O universo dos reality shows musicais está prestes a ganhar um novo capítulo com a estreia de “Estrela da Casa”, prometendo emocionar e revelar grandes talentos ao público brasileiro. Antes mesmo de as câmeras se acenderem e os dramas do confinamento começarem, a curiosidade sobre os participantes já toma conta das redes. Quem são essas vozes que sonham em brilhar? De onde vêm? Quais são suas histórias e o que os motivou a entrar nessa disputa?
Neste artigo, mergulharemos fundo nos perfis dos 14 artistas que compõem o elenco do “Estrela da Casa”. Prepare-se para conhecer suas origens, suas trajetórias musicais, suas personalidades marcantes, seus sonhos mais ambiciosos e até mesmo os desafios que já superaram para chegar até aqui. É hora de escolher seu favorito e começar a torcer por aquele que, quem sabe, se tornará a próxima grande estrela da música brasileira.
Table of Contents
Perfil 01: Talíz — A Voz do R&B com Raiz no Sertanejo e Paixão pelo Samba!
Talíz, com seus 27 anos, chega ao “Estrela da Casa” diretamente de Brasília, trazendo consigo uma herança musical profunda. A paixão por cantar está intrinsecamente ligada à sua história familiar, com avós paternos que soltavam a voz no sertanejo raiz nas rádios e um pai que já teve sua própria banda de baile. Essa base familiar sólida foi o alicerce para que Talíz seguisse a tradição, dedicando-se profissionalmente à música.
Sua jornada musical começou cedo, nos corais da igreja, e aos 18 anos, ela deu o pontapé inicial em sua carreira profissional. Aos 20, já estava se apresentando em barezinhos, e logo depois, lançou seu projeto autoral, marcando sua identidade no cenário musical. Há nove anos, a música se tornou sua única fonte de renda, com Talíz se apresentando em uma variedade de eventos, desde casamentos e restaurantes até grandes festivais e eventos corporativos, mostrando sua versatilidade e dedicação.
Uma situação inusitada em sua carreira foi quando um casal a convidou para cantar em um jantar exclusivo para os dois, na sala da casa deles, durante o período em que os restaurantes estavam fechados. Seu primeiro trabalho autoral, lançado em 2018, já rendeu frutos significativos, com a música “Eu faço” acumulando quase 450 mil reproduções em uma plataforma de streaming. Essa canção, inclusive, chamou a atenção de grandes nomes da música brasileira que são referência para Talíz.
Ela teve a oportunidade de conhecer Ludmilla e Gloria Groove após abrir o dia de show delas em um festival, vivenciando momentos que a marcaram profundamente. Ludmilla revelou que “Eu faço” estava em sua playlist pessoal, e Gloria Groove chegou a cantar a música para Talíz, experiências que a artista descreve como “incríveis”. Embora seja a representante do R&B no programa, com Beyoncé e Lauryn Hill como suas maiores inspirações, Talíz não esconde uma paixão genuína pelo samba e pagode.
Ela revelou que gosta de sambar, já fez aulas de samba e, por um breve período, integrou a ala de passistas de uma escola de samba em sua região. No Carnaval de 2019, Talíz marcou presença cantando no Bloco das Montadas, um evento com foco em diversidade e no público LGBTQIAP+. A cantora é bissexual e vive junto com sua companheira há quase cinco anos, mostrando sua autenticidade e representatividade.
Com o grande sonho de se tornar uma cantora muito famosa e reconhecida, Talíz já tem um destino certo para o prêmio, caso vença o “Estrela da Casa”: “A primeira coisa que eu ia fazer com o prêmio é quitar o meu apartamento, que eu acabei de comprar financiado em 36 anos”. Para conquistar o público e os jurados, ela garante que está “muito disposta a se entregar para todas as experiências, para todas as vivências”, prometendo “muita entrega de voz” e um aprendizado constante dentro da casa.
Perfil 02: Hanii — O Ariano do R&B que Já Brilhou na TV!
