A novela pode até ter acabado, mas a polêmica em torno de Manuela Dias continua rendendo muitos debates acalorados. A autora finalmente resolveu explicar a decisão drástica que tomou no desfecho de “Vale Tudo”, mas a justificativa soou como um verdadeiro absurdo para quem acompanhou o clamor do público.
Parece que a essência do que os telespectadores realmente queriam na época simplesmente passou despercebida pela roteirista. Prepare-se, porque vamos destrinchar essa fofoca e entender onde a emissora errou feio com a audiência!
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A visão de Manuela Dias sobre Odete Roitman
Para tentar apagar o incêndio das críticas, a autora Manuela Dias foi a público justificar por que decidiu deixar a megera Odete Roitman, interpretada brilhantemente por Debora Bloch, vivinha da silva no último capítulo.
Em entrevista à Rádio Metrópole, ela afirmou que o desfecho controverso foi, na verdade, uma grande crítica ao capitalismo e à própria elite brasileira. A roteirista defendeu a tese de que “a elite não morre” e que o poder apenas muda de mãos para continuar operando exatamente igual.
Segundo ela, dentro dessa visão sociológica de que o sistema é implacável, fez todo o sentido que Odete ficasse viva para ilustrar a impunidade. A autora completou dizendo que quis oferecer ao público um cardápio com todas as possibilidades possíveis de finais para a história.
A contradição absurda com a voz do público
É justamente aí que mora o grande problema dessa explicação. Ao tentar intelectualizar o roteiro, a autora ignorou o fato de que a televisão aberta exige catarse. A audiência clássica não assiste a uma novela para ver a realidade cruel esfregada na cara; o público queria justiça contra as maldades da ricaça.
A própria Manuela tentou minimizar a revolta afirmando que entende as angústias do público com as mudanças feitas na trama. Ela chegou a declarar que reclamar não significa necessariamente não gostar, mas sim que os telespectadores se importam com a obra.
Mas os próprios números do Ibope desmentem a estratégia de blindar a antagonista. O sucesso da novela aconteceu exatamente quando a história abraçou o clássico:
- O recorde absoluto de audiência de todo o remake não foi com o final inovador, mas sim com a exibição do capítulo clássico da tentativa de homicídio de Odete.
- Exibido no dia 6 de outubro de 2025, o episódio do atentado alcançou a incrível média de 31 pontos na Grande São Paulo.
- Para provar que o povo queria ver o mistério e a punição, nem mesmo o capítulo final da novela conseguiu superar essa marca estrondosa de 31 pontos.
Além disso, a autora classificou a descoberta de que Leonardo (Guilherme Magon) estava vivo como a grande virada da sua versão do remake, apontando que o Ibope aumentava quando ela aplicava as suas mudanças.
O futuro da autora e a disputa pelas 21h
Mesmo com a enxurrada de críticas sobre o final, a roteirista fez questão de rasgar elogios aos criadores originais do folhetim clássico. Ela se declarou fã incondicional de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, afirmando que os novelistas deveriam ocupar cadeiras na Academia Brasileira de Letras.
Mas engana-se quem acha que ela vai para a geladeira após a polêmica de “Vale Tudo”. Manuela está ativamente na fila para emplacar uma próxima trama no cobiçado horário das 21h.
A roteirista disputa diretamente a vaga com Bruno Luperi, outro especialista em remakes da Globo, para ver quem vai substituir a aguardada sequência de “Avenida Brasil”, que tem previsão de estreia para janeiro.
Mudar um clássico exige coragem, mas ignorar a justiça poética que o brasileiro tanto ama pode custar caro na conexão com a audiência. E para você? A justificativa de que “a elite não morre” cola ou a novela deveria ter entregado a punição clássica para lavar a alma do público? Deixe sua opinião aqui embaixo e vamos continuar esse debate!










