juliana Mesmo sem Juliana Paes, a produção de “Quem Ama Cuida” segue a todo vapor sob a direção artística de Amora Mautner. A diretora, que também é parceira de longa data de Walcyr em obras como “Verdades Secretas 2”, tem a missão de conduzir uma história densa e clássica. A sinopse gira em torno de Rogério Brandão (Antonio Fagundes), um milionário assassinado na noite em que anuncia seu casamento com a jovem cuidadora Adriana (Letícia Colin). A trama de vingança promete prender o público. Adriana é condenada injustamente pelo crime e passa seis anos na cadeia. Ao sair, ela contará apenas com o apoio de Pedro, o filho idealista do advogado que a condenou, para provar sua inocência e se vingar. O elenco estelar já confirmado conta com Tony Ramos, Agatha Moreira, Bianca Bin e Mariana Ximenes, além da grande vilã que será vivida por Isabel Teixeira, garantindo o peso dramático do horário nobre. Eliana e a “Operação São Paulo” Enquanto a dramaturgia resolve seus desfalques, o setor de entretenimento prepara uma “operação de guerra” para a estreia de Eliana aos domingos. A Globo avançou significativamente na pré-produção do programa “Em Família”, que marcará a entrada definitiva da loira na grade dominical a partir de 2026. A grande novidade é geográfica: a atração terá São Paulo como centro de produção e gravações, uma exceção rara na logística da emissora carioca. A escolha pela capital paulista foi estratégica e pessoal. Eliana reside na cidade e possui um trânsito invejável com o mercado publicitário local, o maior do país. Com isso, “Em Família” será o segundo programa de auditório da casa produzido inteiramente em São Paulo, juntando-se ao “Altas Horas” de Serginho Groisman. Essa descentralização não ocorria no domingo desde a saída de Fausto Silva em 2021, quando a produção do “Domingão” foi rapidamente migrada para o Rio de Janeiro. Reforços de peso e mudança na grade Para garantir que Eliana tenha uma estreia tranquila e vitoriosa, a Globo não economizou em recursos humanos. A emissora deslocou profissionais experientes que faziam parte das equipes do “Domingão com Huck” e do “Conversa com Bial”. O objetivo é cercar a apresentadora de uma equipe que entenda de auditório e jornalismo, criando um programa “quente”, capaz de mudar de rumo ao sabor dos números de audiência em tempo real. A estreia já tem data marcada: 15 de março de 2026. A estratégia de programação foi desenhada para alavancar a tarde da emissora. “Em Família” entrará no ar na hora do almoço, por volta das 12h30. Isso forçará uma mudança na tradicional sessão de filmes “Temperatura Máxima”, que passará a ser exibida mais tarde, às 13h55, servindo de “sala de espera” para entregar a audiência em alta para o futebol, às 15h30. Formatos internacionais e faturamento alto O conteúdo do novo programa aposta na emoção e no talento. O carro-chefe será o quadro “Minha Família é um Show”, formato comprado de uma produtora europeia. Trata-se de um show de calouros diferenciado, onde famílias inteiras se apresentam juntas, buscando a conexão emocional com o público do sofá. A princípio, o contrato prevê a exibição até dezembro de 2026, com renovação automática para 2027 mediante bons resultados. O sucesso comercial de Eliana é o grande motor dessa aposta. Desde sua chegada ao Grupo Globo, apresentando o “Saia Justa” no GNT, o faturamento do canal pago aumentou consideravelmente. A emissora da família Marinho estava de olho nessa “aceitação comercial” há tempos e agora desenha um projeto sob medida para aproveitar a alta demanda das marcas que querem se associar à imagem da apresentadora, consolidando sua nova fase profissional.
SBT VENDE CONTROLE DE EMISSORAS: Chaim Zaher assume operações em negócio milionário e família Abravanel muda estratégia
O mercado de televisão brasileiro iniciou a semana com uma notícia bombástica que reconfigura a presença do SBT no estado mais rico do país. O empresário Chaim Zaher, conhecido por ser dono da rede de rádio NovaBrasil FM e do gigante grupo educacional Estácio, firmou um acordo histórico com a família Abravanel. A partir de agora, ele passa a controlar quatro importantes emissoras do SBT no interior de São Paulo, consolidando-se como um dos maiores magnatas da comunicação regional. O negócio foi confirmado internamente nesta segunda-feira (24), durante uma convenção da emissora realizada em São Paulo. A presidente do canal, Daniela Abravanel Beyruti, anunciou aos colaboradores que a parceria já vinha sendo costurada desde o primeiro semestre deste ano. A confirmação oficial também veio por parte do Grupo Thati, controlado por Zaher, que agora expande seu império midiático de forma agressiva e estratégica. Esta movimentação não é apenas uma troca de comando, mas sinaliza uma profunda mudança no modelo de negócios da emissora fundada por Silvio Santos. Ao transferir a gestão dessas unidades, o SBT busca sanear suas contas e focar no que realmente importa para a briga de audiência nacional, enquanto Zaher amplia sua influência e capilaridade no mercado publicitário do interior paulista. Os detalhes do acordo de R$ 100 milhões Nos bastidores do mercado financeiro e televisivo, estima-se que a transação gire em torno de R$ 100 milhões. A partir da próxima semana, Chaim Zaher assume a liderança das TVs de Ribeirão Preto, Jaú, Marília e Bauru. Essas praças são fundamentais para a cobertura no estado, e o investimento promete não apenas manter, mas elevar o padrão técnico das transmissões. O acordo prevê que Zaher invista pesado na modernização das estruturas e no aumento da potência do sinal do SBT nessas regiões. Para o telespectador, a promessa é de uma qualidade de imagem e som superior, além de uma gestão mais próxima da realidade local. Todas essas emissoras passarão a integrar o portfólio do Grupo Thati, criando uma sinergia operacional robusta. Vale lembrar que o Grupo Thati já possui uma presença maciça no setor. A empresa de Zaher já controlava as unidades do SBT em São José dos Campos, Araçatuba, Presidente Prudente e São José do Rio Preto. Além disso, o portfólio do empresário inclui a Band na baixada santista e a Record em Campinas, demonstrando sua habilidade em transitar entre as maiores redes do país. A estratégia da Família Abravanel: Fim dos déficits Para a família Abravanel, essa manobra é vista como uma jogada de mestre em termos de gestão corporativa. O objetivo central é estancar a sangria de recursos em operações que, historicamente, se mostravam deficitárias. Manter estruturas próprias em diversas cidades do interior gerava um custo operacional elevado que nem sempre era coberto pela publicidade local. Ao repassar o controle para um parceiro estratégico como Chaim Zaher, o SBT deixa de ter problemas com folhas de pagamento