O paulista Felipe, mais conhecido pelo nome artístico Hanii, de 33 anos, chega ao “Estrela da Casa” para representar o R&B, trazendo consigo uma personalidade marcante e multifacetada. Ariano típico, ele conhece tão bem seu temperamento que chegou a criar um EP com músicas autorais intitulado “Áries”, refletindo sua natureza comunicativa, carismática, mas também um tanto estressada e controladora no ambiente de trabalho. Essa autoconsciência promete ser um diferencial na convivência do reality.
Hanii se descreve como alguém que gosta que as coisas “fiquem daquela forma que eu penso, que eu ajusto”, um traço que, segundo ele, é benéfico na música, pois o ajuda a criar e a ter controle sobre seu processo artístico. Apesar de sua energia no palco, Hanii se considera caseiro, preferindo ficar em casa e reunir os amigos, talvez como um contraponto à vida noturna intensa que leva de quarta a domingo. Ele está solteiro e mora sozinho, mas mantém forte conexão com a família, passando bastante tempo na casa da mãe.
O cantor revela que foi após um relacionamento saudável que ele passou a se valorizar mais, sentindo orgulho do que construiu em sua carreira. “Faço um trabalho muito bem-feito. Valorizo o artista que sou. Tenho portas abertas em todos os lugares por onde passei, desde o sertanejo, lá atrás, até hoje”, afirma Hanii, que acumula quase 20 anos de estrada na música, tendo começado a cantar e a se inscrever em concursos de karaokê desde os 10 anos.
Sua trajetória inclui participações notáveis na televisão, como quando, aos 12 anos, ele esteve em um programa de calouros. Hanii permaneceu por cinco anos no programa Raul Gil, onde venceu o concurso “Jovens Talentos” e participou do quadro de homenagem ao artista, tendo a oportunidade de cantar com diversas celebridades.
Outro fato marcante em sua carreira foi sua passagem pela dupla sertaneja Camila e Haniel, que rodou o país e alcançou grande sucesso com a música “Gelo na Balada”. A canção viralizou na época, levando-os a se apresentar no programa “Encontro com Fátima Bernardes” na Globo e até mesmo sendo postada por Neymar.
Hoje, Hanii segue carreira solo com um estilo mais voltado para o R&B, embora seus shows atuais sejam mais focados em covers de outros artistas. Ele sonha com novas parcerias de peso, listando Ludmilla, IZA, Gloria Groove e Os Garotin como nomes desejados. Hanii vê Ivete Sangalo como um ícone a ser espelhado, elogiando-a como a “representação mais completa de uma artista”, que canta, dança, compõe e tem um carisma e conexão com o público que o atraem muito.
Fã de Beyoncé e Alicia Keys, Hanii mantém uma agenda intensa, fazendo de 13 a 14 shows por mês, e já se apresentou em diversos locais, incluindo trio elétrico e praias. Ele até tem um feat com o cantor Márcio Victor, do Psirico, na música “Não Para”, uma mistura de axé com R&B. Hanii reconhece que um dos maiores desafios no programa será a convivência com muitas pessoas, pois “aquela bagunça toda me deixa um pouco estressado”.
No entanto, ele promete entregar diversão, carisma e entretenimento, confiante de que merece ser a “Estrela da Casa” por possuir o “combo que o programa busca: carisma, voz… tem tudo para dar certo”.
Perfil 03: Nirah — A Força do Brega e Tecnomelody Paraense que Cantou com Joelma!
Diretamente de Breves, no Pará, na Ilha de Marajó, Nirah, de 30 anos, chega ao “Estrela da Casa” prometendo muito “bate cabelo” ao som do brega, calypso e do tecnomelody. Ela vem com a missão de representar com força total suas origens e a rica cultura do Norte do Brasil.
Com uma personalidade que se descreve como espontânea, impulsiva, autêntica e intensa, Nirah assume que pode ser difícil de lidar e sincera até demais, mas também se define como divertida, verdadeira, amiga e amorosa. “Quando eu gosto, eu gosto mesmo, defendo com unhas e dentes. Acho que essa é a minha parte mais romântica, da pisciana. Eu só falo de amor nas minhas músicas”, explica, revelando sua alma romântica.
A música entrou cedo em sua vida, com Nirah começando a cantar aos nove anos na igreja. No entanto, foi aos 12, ao participar de uma banda local em Breves, que ela decidiu seguir carreira profissional. Aos 19, tomou a corajosa decisão de se mudar sozinha para Belém para investir de vez na música.
