O ano de 2026 marca um período de profundas transformações físicas e estratégicas na sede da Record, localizada no bairro da Barra Funda, em São Paulo. A emissora iniciou um complexo processo de reestruturação de seus espaços físicos, visando otimizar a produção interna e abrir novas frentes de receita. A principal mudança envolve a transferência dos cenários que ocupavam os estúdios I, J e K. Toda a estrutura desses espaços está sendo migrada para os estúdios L e M, que passaram por uma ampla e moderna remodelação para receber os principais programas da casa com tecnologia de ponta.
Essa movimentação não é apenas uma reforma estética, mas sim parte de um novo modelo de negócios desenhado pela direção da emissora. Os estúdios I, J e K, que são conhecidos por sua localização privilegiada no corredor principal e por possuírem um logo gigante da emissora ao fundo, terão um novo destino. A partir de agora, esses espaços ficarão disponíveis para serem alugados por produtoras independentes, transformando a sede da Record em um polo de produção audiovisual aberto ao mercado, algo inédito na história recente do canal.
Para viabilizar essa operação híbrida, onde produções da casa e externas conviverão no mesmo complexo, a engenharia da Record precisou intervir na arquitetura do prédio. Em função desse novo desenho logístico, dois grandes portões foram instalados estrategicamente para isolar fisicamente os estúdios I, J e K do restante das instalações corporativas e artísticas da emissora. Essa separação garante a segurança, o sigilo das produções internas e a autonomia necessária para que as produtoras locatárias possam trabalhar sem interferir na rotina do jornalismo e do entretenimento da Record.
O primeiro grande impacto dessa “dança das cadeiras” cenográfica foi sentido no departamento de esportes. O cenário das atrações esportivas foi o pioneiro na migração, deixando definitivamente o estúdio K. Agora, as transmissões e programas do gênero estão instalados no estúdio L, que foi entregue após uma ampla reforma técnica e visual. Essa mudança sinaliza que a emissora está priorizando a modernização de seus ambientes de transmissão ao vivo, preparando-se para um ano de intensa cobertura esportiva e eventos importantes.
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Dramaturgia a Todo Vapor: “A Ira do Herdeiro” e Cristiane Cardoso
Enquanto a engenharia trabalha no concreto, o departamento de dramaturgia, em parceria com a produtora Seriella, trabalha nos roteiros que vão preencher a grade de 2026. A grande aposta confirmada é a série “A Ira do Herdeiro”. Escrita por Cristiane Cardoso, a produção promete ser um dos carros-chefe da programação deste ano, mantendo a tradição da emissora em investir pesado em narrativas que misturam fé, história e conflitos humanos intensos, uma fórmula que fidelizou um público cativo ao longo da última década.
A trama de “A Ira do Herdeiro” será contada em um formato ágil, com 25 capítulos previstos, o que indica uma narrativa sem “barriga” e focada nos acontecimentos cruciais. A história girará em torno de Manassés, considerado um dos governantes mais controversos e complexos do Reino de Judá. A escolha desse personagem histórico permite à autora explorar temas como poder, redenção, tirania e as consequências espirituais das decisões de um líder, oferecendo um prato cheio para o público que aprecia dramas épicos com profundidade psicológica.
Além desta produção, a lista de projetos confirmados demonstra que o segmento bíblico segue prestigiado e muito forte dentro da estratégia da Record. Outras quatro produções de peso estão no cronograma: “As Sete Marias”, dirigida por Vicente Guerra; “Amor em Ruínas”, que contará com a experiência de Alexandre Avancini; a superprodução “Ben-Hur”, sob o comando de Leonardo Miranda; e a série focada em “Judas Iscariotes”, que ainda está em fase de definição de equipe técnica, mas já gera grande expectativa.
Elenco de Peso e Novas Apostas: Allana Lopes e Rafael Lozano
No campo das execuções, algumas dessas produções já estão em estágio avançado ou concluído. É o caso de “As Sete Marias”, cujas gravações chegaram ao fim recentemente. Embora ainda não tenha uma data de estreia fixada na grade, sabe-se que será uma minissérie curta e impactante, composta por apenas 4 capítulos. O formato de microssérie é uma tendência que a Record vem testando para dar agilidade à programação e oferecer conteúdo especial em datas estratégicas ou semanas comemorativas.
A grande expectativa em torno de “As Sete Marias” recai sobre o trabalho da atriz Allana Lopes. A jovem atriz conquistou o papel principal após uma disputa acirrada, onde desbancou dezenas de concorrentes em testes exaustivos. Sua performance nos bastidores tem sido muito elogiada, e a direção aposta que este trabalho será um divisor de águas em sua carreira, consolidando-a como um dos novos rostos promissores da teledramaturgia nacional dentro da emissora.
Outro nome que ganha destaque absoluto no planejamento de 2026 é Rafael Lozano. Ator com trânsito livre no streaming e no cinema, Lozano foi escalado para um desafio duplo e de grande responsabilidade. Ele viverá o icônico traidor Judas Iscariotes na superprodução “Ben-Hur”. O desempenho esperado é tão alto que a emissora já definiu que ele também protagonizará a série solo “Judas Iscariotes”, aproveitando a construção do personagem para aprofundar sua história em um spin-off dedicado.







