Meus amores e fofoqueiros de plantão do FaroPop, se a gente ama acompanhar uma roça pegando fogo e entregando horrores de audiência, a gente também adora sentar para analisar quando o barco afunda de vez na Record! Nem só de sucesso vive a televisão brasileira, e quando o assunto é reality show, a emissora do bispo tem um currículo que intercala fenômenos estrondosos com verdadeiros fiascos que deram prejuízo, dor de cabeça e muita vergonha alheia. O nosso besteirol de hoje vai fundo no baú da Barra Funda para relembrar aquelas produções que prometeram revolucionar o mercado, mas entregaram apenas traço no Ibope e choro nos bastidores. Pega a pipoca e vem conferir a galeria de fracassos inesquecíveis da Record!
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A Casa do Patrão: O Flop Assinado por Boninho
A nossa lista começa pelo desastre mais recente e fresco na memória do público. A “Casa do Patrão” chegou ao fim na quinta-feira (16) sem deixar absolutamente nenhuma saudade. O reality show, que foi criado por ninguém menos que J.B. de Oliveira, o Boninho, e contou com a apresentação de Leandro Hassum, entra direto para a galeria de fracassos do gênero na Record.
O desempenho pífio frustrou não apenas a direção, mas até os próprios competidores. A participante Mari Bernardino, por exemplo, não escondeu a enorme decepção ao descobrir que ganhou pouquíssimos seguidores durante todo o período em que ficou confinada. O reality que prometia uma revolução no formato não rendeu memes, não gerou engajamento nas redes e provou que nem sempre um grande nome na direção é sinônimo de sucesso.
Sem Saída (2004): O Game Show Sem Sal
Mas a emissora já passou por outras experiências malsucedidas no passado. A primeira investida da Record no universo dos realities foi com “Sem Saída”, em 2004, que unia a premissa de confinamento com um formato de game show. Os participantes eram mantidos presos em uma casa nas próprias dependências da Record e só saíam de lá para interagir com o apresentador, que na época era Marcio Garcia.
O grande problema? O público não tinha nenhum poder de decisão. A pontuação atingida no quiz comandado por Garcia é que determinava a eliminação, e o eliminado era imediatamente substituído por outro competidor. O programa chegou ao fim após arrastados quatro meses no ar. O único mérito dessa empreitada foi consolidar a contratação de Marcio Garcia, que estava no auge da popularidade após viver o “michê” cúmplice da vilã de “Celebridade” (2003).
Fazenda de Verão (2012): Machadada e Censura
Satisfeita com o êxito colossal das primeiras edições de “A Fazenda”, a Record decidiu crescer o olho e desenvolver um spin-off. Lançada em 2012, a “Fazenda de Verão” trocou os famosos por anônimos e colocou Rodrigo Faro no comando, substituindo Britto Jr. O problema é que a atração não empolgou o público. Quinze dias após a estreia, o reality já colecionava várias derrotas para a novela infantil “Carrossel” (2012), do SBT, o que obrigou a emissora a alterar o horário da atração de forma desesperada.
Para piorar a situação, a edição foi marcada por caos e polêmica. O participante Lucas Barreto chegou a entrar em surto e ameaçou o concorrente Haysam Ali enquanto empunhava um machado! Além disso, a Record decidiu censurar o romance entre a campeã Angelis Borges e Manoella Stoltz, atitude que gerou um forte incômodo em grupos de apoio à causa LGBTQIA+.
A Casa: Insalubridade e Condições Extremas
Se você acha que as dinâmicas de hoje são difíceis, é porque não lembra de “A Casa”. Exibida nas noites de terça e quinta-feira e comandada por Marcos Mion, a atração impressionou de forma negativa pelas condições insalubres impostas aos confinados. A ideia maluca reunia 100 pessoas anônimas em um imóvel que foi preparado para receber apenas quatro pessoas, contendo somente quatro camas e dois banheiros!
O dinheiro das compras de itens básicos, como alimentação e limpeza, era diretamente descontado do prêmio inicial de R$ 1 milhão. A vencedora da edição, Thais Guerra, acabou levando para casa “apenas” R$ 436.772. O formato gerou tantas desistências e situações degradantes que o Ministério Público chegou a monitorar a atração por supostos descumprimentos de acordos de direitos humanos.
Ilha Record e A Grande Conquista: Traições e Barracos
Para fechar o listão do prejuízo, temos “Ilha Record” (2021-2022). O reality contou com Sabrina Sato na primeira temporada e Mariana Rios na segunda. Entre uma temporada e outra, a audiência despencou assustadoramente, caindo mais de 50%, indo de 7 pontos para míseros 3,4. O programa ficou marcado pelas polêmicas do ex-BBB Pyong Lee, que protagonizou cenas ousadas com Antonela Avellaneda, resultando no fim do seu casamento com Sammy Sampaio meses após o término do reality.
Na mesma pegada de flop, veio “A Grande Conquista” (2023-2024), apresentada por Mariana Rios e, posteriormente, por Rachel Sheherazade. Apesar de registrar baixos índices de audiência, o reality chamou a atenção nas redes sociais graças aos comportamentos completamente inadequados de vários confinados, como as discussões acaloradas do repórter esportivo Guipa e do ator Fernando Sampaio com seus desafetos. Fogo no parquinho teve, só faltou o público para assistir!