Em 2016, após soltar a voz na TV com uma música de Joelma, teve a oportunidade de cantar com a própria artista, que se tornou uma de suas maiores referências. “Ela é maravilhosa, ela dança, bate cabelo. Fui colocando na minha cabeça, ‘eu quero ser parecida com ela’. Ela foi a minha primeira inspiração, as outras vieram depois. Ela me conhece, me chama pelo nome, me dá conselhos”, conta Nirah, com admiração.
Depois desse período marcante, Nirah voltou para o Pará e investiu em sua carreira solo. Hoje, ela mora em Belém com o marido, que não apenas a apoia, mas também colabora diretamente em sua carreira. “Desde então, estou nessa caminhada. Eu só vivo da música e meu marido me ajuda.
A gente vai se ajudando”, afirma a cantora, que tem algumas músicas lançadas nas plataformas digitais e vem apostando forte nas redes sociais, onde construiu uma base sólida de fãs. Em sua trajetória, Nirah já foi vocalista até da renomada Companhia do Calypso, o que demonstra sua experiência e versatilidade no gênero.
A vida de Nirah é marcada por superações. Mãe desde os 14 anos, ela tem um filho que vive em outra cidade com os avós. Com seis irmãos, ela fala sobre a família com muito carinho e emoção, lembrando das dificuldades que enfrentaram.
“Meus pais são analfabetos, mas se esforçaram muito na vida para criar a gente. A gente passou por muita coisa difícil, não tinha nem lugar para dormir. Passava fome às vezes. Eu me emociono, porque realmente a gente se ama demais”, recorda, mostrando a força de seus laços familiares e a motivação para sua participação no programa.
Compositora, Nirah não toca instrumentos, mas gosta de se envolver em todas as partes da criação de suas músicas, desde o design dos álbuns até a distribuição. Ela se diz confiante de que vai se sair bem nos desafios criativos do programa, revelando seu lado multifacetado:
“As minhas artes, capas de álbum, tudo sou eu mesma que faço. Os meus clipes eu mesma que edito. Faço até os meus looks”, conta a artista, que está animada para mostrar todos os seus talentos e disposta a ganhar o reality, assumindo ser “um pouco competitiva”.
Nirah sonha em gravar com nomes que são referência em seu estado, como Gaby Amarantos e Joelma. Seu grande objetivo é levar o tecnomelody paraense cada vez mais longe, mostrando a energia diferenciada do Pará para todo o Brasil.
“As pessoas que vão ao Pará sabem que a energia é diferente. É isso que eu quero mostrar. Podem esperar uma pessoa muito feliz, muito grata, alegre, alto astral, muito para cima, vou movimentar esse negócio”, promete, irradiando confiança e entusiasmo para sua jornada no “Estrela da Casa”.
Perfil 04: Gabriel Smaniotto — O Sertanejo Que Transformou Um Palco Vazio em Sucesso Nacional!
A vida de Gabriel Smaniotto, representante do sertanejo no “Estrela da Casa”, de 29 anos, foi transformada por um vídeo viral que o catapultou ao estrelato. Em 2019, em sua cidade natal, Foz do Iguaçu, no Paraná, Gabriel filmou um show que deveria ser um grande evento, mas que, na realidade, tinha uma plateia vazia, composta apenas por seus pais e alguns bombeiros.
A gravação, onde ele cantava “Atrasadinha”, de Felipe Araújo, tomou proporções inesperadas, alcançando cerca de 7 milhões de visualizações e mudando para sempre sua trajetória.
O impacto do vídeo foi tão grande que a própria Marília Mendonça, que cantava na mesma noite, viu a postagem e o convidou para cantar com ela no palco, um momento que trouxe muitos seguidores ao artista. Gabriel, emocionado, fez uma promessa:
“a partir desse dia que eu subi no palco com ela, do momento em que ela fez todo o público dela cantar junto comigo, em todos os shows que eu fizer, eu farei com que as pessoas que tiverem no meu show também cantem as músicas dela. Faço sempre essa homenagem”, honrando a memória da eterna rainha da sofrência.