e manutenção técnica nessas praças, passando a receber os ganhos da afiliação sem o ônus da administração direta. Esse modelo de “alívio de ativos” permite que a emissora respire financeiramente e redirecione seu foco. A emissora já havia testado esse modelo com sucesso anteriormente. Em Belém (PA), o SBT negociou uma parceria similar com o Grupo Norte para controlar sua geradora na capital paraense. O resultado positivo daquela experiência serviu como piloto para a expansão desse formato de negócio para o coração financeiro do Brasil, o interior de São Paulo. Foco total na Programação Nacional e Competitividade Com a venda das operações regionais, o caixa da emissora ganha fôlego para investir no que realmente atrai a grande massa: a programação nacional. A diretoria da emissora entende que, para brigar pela vice-liderança e incomodar a Globo, é necessário injetar dinheiro em conteúdo, contratações e formatos inovadores produzidos na cabeça de rede. A ideia é desenvolver mais produções nacionais, novelas, reality shows e jornalismo de impacto que possam ser distribuídos para toda a rede de afiliadas. Ao se livrar das “dores de cabeça” administrativas das filiais deficitárias, a sede em Osasco pode concentrar esforços criativos e financeiros para tornar a grade mais competitiva contra a Record e a Band. Neste novo desenho organizacional, a emissora mantém sob seu controle direto apenas as praças consideradas “joias da coroa” e estratégicas politicamente e comercialmente, além da sede em São Paulo: as emissoras de Brasília e Rio de Janeiro. Estas continuarão sendo geridas diretamente pela família Abravanel, garantindo presença institucional na capital federal e no segundo maior mercado do país. Chaim Zaher: O novo “Rei da Mídia” do Interior Com a nova fusão, o grupo liderado por Chaim Zaher passa a ser, incontestavelmente, o maior controlador de emissoras de televisão do interior de São Paulo. Sua estratégia de aquisições tem sido voraz e precisa. Recentemente, ele expandiu seus domínios para o Nordeste, assumindo a TV Tambaú, afiliada do SBT em João Pessoa, na Paraíba. Além da TV, Zaher tem feito investimentos pesados em rádio. A NovaBrasil FM, especializada em MPB e conhecida por seu público qualificado, já alcançou 15 retransmissoras até abril deste ano. O plano de expansão não para por aí: a meta é lançar outras três emissoras nas regiões Norte e Centro-Oeste ainda em 2025, buscando chegar a um total de 25 estações focadas exclusivamente em música brasileira. A união entre a capacidade de investimento de Zaher e a marca consolidada do SBT cria um cenário promissor. Para o mercado publicitário, surge um interlocutor único e poderoso no interior paulista. Para o SBT, abre-se o caminho para uma gestão mais leve, moderna e focada na produção de conteúdo de qualidade para todo o Brasil.
A Fazenda 17: Roça Surpresa e Voto do Ranço Abalam o Jogo na Reta Final
A semana em “A Fazenda 17” começou com reviravoltas surpreendentes e uma dinâmica que promete redefinir as alianças e estratégias dos peões. O diretor Rodrigo Carelli introduziu uma mudança drástica no sistema de votação, que pegou todos de surpresa e deve confundir tanto o público quanto os participantes. Nesta segunda-feira (24), a formação de uma Roça Especial foi anunciada, colocando em risco três peões considerados “plantas” no jogo: Kathy, Maria e Fabiano. A eliminação de um deles ocorrerá na terça-feira, acelerando o ritmo do reality rumo ao Top 10. A novidade mais impactante, no entanto, é a alteração no critério de eliminação. Diferente do padrão do programa, onde o público vota para salvar seus favoritos (“voto para ficar”), desta vez a votação será baseada no “ranço”. A pergunta oficial será “Quem você quer que saia?”, invertendo a lógica e forçando os espectadores a escolherem quem desejam eliminar. Essa manobra é vista como uma tentativa clara de tirar participantes menos expressivos, que muitas vezes se beneficiam da divisão de votos entre favoritos em roças tradicionais. Além das questões de jogo, o clima na sede atingiu níveis bizarros de baixaria, com discussões focadas em higiene íntima, uso de hormônios e ameaças veladas envolvendo fãs-clubes de celebridades externas. O embate entre Maria e Saory sobre a “rola suja” de Dudu Camargo e as acusações mútuas de uso de anabolizantes entre Saory e Rayane dominaram as conversas, mostrando que o desgaste emocional está cobrando seu preço. A Dinâmica das Plaquinhas e a Roça das Plantas em A Fazenda A formação da Roça Especial foi resultado direto da dinâmica das “Plaquinhas”, que durou quase quatro horas e expôs as fraturas nos relacionamentos da casa. Disfarçada de atividade valendo prêmios em dinheiro, a dinâmica funcionou como uma armadilha: quem não recebesse plaquinhas (ou seja, quem fosse esquecido pelos colegas) estaria automaticamente na berlinda. Kathy foi a primeira a sobrar, confirmando sua total irrelevância no jogo, já que ninguém lembrou de apontá-la nem para elogiar, nem para criticar. Na sequência, Maria e Fabiano também ficaram sem placas, completando o trio da Roça. A ironia é que Fabiano, horas antes, duvidava que a dinâmica resultasse em uma eliminação, acreditando estar seguro. Agora, ele enfrenta o julgamento do público com o peso da mentira sobre o “pré-treino batizado” que ele inventou ter dado a Dudu. As enquetes preliminares apontam Fabiano como o favorito para ser eliminado, com rejeição alta devido às suas atitudes recentes. No entanto, a mudança para o voto de eliminação pode alterar esse cenário, colocando Kathy e Maria em risco real, já que o público pode optar por tirar quem menos movimenta o jogo. O Escândalo da “Rola Suja” e a Baixaria Generalizada Um dos momentos mais constrangedores e comentados do dia foi a discussão entre Maria e Saory sobre a higiene íntima de Dudu Camargo. Maria, em um ataque de fúria, afirmou que Dudu tem a “rola suja” por não tomar banho direito, insinuando que Saory dorme com ele nessas condições. A acusação gerou um debate surreal na casa, com Saory desafiando Maria a repetir a fala na frente do Fazendeiro. Dudu, ao saber da fofoca, levou na brincadeira, chegando a chamar Toninho para “cheirar” e comprovar se estava fedendo ou não. No entanto, a situação expôs o nível de baixaria a que o jogo chegou, com ataques pessoais descendo para o nível fisiológico. Saory, incomodada, prometeu expor Maria na frente de todos, usando a fala como munição para desestabilizar a rival. Além da higiene, a aparência física também foi arma de guerra. Saory e Rayane trocaram acusações sobre uso de hormônios. Saory acusou Rayane de usar oxandrolona (anabolizante) e ter a voz grossa e o clitóris aumentado como consequência. Rayane rebateu admitindo o uso do “chip da beleza” (gestrinona), mas