Uma notícia que chocou o Brasil teve um desfecho doloroso nesta semana. A família de Juliana Marins, a brasileira que faleceu após cair em uma trilha em um vulcão na Indonésia, divulgou novas atualizações nesta quarta-feira (25/6) sobre o resgate do corpo da jovem e, mais importante, anunciou que vai buscar justiça, apontando uma “grande negligência” por parte da equipe de resgate local.
O corpo de Juliana foi finalmente içado pelos socorristas às 14h45 do horário local e deslocado para a entrada do parque, em um trajeto que tinha previsão de 8 horas de duração. No entanto, a dor da perda se mistura à indignação dos familiares.
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O Grito por Justiça: “Juliana Ainda Estaria Viva”
Em uma sequência de postagens emocionadas no perfil “Resgate Juliana Marins”, a família expressou sua revolta: “Juliana sofreu uma grande negligência por parte da equipe de resgate. Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de 7h, Juliana ainda estaria viva. Juliana merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece! Não desistam de Juliana!”.
A acusação é grave e levanta sérios questionamentos sobre o protocolo de segurança e a eficiência das operações de resgate na região.
O Acidente e a Longa Espera por Socorro
Juliana Marins, de 26 anos, publicitária e dançarina, estava em um mochilão pela Ásia e embarcou na trilha do vulcão Rinjani, em Lombok, Indonésia, com outros turistas e uma empresa de viagens local. Em 20 de junho de 2025, ela deslizou por uma vala, caindo por cerca de 300 metros.
O drama de Juliana se estendeu por dias. Ela aguardava resgate desde o sábado (21/6), mas as equipes de socorro só conseguiram localizá-la quatro dias depois. Uma informação inicial de que ela teria recebido socorro foi desmentida pela família. Em 23/6 (segunda-feira), um drone com sensor térmico a avistou imóvel, a aproximadamente 500 metros do ponto de queda. A triste notícia do falecimento foi confirmada pela família na terça-feira (24/6).
Uma Promessa Interrompida e a Dor da Ausência
A tragédia de Juliana ressoou profundamente, e o desabafo de uma de suas amigas, Patricia Nate, emocionou os internautas. Em fevereiro, antes da viagem, Patricia havia escrito para Juliana: “Deusa da minha vida. Não tô pronta para existir sem você por perto”.
A resposta de Juliana foi cheia de entusiasmo e uma promessa de retorno rápido: “Amiga, para!!! Você vai piscar e eu já tô de volta”. No entanto, antes mesmo da confirmação da morte, Patricia voltou a postar, em um lamento doloroso: “Já acabei de piscar, amiga. Volta pra mim, volta?”.
A família de Juliana Marins, em meio à dor do luto, agora foca em buscar responsabilidades pela demora no socorro, esperando que a justiça seja feita para a jovem que teve seus sonhos interrompidos.