O sucesso de Gabriel não parou por aí. Ele virou notícia em grandes programas de TV, como o “Encontro com Fátima Bernardes” e o “Fantástico”, que exibiu o emocionante momento no palco com Marília. Além disso, ele teve a oportunidade de cantar com Fernando e Sorocaba no “Altas Horas”, justamente a música que o tornou viral. A dupla sertaneja o ajudou muito, presenteando-o com a música “Pensa Direito” e um clipe, solidificando sua entrada no cenário musical.
O reconhecimento foi tanto que, hoje em dia, Gabriel Smaniotto mora em São Paulo e vive exclusivamente da música há 3 anos, um sonho realizado. Ele já gravou um feat com Lucas Lucco, intitulado “Fezinha”, e teve a honra de participar de um show de Luan Santana, sua maior referência, com quem também sonha em fazer uma parceria. Além disso, abriu shows de Maiara & Maraísa, consolidando sua presença no sertanejo.
Gabriel toca violão e “arranha” no teclado e no ukulelê, mostrando sua versatilidade musical. Embora hoje cante em grandes casas de show, ele não esquece suas origens e a importância dos palcos menores: “O bar te amadurece para muita coisa na música que você vai passar”, garante.
Como compositor, sua paixão é a sofrência: “Porque eu só escrevo coisas ou muito românticas ou muito sofridas. Eu tenho uma dificuldade muito grande em escrever coisas de festa. Mas eu gosto muito de cantar coisa de festa. Então, a gente tem um embate aí, pessoal”, diverte-se, revelando uma contradição em seu processo criativo.
Ele se considera tranquilo, brincalhão e, às vezes, um pouco tímido, mas garante que quando está cantando, sua personalidade se transforma: “Eu gosto muito de me conectar com as pessoas quando eu estou no palco”. Entre seus talentos, está a habilidade de cantar fazendo caricaturas de outros artistas, imitando-os de forma “um pouco exagerada”.
Além do sertanejo, Gabriel gosta de cantar pop rock e músicas internacionais, com influências de artistas como Vitor Kley, Armandinho, The Beatles e Bruno Mars. Ele possui composições autorais lançadas, incluindo quatro faixas de seu último projeto, o DVD “Valendo – Ao vivo em Foz do Iguaçu”, com um total de 11 faixas.
Assim como gosta de falar de amor em suas músicas, Gabriel é apaixonado pela namorada, Laura, que é fonoaudióloga e mora em sua cidade natal, Foz do Iguaçu. Eles lidam bem com a relação à distância, e Laura o ajuda a cuidar da voz e o incentiva na carreira.
O programa, claro, pode fortalecer ainda mais essa união. Gabriel entregou um segredo: “Vou contar um segredo, uma promessa que eu fiz para ela, falei: ‘Se eu ganhar esse programa, eu vou te pedir em casamento’”, revelando um lado romântico e determinado que promete conquistar o público.
Perfil 05: Sudário — O Pagodeiro Mineiro que Encontrou um “Milagre Extraordinário” na Música e na Família!
Com o jeitinho mineiro que exala alegria, Sudário, de 36 anos, chega ao “Estrela da Casa” como representante do pagode, transbordando felicidade pelo nascimento de sua filha Sophia há apenas dois meses. Nascido em Araguari, Minas Gerais, e morando em Uberlândia, no mesmo estado, o cantor precisa driblar a saudade que sente da família ao viajar o Brasil inteiro para fazer shows, mas a pequena Sophia é sua maior motivação.
“A gente tem um milagre extraordinário chamado Sophia, que está com dois meses. Ela chegou depois que a gente teve três gestações interrompidas. E ela veio num momento de transformação total”, conta Sudário, com brilho nos olhos, sobre o momento que vive em seu casamento de nove anos com Amanda.
A chegada da filha é uma motivação a mais para o artista perseguir seu sonho de alcançar uma visibilidade maior para sua carreira e, assim, transformar a vida de quem ama através da música, um objetivo que ele busca há muito tempo.