acusou Saory de ser “calva” e ter falhas no cabelo, algo que a própria Saory acabou admitindo. Ameaças e o “Perigo” do Fã-Clube de Belo Rayane, sentindo-se acuada, recorreu a uma estratégia polêmica: ameaçar os rivais com o poder do fã-clube de seu marido, o cantor Belo. Em discussões com Saory, ela repetiu várias vezes o aviso “Cuidado com o fã-clube do Belo”, insinuando que seus seguidores poderiam atacar a integridade física ou moral dos participantes aqui fora. Essa atitude foi interpretada por Saory e Fabiano como uma ameaça real, passível de medidas legais. Carol Narizinho, por sua vez, debochou da situação, dizendo que teria vergonha de se associar a alguém com o comportamento de Rayane se fosse o Belo. A insistência de Rayane nessa narrativa de “costas quentes” demonstra sua insegurança no jogo individual e a necessidade de buscar validação externa para intimidar os oponentes. Carol vs. Tamires: O Barraco Interminável A dinâmica das Plaquinhas foi prolongada por quase uma hora devido à briga incessante entre Carol e Tamires. As duas trocaram ofensas pesadas, com Tamires chamando Carol de “mendinga”, “podre” e acusando-a de preconceito contra povos indígenas. Carol rebateu expondo sua alopecia e acusando Tamires de ter “fetiche em calcinhas”, em referência às reclamações constantes da rival sobre a lavagem de roupas íntimas. A discussão atingiu tal nível de ruído que o diretor Rodrigo Carelli precisou intervir pelo sistema de som, pedindo que elas calassem a boca para que a atividade pudesse continuar. Esse embate reforça a polarização da casa e o isolamento de Tamires, que agora está na Baia com Mesquita, Maria e Kathy, prometendo transformar a convivência em um inferno. O Futuro Imediato: Eliminação e Nova Roça Com a eliminação de um participante na terça-feira (provavelmente Fabiano, Kathy ou Maria), a casa terá que se reorganizar rapidamente para a formação da Roça tradicional, que ocorrerá logo em seguida. Dudu Camargo planeja indicar Maria (caso ela volte) ou Rayane, enquanto a casa deve focar seus votos em Rayane. A posse do Lampião por Saory, com o poder de trocar um roceiro, será decisiva. A estratégia do grupo de Dudu é manipular a formação da Roça para garantir que seus aliados fiquem seguros e que os rivais mais fortes se enfrentem.
ROMARIA: Jayme Monjardim fecha com Band e HBO Max para superprodução sobre Nossa Senhora Aparecida na Paraíba
O renomado diretor Jayme Monjardim, conhecido por sucessos históricos como O Clone e A Casa das Sete Mulheres, oficializou a produção de sua mais nova novela: “Romaria”. O projeto marca uma parceria estratégica e inédita entre a TV aberta, representada pela Band, e o streaming global, através da HBO Max. A trama promete emocionar o público ao entrelaçar a fé em Nossa Senhora Aparecida com dramas familiares profundos, tendo as paisagens deslumbrantes da Paraíba como pano de fundo. A confirmação do projeto representa a volta de Monjardim aos grandes folhetins após sua saída da TV Globo em julho de 2024. “Romaria” não é apenas uma novela, mas uma aposta alta em um modelo de negócio que viabiliza produções de alto custo através da coprodução. Inicialmente, a trama enfrentou obstáculos financeiros que adiaram sua estreia, prevista primeiramente para outubro de 2025. No entanto, com a entrada da HBO Max na jogada, as negociações que começaram no ano passado finalmente avançaram, garantindo o orçamento necessário para tirar a saga do papel. A volta triunfal de Monjardim e a parceria inédita A novela “Romaria” terá um formato mais enxuto se comparada às produções tradicionais da TV aberta, contando com cerca de 81 capítulos. Essa estrutura narrativa mais ágil é uma característica marcante das produções voltadas para o streaming, mas que também tem ganhado força na televisão linear. A parceria entre a Band e a HBO Max surge como uma solução criativa para o mercado audiovisual brasileiro, permitindo que a emissora paulista volte a investir em dramaturgia própria com qualidade de cinema, dividindo os custos e a janela de exibição com a gigante do entretenimento. O adiamento ocorrido no final de 2024, motivado pelos altos custos de produção, serviu para reestruturar o projeto e garantir que ele tivesse a grandiosidade visual que é a marca registrada de Jayme Monjardim. Agora, com o sinal verde, a produção entra em uma fase acelerada de pré-produção e escolha de locações, prometendo entregar uma obra que mistura o apelo popular da fé católica com a sofisticação técnica exigida pelas plataformas de streaming internacionais. O desafio religioso: Trama católica em um país evangélico A aposta em “Romaria” carrega um peso estratégico que vai além do entretenimento. Investir em uma narrativa centralizada na devoção a Nossa Senhora Aparecida é um movimento ousado em um Brasil que passa por uma profunda transição religiosa, caminhando estatisticamente para se tornar um país de maioria evangélica nas próximas décadas. A novela precisará dialogar com um público cada vez mais heterogêneo, tentando furar a bolha religiosa através do drama humano universal da família, para não restringir sua audiência apenas aos fiéis católicos. Além do contexto demográfico nacional, a exibição na Band traz um paradoxo curioso para a grade da emissora. O canal da família Saad é historicamente conhecido por lotear grandes faixas de sua programação — incluindo horários nobres — para igrejas evangélicas, como a do Missionário R.R. Soares. Colocar uma superprodução que exalta a padroeira católica no mesmo canal que transmite cultos neopentecostais diariamente é um desafio de identidade e de público, testando a convivência de diferentes credos na busca pela audiência qualificada que a dramaturgia oferece. Enredo emocionante: Família, fé e reencontros O coração de “Romaria” bate no ritmo da emoção e da religiosidade. A sinopse oficial revela uma trama centrada em cinco irmãos que foram separados ainda na infância e enviados para viver com diferentes famílias espalhadas pelo Brasil. O drama ganha contornos de jornada épica quando a mãe desses irmãos, em seu leito de morte, faz um último pedido ao filho mais velho: que ele reúna toda a família novamente. Essa missão de resgate familiar serve como o fio condutor da história, levando o protagonista a cruzar o país em busca de seus laços perdidos. Durante essa “romaria” pessoal, o caminho do irmão mais velho se cruza com o de uma mulher que dedica sua vida a pesquisar a história de Nossa Senhora Aparecida. O enredo pretende ir além do drama contemporâneo, retratando também momentos históricos ligados à padroeira do Brasil, conectando o passado de devoção com o presente dos personagens. Monjardim resumiu a essência da obra em uma publicação recente: “A vida é uma romaria, cheia