O SBT cansou de ser apenas a TV da família e resolveu ir para cima da concorrência com as armas da própria inimiga! Em um movimento agressivo de padronização do seu jornalismo, a emissora de Silvio Santos está investindo pesado para adotar um modelo escancaradamente colado ao da Globo. E a grande estrela dessa revolução atende por Rodrigo Bocardi. Enquanto os bastidores da televisão fervem com a guerra pelos milhões do mercado publicitário — uma dura realidade que Tiago Leifert fez questão de expor recentemente —, o canal paulista prepara a estreia do tão aguardado ‘SBT Cidades’, que promete sacudir o início de agosto e aterrorizar a audiência do final da tarde. Preparem o controle remoto, porque a chapa vai esquentar na Anhanguera!
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A “Globolização” do SBT e a Chegada Triunfal de Bocardi
Se você achava que a emissora ficaria estagnada na sua zona de conforto, achou muito errado. Nos próximos dias, Rodrigo Bocardi vai iniciar uma verdadeira peregrinação pelas atrações de entretenimento da casa. O objetivo? Fazer barulho, gerar expectativa e divulgar a sua nova casa a partir de agosto. O âncora será o grande dono do cobiçado e disputado horário das 18h15 às 19h45, batendo de frente com os enlatados tradicionais e os jornais policiais da concorrência.
Mas a fofoca mais quente que corre nos corredores da presidência é a estratégia desenhada a longo prazo: a ordem expressa é copiar o que dá certo e faturar alto. Ainda neste ano, o plano da direção é que o novo formato ganhe uma primeira edição na faixa do almoço. É a cópia fiel, padronizada e descarada do modelo consagrado pela Globo com o ‘SP1’ e o ‘SP2’. O SBT quer provar para o mercado publicitário que sabe fazer jornalismo local de peso, com credibilidade e, claro, com o famigerado padrão plim-plim!
O Desespero por Faturamento e a “Agüinha” da Copa
E por que essa mudança tão drástica de rota no departamento de jornalismo? A resposta tem nove letras e move o mundo: faturamento. A televisão linear precisa desesperadamente de anunciantes de peso para bancar superproduções, eventos esportivos e salários astronômicos de novos contratados.
Tiago Leifert, dia desses, chutou o balde, rasgou o roteiro e escancarou o maior segredo de polichinelo da TV mundial: a famosa “parada para hidratação” na Copa do Mundo nada mais é do que uma nova e vital pausa comercial disfarçada. Mais do que dar aguinha para os atletas suados se refrescarem, a organização abriu uma janela de ouro disfarçada de cuidado médico para as emissoras do mundo todo poderem faturar e pagar a conta bilionária que o evento representa.
Leifert foi cirúrgico e direto ao ponto: adquirir os direitos de um evento desse porte é caríssimo, mas ficar de fora dá um prejuízo ainda mais devastador. É a velha máxima do “mais caro é deixar de fazer”. E adivinhem qual emissora deve estar sentindo essa dor latente na pele e no bolso neste exato momento? A Record, que chupou o dedo e amarga ficar de fora da maior vitrine do mundo.
Fim da Hipocrisia: Quem Paga a Conta da TV?
O mundo mudou, as plataformas se multiplicaram e a hipocrisia precisa acabar se a TV aberta quiser sobreviver. Para o SBT bancar as exigências de estrelas como Bocardi, oferecer melhores programações e manter a folha de pagamento em dia, é inegociável ter o apoio irrestrito do mercado publicitário. Não dá mais para jogar para a torcida e fingir que a emissora vive de luz e aplausos.
O recado nos corredores comerciais de todas as redes é um só: tentar proibir ou censurar anunciantes causa um estrago financeiro e demissões em massa. Todo produto regulamentado tem o sagrado e irrestrito direito de anunciar na tela. A cerveja, por exemplo, é regulamentada e patrocina o futebol há décadas sem grandes crises. O mercado exige que essa regra seja válida para todos os setores. Afinal, quem faz o PIX no final do mês sabe muito bem que a engrenagem do entretenimento e do jornalismo não gira sem dinheiro no caixa!




