A semana da ex-participante de A Fazenda 17 transformou-se em um pesadelo judicial. Após perder o posto no Carnaval, Rayane vê seu negócio ser fechado pela polícia, com descoberta de remédios vencidos, equipamentos proibidos e até suspeita de lavagem de dinheiro.
O mundo das celebridades foi sacudido nesta quinta-feira (11/12) com uma operação policial de grande porte que atingiu diretamente a vida da empresária e influenciadora Rayane da Silva Figliuzzi. A ex-peoa de A Fazenda e atual namorada do cantor Belo viu seu nome envolvido em um escândalo de saúde pública que resultou na interdição imediata de sua clínica de estética e na prisão em flagrante de uma funcionária. A ação, realizada pela Delegacia do Consumidor (Decon) com apoio da Vigilância Sanitária, expôs um cenário de horror e negligência no estabelecimento localizado na Taquara, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
A operação não foi uma visita de rotina, mas sim uma resposta a denúncias gravíssimas que colocavam em risco a integridade física dos clientes. Agentes da polícia e fiscais sanitários bateram à porta das salas 301 e 307 de um prédio na Estrada Miguel Salazar Mendes de Moraes, encontrando um ambiente que operava à margem da lei. O que deveria ser um local de beleza e bem-estar revelou-se um foco de irregularidades que iam desde a falta de documentação básica até a utilização de produtos nocivos à saúde humana.
Este episódio marca o ponto mais crítico de uma sequência de desastres na vida pública de Rayane, que já vinha enfrentando turbulências após um barraco em restaurante e a perda de seu posto como musa da Vila Isabel. Agora, a situação escalou da fofoca para as páginas policiais, com acusações que podem render processos criminais longos e complexos, manchando não apenas sua reputação empresarial, mas colocando sua liberdade em xeque diante das investigações que se avizinham.
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Prisão em Flagrante e Vítima Queimada
O estopim para a ação policial foi o relato desesperado de uma cliente que viveu momentos de terror nas mãos dos profissionais da clínica. A consumidora registrou um boletim de ocorrência relatando ter sofrido queimaduras severas durante um procedimento estético realizado no local. Em seu depoimento, a vítima detalhou que o espaço não possuía as mínimas condições adequadas para atendimento, o que levantou o alerta das autoridades para uma fiscalização de emergência.
Ao chegarem ao local, os agentes da Decon encontraram a clínica em pleno funcionamento, contrariando normas de segurança. Uma esteticista, identificada como Larissa Macedo Caldeira da Silva, estava trabalhando no momento da batida e se apresentou como a responsável pelo espaço na ausência da proprietária. A funcionária não teve chance de defesa diante das evidências: recebeu voz de prisão em flagrante por crime contra as relações de consumo e foi conduzida imediatamente à delegacia especializada para os procedimentos de praxe.
A prisão da funcionária joga luz sobre a responsabilidade da gestão da clínica. Embora Rayane Figliuzzi não estivesse presente no momento da operação — e, segundo relatos, não tenha sido localizada pelos agentes —, a responsabilidade legal recai sobre ela como proprietária. A situação da funcionária presa serve como um indicativo da gravidade do que ocorria entre aquelas quatro paredes, onde a busca pela estética se sobrepunha à segurança e à legalidade.
Cenário de Horror: Remédios Vencidos e Sujeira
O que os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli encontraram durante a vistoria técnica é digno de um filme de terror sanitário. O laudo preliminar e as imagens obtidos por Fábia Oliveira mostram uma coleção de infrações que chocam pela irresponsabilidade. Foram identificados diversos medicamentos impróprios para consumo humano, armazenados de forma irregular e prontos para serem aplicados em clientes desavisados.
Além dos medicamentos, a fiscalização apreendeu uma quantidade significativa de materiais fora da validade. O uso de produtos vencidos em procedimentos estéticos representa um risco altíssimo de infecções, alergias graves e necrose de tecidos, confirmando o perigo real que a clínica representava para a população. Como se não bastasse, os agentes constataram que os equipamentos utilizados não passavam por processos de esterilização, transformando o ambiente em um vetor potencial de transmissão de doenças.
Para completar o quadro de ilegalidade, foram encontradas duas câmaras de bronzeamento artificial. Vale lembrar que o uso desses equipamentos para fins estéticos é estritamente proibido pela Anvisa no Brasil há anos, devido ao comprovado risco de câncer de pele e queimaduras. A presença dessas máquinas na clínica de Rayane demonstra um desrespeito flagrante às normas sanitárias vigentes no país, visando o lucro acima da saúde dos clientes que buscavam o “bronzeado perfeito”.