de desafios, escolhas e, principalmente, muita fé. É essa a essência que estamos trazendo para a nova novela Romaria, uma história que carrega não só a devoção a Nossa Senhora Aparecida, mas também a força dos laços de família, da busca pelo que realmente importa”. Cenários paradisíacos: A escolha da Paraíba como palco Fugindo do eixo Rio-São Paulo, “Romaria” aposta na beleza natural e cultural do Nordeste brasileiro. A novela será gravada na Paraíba, utilizando locações que prometem encher os olhos do telespectador. O diretor já esteve pessoalmente no estado para realizar o scouting (busca de locações) e definiu pontos estratégicos para as filmagens. “Já fui para ver locação. Muita coisa é aqui em João Pessoa, depois é no interior, lá em Cabaceiras, aquela região toda, mas grande parte de cenários e tudo a gente vai fazer aqui”, afirmou Jayme Monjardim em vídeo divulgado por uma página de turismo. A escolha de Cabaceiras não é por acaso; a cidade é conhecida como a “Roliúde Nordestina” devido à sua luz natural perfeita e cenários que já abrigaram dezenas de produções nacionais de sucesso. A capital, João Pessoa, oferecerá a infraestrutura urbana e litorânea necessária para a trama contemporânea. A dupla de sucesso: O reencontro com Leticia Wierzchowski Para garantir a profundidade narrativa, Monjardim recorreu a uma parceria antiga e vitoriosa. O roteiro de “Romaria” é assinado por Leticia Wierzchowski. Para quem não liga o nome à obra, Leticia é a autora do livro que inspirou a aclamada minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003), um dos maiores sucessos da carreira de Monjardim na Globo. A reedição dessa dupla criativa eleva as expectativas sobre a qualidade do texto e a construção dos personagens. Wierzchowski é conhecida por sua capacidade de criar épicos familiares com forte carga emocional e histórica, características que se encaixam perfeitamente na
A Fazenda 17: Kathy, Maria e Fabiano caem na Roça Especial e clima de guerra explode
O domingo em “A Fazenda 17” foi marcado por uma dinâmica de apontamento que se estendeu por quase quatro horas e culminou na formação de uma Roça Especial surpresa. Kathy, Maria e Fabiano, três participantes frequentemente apontados como “plantas” ou irrelevantes no jogo, sobraram na atividade das “Plaquinhas” e agora enfrentam o julgamento do público. A eliminação de um deles ocorrerá na próxima terça-feira, acelerando o ritmo do reality rumo à reta final. A dinâmica, inspirada no antigo programa de Rodrigo Faro, foi disfarçada como uma disputa por prêmios em dinheiro, enganando a maioria dos peões sobre sua verdadeira consequência. Dudu Camargo, o Fazendeiro da semana, participou ativamente, mas escapou ileso, recebendo R$ 5 mil ao final. Enquanto isso, o clima na sede azedou de vez com brigas generalizadas, especialmente entre Tamires e Carol Narizinho, que protagonizaram um barraco histórico envolvendo acusações pessoais, preconceito e até fetiches por roupas íntimas. Saory, fortalecida pela vitória na Prova de Fogo horas antes, consolidou sua posição estratégica ao lado de Dudu, mas também enfrentou ataques de Duda, que a acusou de perder o brilho por causa do relacionamento. Com o Lampião em mãos e o poder de trocar um roceiro, Saory detém a chave para a formação da próxima Roça tradicional, prometendo reviravoltas que podem desmantelar os grupos rivais. A Dinâmica das Plaquinhas: O Fim das Plantas em A Fazenda? A atividade da noite, batizada de “Escola Rural”, exigiu que os peões distribuíssem plaquinhas com matérias escolares (como Matemática, História, Biologia) para quem melhor se encaixasse nas descrições. A regra era clara: quem sobrasse sem placa ao final das duas rodadas estaria “de castigo” nas carteiras extras. O que eles não sabiam é que esse castigo era, na verdade, a ida direta para a Roça. Na primeira rodada, Kathy sobrou de forma constrangedora. Ninguém lembrou de apontá-la, nem para o bem, nem para o mal, confirmando sua posição de irrelevância absoluta no jogo. Na segunda rodada, Maria e Fabiano também ficaram sem placas, completando o trio da berlinda. A ironia é que Fabiano, horas antes, duvidava que a dinâmica fosse uma Roça, acreditando estar seguro por causa da participação do Fazendeiro. A surpresa será revelada ao vivo por Adriane Galisteu na segunda-feira, e a eliminação de um deles na terça promete sacudir a casa, mostrando que “sabonetar” não é mais uma estratégia viável. As enquetes preliminares indicam que Fabiano é o favorito para sair, com alta rejeição devido à polêmica do “pré-treino batizado” na festa de sábado, mas Kathy e Maria também correm riscos reais por sua falta de enredo. O Barraco Histórico: Tamires x Carol O ponto alto da noite foi o confronto explosivo entre Tamires e Carol, que monopolizou a atenção e estendeu a duração da dinâmica. A briga começou com trocas de farpas sobre o trato dos animais e escalou rapidamente para ofensas pessoais pesadas. Tamires acusou Carol de ser “podre mentalmente”, “preconceituosa” e de ter falas problemáticas sobre povos indígenas. Carol rebateu chamando a rival de “mendinga”, “suja” e “bipolar”. A discussão atingiu níveis bizarros quando Tamires trouxe à tona a suposta obsessão de Carol e Duda por calcinhas sujas, alegando que elas tinham fetiche em cheirar roupas íntimas alheias. Carol não deixou barato e expôs sua alopecia para as câmeras, desafiando Tamires e Rayane, que usaram sua condição física como argumento de ataque. A gritaria foi tamanha que o diretor Rodrigo Carelli precisou intervir pelo áudio, pedindo que elas calassem a boca para que a atividade pudesse continuar. Esse embate reforça a divisão da casa e o desgaste emocional dos participantes. Tamires, que se sentiu traída por Mesquita ao ser puxada para a Baia, está atirando para todos os lados, enquanto Carol usa sua “casca grossa” para desestabilizar os oponentes. A rivalidade entre as duas promete render ainda mais fogo no feno nos próximos dias. Saory e o Poder do Lampião Horas antes da dinâmica, Saory venceu a Prova de Fogo ao montar instrumentos musicais em tempo recorde, superando Mesquita por apenas 23 segundos. A vitória lhe garantiu o Lampião do Poder e a Chama Laranja, que permite trocar o terceiro roceiro por qualquer outro peão. Essa vantagem estratégica é crucial para os planos do grupo de Dudu. A intenção declarada de Dudu e Saory é usar o poder para manipular a formação da Roça de terça-feira. O plano envolve a indicação de Maria pelo Fazendeiro e a votação da casa em Rayane. Se Rayane puxar Mesquita da Baia, o poder de Saory pode ser usado para salvá-lo e colocar Valério ou outro aliado fraco no lugar, forçando um “Resta Um” que beneficie o grupo. A posse do Lampião coloca Saory no centro das decisões e a torna