O ano de 2026 começa com um clima de revolução nos corredores do SBT. Diante de números de audiência que não agradam e de uma necessidade urgente de renovação comercial e editorial, a direção do SBT, sob o comando de ferro de Daniela Beyruti, decidiu que é hora de jogar pesado. Esqueça os boatos de crise ou de recuos estratégicos; a ordem agora é ataque total. Com o retorno de peças-chave ao comando e a aprovação de projetos audaciosos, a emissora se prepara para uma das maiores reestruturações de sua história recente, apostando em nomes de peso como Benjamin Back e Catia Fonseca, além de uma reformulação completa nas faixas matutina e vespertina. O recado é claro: a passividade acabou e o SBT entra em campo para brigar pela liderança, custe o que custar.
Table of Contents
A Ascensão de Benjamin Back: O Novo Rosto do Esporte e do Entretenimento
Contra todas as expectativas e ignorando uma campanha de bastidores que tentava minar seu crescimento, Benjamin Back, o popular Benja, emerge como a grande aposta do SBT para 2026. A direção da emissora, alinhada com os desejos do departamento comercial, enxerga no apresentador não apenas um talento esportivo, mas um comunicador versátil capaz de furar a bolha e atrair anunciantes de peso. A decisão de cravar Benja como o principal nome do esporte na casa é uma resposta direta aos críticos e “ruídos” que circulavam na imprensa.
O plano para Benja é ambicioso e vai muito além de participações pontuais. Estudos avançados dentro da emissora apontam para a criação de um programa diário, uma antiga reivindicação do mercado publicitário que vê no estilo irreverente e polêmico do apresentador um ímã para marcas que buscam engajamento real. Esse programa não seria apenas uma mesa redonda tradicional, mas um formato híbrido de entretenimento e esporte, aproveitando a capacidade de improviso e a conexão popular que Benja construiu ao longo da carreira.
Além do programa diário, a “cereja do bolo” é a ancoragem da cobertura da Copa do Mundo. O SBT deposita em Benja a responsabilidade de ser a cara da emissora no maior evento de futebol do planeta. Essa escolha estratégica ignora as “torcidas contra” internas e externas, consolidando a autoridade de Daniela Beyruti em bancar suas convicções. Para a direção, Benja representa a linguagem do torcedor, a paixão sem filtros, algo que se alinha perfeitamente com o DNA popular do SBT. A mensagem é que o esporte no canal terá opinião, terá barulho e, principalmente, terá a identidade de quem não tem medo de falar o que pensa.
O Retorno de Alfonso Aurin e o “Choque de Gestão” de Daniela Beyruti
Para colocar essa máquina de novidades para rodar, a estrutura executiva do SBT também passa por um fortalecimento. O experiente Alfonso Aurin, considerado o braço direito de Daniela Beyruti, retorna de suas férias com a missão de tirar os projetos do papel imediatamente. Sua presença é o sinal verde que faltava para que as providências operacionais comecem a ser tomadas. Aurin é a peça que conecta a visão estratégica da herdeira com a realidade do chão de fábrica da televisão, garantindo que as ideias não se percam na burocracia.
Daniela Beyruti, mesmo quando esteve fora, manteve um olhar vigilante e crítico sobre tudo o que acontecia na emissora. O total aborrecimento com as baixas audiências registradas recentemente foi o combustível para essa nova fase de questionamentos e mudanças. A executiva não está disposta a aceitar a estagnação. Seu estilo de gestão, cada vez mais centralizador no sentido de cobrar resultados, mostra que não haverá espaço para acomodação. Ela tem questionado formatos, horários e entregas, exigindo que cada minuto da grade de programação justifique seu investimento.
A volta de Aurin marca o início prático do ano letivo no SBT. É o momento de transformar a insatisfação da diretoria em ação concreta. Projetos que estavam em “banho-maria” ou apenas no campo das ideias agora ganham prioridade máxima. A ordem é acelerar. O “dia que promete” não é apenas uma figura de linguagem, mas o marco zero de uma nova postura agressiva no mercado, onde a agilidade na tomada de decisões será fundamental para estancar a sangria de audiência e reconquistar o público que migrou para o streaming ou para a concorrência.
A Guerra das Manhãs: Um Novo Programa para Desbancar a Concorrência
Uma das frentes de batalha mais importantes para 2026 será a faixa matutina. Historicamente um horário problemático para o SBT, as manhãs agora são alvo de um projeto robusto e já montado. A intenção de estrear um novo programa não é apenas um desejo vago, mas uma estratégia desenhada para qualificar a audiência e oferecer uma alternativa real ao telespectador que já se cansou das mesmas fórmulas das outras emissoras.
Existe, sim, uma intenção clara da direção de ocupar esse espaço com relevância. O projeto montado visa misturar prestação de serviço, jornalismo ágil e entretenimento leve, fugindo do sensacionalismo barato ou dos desenhos animados que, embora tradicionais, já não trazem o retorno comercial de outrora. A ideia é construir uma grade matinal que entregue o público para o horário do almoço com números mais expressivos, criando um efeito cascata positivo para o restante do dia.
Essa movimentação nas manhãs é uma resposta direta à insatisfação de Daniela Beyruti com os índices atuais. A executiva entende que uma emissora do porte do SBT não pode se dar ao luxo de começar o dia perdendo feio para a concorrência. O novo programa deve trazer rostos conhecidos e uma linguagem moderna, buscando dialogar com a dona de casa, mas também com o público que está se deslocando para o trabalho ou home office. É a tentativa de criar um novo hábito no telespectador brasileiro: ligar no SBT logo cedo e não sair mais.
Final de Tarde Explosivo: Catia Fonseca e a Dúvida entre Variedades ou “Sangue”
Se as manhãs são o foco da renovação, os finais de tarde são o palco da disputa pela audiência de massa. As “mexidas necessárias” que a direção planeja para esse horário visam combater a queda de desempenho que costuma ocorrer antes do horário nobre. E para essa missão, o SBT trouxe um reforço de peso: Catia Fonseca. A chegada da apresentadora é um dos grandes trunfos da emissora para 2026, tirando da concorrência um nome consolidado e querido pelo mercado publicitário.
No entanto, a estratégia para o final de tarde ainda vive um dilema criativo que pode definir os rumos da emissora. De um lado, existe o projeto de um programa de variedades, aproveitando o carisma de Catia Fonseca para fazer uma transição suave entre o público feminino da tarde e a audiência mais diversificada da noite. Seria um programa de conversas, culinária, fofocas e entretenimento, moldado para faturar alto e manter a leveza.
Por outro lado, corre nos bastidores a ideia de um “novo jornal de sangue”. A direção estuda se a melhor forma de alavancar a audiência pré-horário nobre não seria apostar no jornalismo popular, aquele que cobre o cotidiano policial e as urgências das grandes cidades com uma linguagem mais crua e direta. Essa dúvida entre o entretenimento de variedades e o jornalismo “mundo cão” mostra que o SBT está disposto a testar limites. O objetivo final é um só: entregar a audiência nas alturas para o SBT Brasil e para a linha de shows. Seja com a simpatia de Catia ou com a tensão das notícias policiais, o final de tarde do SBT em 2026 não será mais o mesmo. A ordem de Daniela é clara: quer números, quer relevância e quer ver o SBT incomodando os líderes novamente.