Rayane Quebra o Silêncio: “Clínica Desativada”?
Diante da repercussão explosiva do caso, Rayane Figliuzzi se manifestou pela primeira vez em conversa exclusiva com o portal Leo Dias. A defesa apresentada pela influenciadora, no entanto, parece colidir frontalmente com os fatos apurados pela polícia. Rayane afirmou que ainda está tentando entender o teor das denúncias, mas alegou que a clínica alvo da operação na Taquara estaria “desativada” desde antes de sua entrada no reality show A Fazenda 17.
Essa versão de que o estabelecimento estava fechado torna-se difícil de sustentar diante da prisão em flagrante de uma funcionária que estava trabalhando no local e atendendo a porta para a fiscalização. Se a clínica estava desativada, como explicar a presença de uma esteticista em atividade, equipamentos ligados e produtos estocados? Rayane tentou desviar o foco para sua outra unidade, localizada na Barra da Tijuca, afirmando que lá está “tudo regular”, mas o estrago na sua imagem já estava feito.
A ex-peoa confirmou ter ciência de que sua colaboradora foi levada pela polícia para prestar esclarecimentos, mas adotou uma postura cautelosa, informando que só se pronunciará oficialmente através de seus advogados após ter acesso completo aos autos. Essa estratégia de defesa sugere que a influenciadora sabe que o buraco é mais embaixo e que declarações precipitadas podem complicar ainda mais sua situação jurídica.
Investigação Pesada: Lavagem de Dinheiro e Saúde Pública
O auto de prisão em flagrante e interdição traz uma lista de crimes que vão muito além de uma simples infração sanitária. Segundo o documento oficial, Rayane da Silva Figliuzzi responderá por crimes contra as relações de consumo e crime contra a saúde pública. Essas tipificações penais são severas e podem resultar em penas de reclusão, além de multas pesadas e a cassação definitiva de licenças para atuar no ramo.
No entanto, o ponto que mais chama a atenção no registro policial é a menção a uma investigação por “possível lavagem de dinheiro”. Essa acusação eleva o caso a outro patamar, sugerindo que a clínica poderia estar sendo utilizada não apenas para procedimentos estéticos irregulares, mas também para dar aparência lícita a recursos de origem duvidosa. Se comprovada, essa prática coloca Rayane na mira de investigações financeiras aprofundadas, devassando suas contas e patrimônio.
A ausência de qualquer documentação necessária para o funcionamento da clínica, constatada pelos agentes, reforça a tese de que o negócio operava na clandestinidade. Operar sem alvará, sem responsável técnico habilitado e sem licença sanitária é um indicativo de que o empreendimento buscava fugir dos radares do Estado, o que corrobora as suspeitas levantadas pela polícia sobre a natureza das operações financeiras do local.
A Maldição da Semana: Do Carnaval à Delegacia
É impossível dissociar este escândalo policial do contexto turbulento que Rayane viveu nos dias anteriores. A operação na clínica acontece na mesma semana em que ela e Belo protagonizaram uma confusão em um restaurante em São Paulo, que terminou em acusações de racismo por parte de sua equipe contra uma assessora. O episódio, regado a choro e bate-boca, revelou o descontrole emocional e a pressão que a influenciadora vinha sofrendo para se firmar como figura pública.
Aquele jantar, que deveria ser uma celebração ou alinhamento de carreira, virou o início do fim de sua trajetória no Carnaval 2026. A sugestão de Belo para que ela fizesse aulas de samba foi o estopim para uma briga que resultou na demissão de Rayane do posto de musa da Vila Isabel e no rompimento com sua assessoria de imprensa. Agora, com a polícia batendo à porta e interditando sua fonte de renda, Rayane enfrenta o isolamento e o julgamento público.
O cantor Belo, que afirmou estar envergonhado com o barraco no restaurante, agora vê sua namorada envolvida em crimes que podem ter repercussão nacional. A “maré de azar” de Rayane Figliuzzi parece longe de acabar, e o que começou como o sonho de brilhar na TV e na Sapucaí transformou-se, em questão de dias, em uma luta para não sair algemada de uma delegacia. A interdição da clínica é apenas o primeiro capítulo de uma batalha judicial que promete ser longa e dolorosa.