alvo de cobiça e medo dos adversários. Rayane: O Veneno e a Estratégia Kamikaze Rayane, vestindo um biquíni durante a dinâmica, foi apontada por Carol como a pessoa com “mais veneno que uma cobra cascavel”. A peoa não se intimidou e partiu para o contra-ataque, chamando Carol de “palhaça” e dizendo que ela exala ódio. Rayane também mirou em Saory e Dudu, acusando o casal de ser “fake” e afirmando que Dudu levará um “pé na bunda” assim que o programa acabar. A postura de Rayane é de confronto total. Ela desafiou Dudu para a Roça, afirmando que o Brasil a ama e o odeia. Sua confiança excessiva, no entanto, pode ser sua ruína. O grupo de Dudu planeja deixá-la na casa para que ela elimine as “plantas” antes de um confronto final, usando-a como uma arma involuntária. A estratégia de Rayane de se vitimizar e atacar ao mesmo tempo está cansando a casa e pode isolá-la ainda mais. Duda e a Obsessão por Dudu Duda continua sua cruzada contra Dudu, culpando-o por tudo o que acontece no jogo. Durante a dinâmica, ela acusou o Fazendeiro de ter prometido salvar seu grupo no “Resta Um” e de ter traído sua palavra. Dudu rebateu com firmeza, lembrando que nunca fez tal promessa e que a incompetência do grupo de Duda
VINGANÇA OU ESTRATÉGIA? SBT cancela programa do filho de Rinaldi Faria e grade do SBT News vira piada nacional
Os bastidores do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) continuam fervendo após a saída de Rinaldi Faria da superintendência artística. O que foi anunciado como um desligamento amigável e “sem rupturas” começa a mostrar suas consequências práticas e dolorosas para quem ficou. Em uma decisão drástica que soa como um “corte de raízes”, a emissora de Silvio Santos decidiu tirar do ar, antes mesmo da estreia, o projeto que seria comandado por Igor Faria, filho do executivo recém-demitido. A medida expõe que a reestruturação na Anhanguera é muito mais profunda e pessoal do que os comunicados oficiais deixam transparecer. O cancelamento pegou a equipe de produção de surpresa, visto que o projeto já estava em estágio avançado de desenvolvimento. O programa, idealizado para ocupar a disputada faixa das noites de quarta-feira, já estava em fase de gravações, movimentando recursos e pessoal técnico da casa. A suspensão dos trabalhos sinaliza que a nova diretoria não tem interesse em manter qualquer vínculo com o legado ou a influência da gestão anterior, mesmo que isso signifique descartar material já produzido e investimentos já realizados. O fim do sonho assistencialista de Igor Faria O projeto cancelado não era uma aposta pequena. Tratava-se de uma produção robusta que contava com a direção-geral de Leonor Correa, uma das profissionais mais respeitadas da televisão brasileira e irmã de Fausto Silva. Ter um nome desse calibre envolvido no projeto indicava que a emissora apostava alto no formato, que seguiria a linha clássica que consagrou o SBT nas décadas passadas: o assistencialismo popular com alta carga emocional. A premissa do programa era colocar Igor Faria em contato direto com a população mais vulnerável. A atração teria uma “pegada” social forte, mostrando o apresentador visitando comunidades carentes e periferias para conhecer histórias de vida difíceis. O clímax de cada episódio seria a realização do sonho de pessoas humildes, uma fórmula que, embora criticada por alguns, historicamente garante bons índices de audiência para a emissora da família Abravanel. A escolha das noites de quarta-feira também era estratégica. Esse horário é tradicionalmente dominado pelo futebol na Globo, o que abre uma janela de oportunidade para atrair o público feminino e familiar que não se interessa por esportes. Ao cancelar a atração, o SBT deixa um buraco em sua grade de programação e dispensa um conteúdo que poderia ter forte apelo comercial e popular, levantando questionamentos se a decisão foi puramente técnica ou motivada pela “limpeza” de nomes ligados a Rinaldi. SBT News: A crise de identidade e a piada pronta Enquanto o entretenimento sofre cortes, o jornalismo enfrenta uma crise de credibilidade antes mesmo de se consolidar. O lançamento do SBT News, canal de notícias que prometia competir com gigantes como GloboNews e CNN Brasil, transformou-se em motivo de chacota nas redes sociais e, pior, nos círculos de influência política. A grade de programação divulgada para os fins de semana virou piada instantânea devido à falta de conteúdo factual e à aposta em reprises desconexas. A expectativa do mercado e do público era de que um canal de notícias operasse em regime de plantão quente aos sábados e domingos, cobrindo os fatos em tempo real. No entanto, a emissora optou por preencher os espaços da grade com reprises de programas antigos do acervo do SBT. Essa decisão editorial passa a mensagem de que a notícia tira folga no fim de semana, algo inadmissível para um projeto que carrega “News” no nome e pretende ser relevante 24 horas por dia. A confusão foi tamanha que boatos irônicos começaram a circular na internet, sugerindo que a emissora exibiria até mesmo humorísticos antigos no canal de notícias. Embora tenha sido confirmado que o canal não exibirá reprises da “Escolinha do Golias”, o simples fato de essa possibilidade ter sido cogitada pelo público demonstra o tamanho do ruído de comunicação. A marca SBT News nasceu arranhada por uma estratégia de programação que privilegia a nostalgia em detrimento da informação. O impacto negativo em Brasília O problema da grade do SBT News ultrapassou a barreira dos memes da internet e atingiu o coração do poder. Em Brasília, onde a credibilidade é a moeda mais valiosa, a programação do novo canal foi recebida com descrédito. Nos bastidores do Congresso e do Planalto, muita gente acreditou nas piadas que circulavam, interpretando a grade de reprises como um sinal de amadorismo ou falta de investimento sério no jornalismo político. Para um canal que contratou nomes de peso e prometeu ser uma voz ativa no debate nacional, ser visto como uma “extensão do arquivo do SBT” é desastroso. A percepção de que o projeto é uma “colcha de retalhos” dificulta a venda de cotas de patrocínio e afasta fontes importantes que preferem falar com veículos considerados mais sérios. O SBT precisa trabalhar melhor sua comunicação corporativa para reverter essa imagem de improviso. Conclusão: Um momento delicado de transição A soma desses dois eventos — o cancelamento do programa de Igor Faria e a grade confusa do SBT News — desenha um cenário de incerteza na Anhanguera. A emissora parece estar em uma encruzilhada, tentando se modernizar e cortar custos, mas tropeçando na execução e na gestão de imagem. Descartar produtos prontos por questões políticas internas e lançar canais sem conteúdo suficiente são movimentos arriscados que podem custar caro a longo prazo. Para o mercado publicitário e para o telespectador, a mensagem que fica é de uma gestão que ainda busca um rumo definido. O fim da era Rinaldi Faria trouxe a promessa de profissionalização, mas as primeiras medidas pós-demissão sugerem que as velhas práticas de decisões emocionais e planejamentos questionáveis ainda rondam os corredores da emissora. Resta saber se o SBT conseguirá corrigir a rota a tempo de salvar seus novos investimentos e recuperar a confiança do público.
Globo e Record disputam Emmy, ‘Três Graças’ sofre intervenção e Rafa Kalimann define futuro
A televisão brasileira vive uma segunda-feira de gala e de decisões estratégicas que vão moldar o futuro da programação. Enquanto os executivos da Globo e Record desembarcam em Nova York para a cerimônia mais importante da televisão mundial, aqui no Brasil, as produções de teledramaturgia e entretenimento passam por ajustes finos para garantir a audiência. O dia 25 de novembro marca a 53ª edição do Emmy Internacional, um evento que celebra a excelência da produção televisiva fora dos Estados Unidos, e o Brasil chega com força total, batendo recordes e disputando estatuetas em categorias de peso. A cerimônia deste ano é histórica por diversos motivos. São 64 indicações em 16 categorias, representando produções de 26 países diferentes, o que torna a competição ainda mais acirrada. Para as emissoras brasileiras, estar lá não é apenas uma questão de prestígio, mas uma vitrine comercial gigantesca para exportação de conteúdo. Tanto a Globo quanto a Record enviaram seus representantes para o evento de gala, ansiosos para trazer o troféu para casa e reafirmar a qualidade do audiovisual nacional no cenário global. Brasil no Emmy: A disputa entre as gigantes A Rede Globo lidera as indicações nacionais com um portfólio diversificado. Na categoria de Telenovela, a aposta é “Mania de Você”, trama que tentou inovar a linguagem do horário nobre. O jornalismo também está presente com uma reportagem especial do “Fantástico” sobre El Salvador. No entretenimento e séries, a emissora concorre com “Bora, o Pódio É Nosso” e a produção juvenil “Fallen – Luz e Sombra”. Além disso, o documentário “O Prazer é Meu” completa o time de finalistas da Vênus Platinada. A Record, por sua vez, mantém sua tradição de excelência no jornalismo investigativo. A emissora da Barra Funda concorre com o aclamado “Repórter Record Investigação: Desaparecidos Forçados”. A equipe, formada pelo roteirista Aldrich Kanashiro, a repórter Giselle Barbieri e o executivo Antônio Guerreiro, já está em solo americano. A vitória seria um reconhecimento importante para o núcleo de jornalismo da emissora, que investe pesado em grandes reportagens documentais. Além das competições, a noite reserva uma honraria máxima para o Brasil. João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, receberá o troféu “Personalidade Mundial da Televisão – Internacional Emmy Directorate 2025”. O prêmio celebra sua liderança no ano do centenário do Grupo Globo e dos 60 anos da TV Globo. A entrega da estatueta será feita pela atriz Lilia Cabral, um ícone da dramaturgia da casa, selando um momento de celebração corporativa e artística. Mudanças urgentes em “Três Graças” Enquanto o clima é de festa em Nova York, nos estúdios do Rio de Janeiro, a ordem é “acelerar”. A novela das nove, “Três Graças”, enfrenta uma turbulência em seus índices de audiência , que seguem cambaleantes um mês após a estreia. A direção da Globo convocou os temidos “grupos de discussão” para entender a rejeição ou apatia do público, e o veredito foi claro: a novela foi aprovada, mas o ritmo precisa mudar drasticamente para prender o telespectador do sofá. O público foi enfático ao elogiar Gerluce, a protagonista da trama. No entanto, a paciência para o sofrimento da mocinha acabou. Os telespectadores exigem ver a vingança contra o vilão Ferette começar imediatamente. A orientação passada aos autores é antecipar a virada da personagem e iniciar o contra-ataque, abandonando a passividade. Outro ponto positivo foi o romance entre Gerluce e Paulinho, que caiu nas graças da audiência e deve ganhar mais tempo de tela e destaque romântico. Por outro lado, há cobranças por resoluções de conflitos familiares. O público quer que Gerluce se entenda logo com Joelly, que está grávida, resolvendo essa pendência para focar na trama principal. Um destaque à parte é a personagem Arminda. Com suas frases de efeito e comentários inescrupulosos, ela virou o alívio cômico e ácido da trama. Os ajustes preveem mais sequências para ela, transformando-a em uma espécie de “vilã querida” que movimenta as redes sociais. William Bonner na Retrospectiva e o Futuro de Rafa Kalimann No jornalismo, uma novidade pode surpreender o público no fim do ano. Existe um desejo forte nos bastidores da Globo de contar com William Bonner ao lado de Sandra Annenberg no comando do “Globo Repórter – Retrospectiva do Ano”. Seria a estreia do âncora do Jornal Nacional neste formato específico de fim de ano. Embora a ideia seja vista com bons olhos pela direção, a execução é considerada prematura e “em cima da hora” devido à agenda intensa do jornalista, mas as negociações internas continuam. No entretenimento, a situação de Rafa Kalimann foi definida. Havia uma grande dúvida sobre sua continuidade no “Circuito Sertanejo” devido à sua primeira gravidez. A apresentadora e atriz, no entanto, está em processo de renovação contratual para comandar a atração em 2026. O plano traçado é que ela cumpra sua licença-maternidade com tranquilidade após o nascimento do filho, retornando ao posto assim que o período legal se encerrar, garantindo seu espaço na grade musical da emissora. Inovação no Streaming e a Black Friday A Globo também segue investindo em novos formatos para capturar a audiência jovem. A novela vertical “Tudo por Uma Segunda Chance” estreia nesta terça-feira (25) nas redes sociais da emissora. Protagonizada por Vannessa Gerbelli e Débora Ozório, que vivem mãe e filha, a trama foi pensada exclusivamente para telas de celulares. A estratégia de distribuição é agressiva: serão disponibilizados 10 capítulos de uma só vez, sempre às terças-feiras, criando um hábito de consumo rápido e dinâmico. Para fechar a semana, a emissora aposta alto no faturamento comercial. Nesta quinta-feira, logo após “Três Graças”, vai ao ar o especial “Vem Que Tem”. Sob o comando de Eliana, a nova estrela da casa, e do humorista Paulo Vieira, o programa ao vivo aproveitará a Black Friday para misturar entretenimento e vendas. A atração contará ainda com a participação de Gil do Vigor e Tati Machado, formando um time de peso para garantir que a audiência se transforme em cliques de compra.
MUDANÇAS NA RECORD: Ticiane Pinheiro enfrenta impasse, Michelle Barros ganha força e ‘Hoje em Dia’ pode sofrer reformulação total
Os bastidores da Record estão em polvorosa com movimentações estratégicas que prometem redefinir a cara das manhãs da emissora. O tradicional programa “Hoje em Dia”, uma das marcas mais fortes do canal, encontra-se no centro de um furacão de especulações, renovações contratuais complexas e a ascensão de novos talentos. O nome da vez é Michelle Barros, que, após sua passagem pelo reality show “A Fazenda”, desponta como a favorita para trazer o “sangue novo” que a direção tanto procura para estancar a queda de audiência e renovar o fôlego do formato. A situação atual desenha um cenário de transição inevitável. Enquanto nomes consagrados enfrentam dilemas pessoais e logísticos que podem impactar seu desempenho diário, a emissora testa ativamente novas possibilidades. A presença constante de Michelle Barros na programação, logo após sair do confinamento rural, não é coincidência, mas sim um teste de fogo que ela parece estar tirando de letra, agradando tanto a alta cúpula quanto o mercado publicitário, que busca novidades. A ascensão meteórica de Michelle Barros pós-Fazenda A jornalista Michelle Barros saiu do confinamento de “A Fazenda” e não teve tempo para descanso; ela já foi imediatamente integrada a projetos importantes da casa. Sua eficiência foi provada ao transmitir o Miss Universo pelo RecordPlus e R7, demonstrando versatilidade. Além disso, sua participação no próprio “Hoje em Dia” na última quinta-feira foi vista como um “test-drive” de luxo, indicando que ela está com os pés firmes dentro da emissora da Barra Funda. Diante dessa performance, as possibilidades de Michelle assumir novos e maiores trabalhos na Record são consideradas enormes pelos analistas de TV. Sua experiência anterior com jornalismo ao vivo, somada ao carisma popular testado no reality show, a torna a candidata ideal para assumir um posto fixo. A especulação mais forte é de que ela integre o time do “Hoje em Dia”, preenchendo a lacuna de novidade que o programa desesperadamente necessita neste momento. “Hoje em Dia”: Um formato consagrado, mas exausto O “Hoje em Dia” é um pilar da programação da Record, mas os números recentes acenderam o sinal de alerta vermelho. O programa está precisando urgentemente de “sangue novo”, uma vez que seus próprios resultados de audiência, que não têm sido tão bons, indicam um desgaste natural. A atração, na forma em que se encontra atualmente e já há muito tempo, demonstra sinais claros de cansaço, exigindo uma reformulação que vá além de quadros esporádicos. É importante ressaltar que o problema não parece ser a competência individual dos apresentadores. O time atual, formado por Celso Zucatelli, Ana Hickmann, Renata Alves, Ticiane Pinheiro e Keila Jimenez, é considerado muito bom e entrosado. No entanto, a química do elenco não é mais suficiente para segurar um formato que parou no tempo. Para voltar a brigar pela liderança e relevância, o programa precisa de um “sacode”, uma mudança estrutural que traga nova energia para as manhãs. O dilema de Ticiane Pinheiro: Rio ou São Paulo? No meio desse cenário de mudanças, a situação de Ticiane Pinheiro é a mais delicada e complexa. A informação sobre a renovação de seu contrato com a Record é verdadeira e aconteceu de fato. Contudo, a apresentadora não gostou que a notícia tenha vazado na imprensa, possivelmente porque tinha outra preferência ou estratégia para a divulgação desse novo acordo, o que gerou um certo desconforto nos bastidores. O grande “porém” dessa renovação reside na logística da vida pessoal da apresentadora, que pode impactar diretamente sua dedicação a um programa diário e ao vivo em São Paulo. Devemos entender que será bem complicada a total dedicação de Ticiane ao “Hoje em Dia”, visto que seu marido, o jornalista César Tralli, está morando no Rio de Janeiro. A vida do casal está migrando para a capital fluminense, com um apartamento lá já em fase adiantada de decoração. Renovação necessária: O futuro das manhãs A “sinuca de bico” está formada: de um lado, a Record precisa de apresentadores presentes e focados 100% em revitalizar o programa; do outro, uma de suas principais estrelas está com a vida dividida entre duas capitais. Esse impasse logístico de Ticiane Pinheiro abre ainda mais espaço para a entrada definitiva de Michelle Barros, que poderia assumir o comando diário ou dividir a apresentação, permitindo uma flexibilidade maior para o elenco veterano. O fato é que, em meio a todas essas variáveis — a baixa audiência, o cansaço do formato e as questões pessoais do elenco —, o “Hoje em Dia” precisa de uma intervenção. A direção da Record tem em mãos a oportunidade de unir o útil ao agradável: aproveitar o talento em ascensão de Michelle Barros para resolver o problema de “sangue novo” e, ao mesmo tempo, equacionar a disponibilidade de seu elenco estelar. As próximas semanas serão decisivas para definir se teremos uma dança das cadeiras ou uma ampliação do sofá mais famoso das manhãs brasileiras.
Nathan e Bruttoz chocam web com proposta ousada no ‘Túnel do Amor’ e Ana Clara reage à descoberta bissexual
A quarta temporada do reality show Túnel do Amor, uma das principais apostas de entretenimento do Globoplay, tornou-se o centro das atenções nas redes sociais nesta semana. O motivo não foi apenas uma briga ou uma estratégia de jogo, mas sim uma quebra de paradigmas envolvendo a sexualidade masculina. Dois participantes, o modelo Nathan Silva e o estudante de odontologia Bruttoz, que entraram no programa denominando-se heterossexuais, protagonizaram cenas de tensão sexual que viralizaram instantaneamente, levantando debates sobre a fluidez do desejo e a chamada “broderagem” em rede nacional. O episódio que desencadeou a polêmica trouxe um diálogo explícito e surpreendente entre os dois amigos. Em um ambiente onde a pegação costuma seguir roteiros tradicionais, a química inesperada entre Nathan e Bruttoz roubou a cena. O público, acostumado com a rigidez dos rótulos em reality shows, foi pego de surpresa pela naturalidade com que o desejo surgiu entre dois homens que, até então, buscavam parceiras femininas no confinamento. A repercussão foi imediata, dividindo opiniões entre quem celebrava a liberdade e quem questionava a veracidade da interação. O diálogo viral: “Vai me chupar?” No terceiro episódio da temporada, a temperatura subiu de forma inédita. Durante uma conversa franca e carregada de intenções, Nathan Silva tomou a iniciativa de propor uma interação sexual com o colega, desafiando as barreiras da amizade convencional. “Mano, eu não transo com homem, se tu me chupar eu te chupo. Vai me chupar?”, questionou o modelo, sem rodeios. A resposta de Bruttoz foi igualmente direta e afirmativa: “Chupo”. O convite foi selado com um “Vamo lá então, pô”, criando um dos momentos mais comentados da história do programa. A sinceridade do momento foi reforçada pelos depoimentos individuais dados posteriormente à produção. Bruttoz, visivelmente atravessado pela situação, comentou sobre a dificuldade de controlar os instintos dentro do confinamento. “Vários sentimentos e você lidar com a carne né, com o seu tesão, é uma coisa muito mais difícil de domar”, desabafou o estudante. Essa fala humanizou a experiência, mostrando que, para além dos rótulos, existe o impulso humano que muitas vezes ignora as convenções sociais pré-estabelecidas. Nathan, por sua vez, tentou racionalizar o que estava sentindo, impondo condições para que o ato se concretizasse, mas sem negar a atração. “Eu e o Bruttoz só vai acontecer se ele tiver um posicionamento muito maneiro ou se eu me sentir confortável”, explicou. Essa hesitação misturada com vontade reflete uma jornada de autodescoberta que raramente é televisionada de forma tão crua, especialmente entre homens que performam uma masculinidade considerada padrão. Ana Clara e a importância da quebra de rigidez Diante da repercussão massiva, a apresentadora Ana Clara Lima, que comanda a atração com carisma e firmeza, posicionou-se sobre o ocorrido. A global celebrou a narrativa que se construiu organicamente no programa. Para ela, o reality cumpriu um papel social importante ao não esconder ou editar a descoberta da bissexualidade, tratando o assunto com a naturalidade que ele merece nos dias de hoje. “Eu acho que esse ano a gente teve uma diversidade muito grande no Túnel, essa descoberta dos meninos sobre a bissexualidade e tudo o que vem com isso. Acho muito legal, e trazer isso num programa de televisão é muito rico”, avaliou Ana Clara. A apresentadora destacou que o valor do entretenimento também reside em mostrar as nuances do comportamento humano, indo além do beijo na boca pelo simples espetáculo, mas focando na transformação interna dos participantes. Ana Clara tocou em um ponto crucial: a desconstrução da imagem do “macho alfa” intocável. Segundo ela, a televisão tem o poder de educar o olhar do público. “As pessoas não estão acostumadas a ver essa quebra de rigidez masculina e se descobrir bissexual é muito importante, até pro público se identificar. Tô muito feliz de abordar isso de maneira leve”, completou. A leveza citada por ela é fundamental para que o tema não seja tratado como tabu ou escândalo, mas como uma possibilidade real de existência. A liberdade do streaming e o público jovem O caso de Nathan e Bruttoz também evidencia a diferença editorial entre a TV aberta e o streaming. Túnel do Amor, por ser um produto original Globoplay e voltado para o canal fechado Multishow, permite uma liberdade de linguagem e de comportamento que muitas vezes é podada em horários nobres da TV convencional. Essa abertura possibilita que histórias como a desses dois participantes sejam contadas sem filtros moralistas, conectando-se diretamente com uma geração que lida com a sexualidade de forma mais fluida. Ana Clara reforçou essa distinção ao comparar o reality com seus outros projetos na casa. “Túnel é maravilhoso, um projeto que eu adoro fazer. É um programa diferente, um público diferente do que a gente tem”, explicou. Ela, que transita com facilidade entre formatos variados, reconhece que cada atração tem sua linguagem própria. “Faço programas muito diversos, tem o Panela Quente no GNT, o Estrela da Casa na Globo, faço o Big Show durante o Big Brother, e o Túnel é diferente, é pra um público mais jovem”, pontuou. Esse público jovem, mencionado pela apresentadora, é justamente o que impulsiona o debate nas redes sociais. A viralização do vídeo de Nathan e Bruttoz demonstra que a audiência anseia por representatividade real e por situações que fujam do script heteronormativo clássico dos programas de namoro. Ao validar o desejo entre dois homens que se diziam héteros, o Túnel do Amor se posiciona na vanguarda dos realities de relacionamento no Brasil. O futuro dos participantes e do programa Resta saber como a dinâmica entre Nathan e Bruttoz evoluirá ao longo dos próximos episódios e como isso afetará as relações com as duplas femininas na casa. A descoberta da bissexualidade em rede nacional é um processo corajoso, que expõe os participantes a julgamentos, mas também a muito acolhimento. A postura da produção e da apresentadora em tratar o caso com respeito e curiosidade genuína aponta para um amadurecimento do formato. Independentemente do desfecho — se o romance vai engatar ou se ficará apenas na tensão sexual —, a