Filho de um caminhoneiro e uma enfermeira, Sudário é músico desde os 13 anos de idade, com suas primeiras referências musicais ainda dentro de casa. “A minha paixão pela música vem por conta do meu avô João, que também foi caminhoneiro durante muitos anos, mas tentou na juventude dele ter uma dupla sertaneja com um tio meu já falecido”, relembra, mostrando a raiz familiar de sua vocação.
O pai também tocava violão de forma autodidata e chamou a atenção do filho para o pagode, que acabaria virando sua profissão. “Nos anos 1990, ali no auge do pagode, ele tocava as músicas lendo umas revistinhas e isso me despertou muito”, conta Sudário.
Multi-instrumentista, Sudário toca cavaquinho, seu instrumento de origem, além de violão, banjo e percussão, demonstrando sua versatilidade no pagode. Ele coleciona momentos com grandes nomes da música, principalmente do gênero ao qual se dedica.
“Belo, Péricles… já abri show de uma galera. Acho que só não tive oportunidade de abrir um show do Zeca Pagodinho”, revela, com um toque de humor. Isso sem falar nos feats e nos encontros que teve ao longo da carreira.
Sudário se orgulha de ter cerca de 80 composições e 30 músicas gravadas, e já fez parceria com Alexandre Pires, com a dupla Diego & Victor Hugo e com o grupo Di Propósito. Ele ainda sonha com uma parceria com Mumuzinho, de quem guarda com carinho as interações que já teve, e com o grupo Sorriso Maroto.
Ele também foi chamado no palco de Xande de Pilares e cantou junto com Luiz Carlos e o Raça Negra, entre suas boas lembranças. “Eu sou apaixonado demais em música, então, para mim, é muito surreal quando eu tô perto. ‘São os caras a que eu assisti na televisão e eu tô aqui cantando’. É muito doido pensar nisso”, vibra, demonstrando a emoção de viver seu sonho.
Apesar das muitas histórias e dos vários degraus que já percorreu na carreira, Sudário lembra da dificuldade com que lidou ao seguir a carreira profissional como cantor. “Dos meus 13 anos de idade, quando eu começo a mexer com música, até os meus 30, eu só sobrevivi. Fui viver agora de seis, sete anos para cá. Viver mesmo”, confessa, revelando a luta e a persistência necessárias para alcançar o sucesso. Ele acredita em si para brilhar no “Estrela da Casa”, confiante em sua capacidade.
Para o público, Sudário promete: “Podem esperar uma pessoa de riso fácil, sorriso no rosto, que traz consigo muita alegria no coração de estar fazendo música e muita gratidão pelo que a música já proporcionou até aqui.
Eu não sei o que me espera, mas sei o que eu posso e tenho capacidade para entregar para o público. Então, já me conforta bastante”. Sua positividade e gratidão prometem contagiar a casa e os telespectadores, fazendo dele um forte candidato a conquistar o coração do Brasil.
Perfil 06: Thainá Gonçalves — A Voz Gospel que Superou Inseguranças e Já Brilhou no Horário Nobre!
A carioca Thainá Gonçalves, representante do gospel no “Estrela da Casa”, chega ao programa com um foco e um sonho claros: “Ser verdadeira comigo mesmo, com as pessoas ao meu entorno, é o que eu sou. Eu sou a mesma Thainá em todos os lugares. Quero transformar um mundo. Talvez o mundo de alguém. Com a minha história, com a minha vida”, pontua. Essa determinação em usar sua voz e sua história para impactar positivamente as pessoas é um de seus maiores diferenciais.
Apesar de sonhar em ser cantora desde criança, Thainá enfrentou a repressão da mãe e só começou a cantar profissionalmente aos 30 anos, depois de casada. O convite de uma amiga para se apresentar foi o pontapé inicial, e desde então, ela não parou mais. Deixou para trás os bicos de camareira de um hotel cinco estrelas e de recepcionista para se dedicar integralmente à carreira musical, cantando em uma variedade de lugares, desde velórios até grandes igrejas, mostrando sua versatilidade e a amplitude de seu alcance.
Ela conta que a mãe não gosta muito de vê-la cantar músicas seculares, aquelas que estão fora do meio gospel, mas Thainá garante que já trabalhou essa questão internamente, afirmando sua autonomia artística: “Eu entendo que é um trabalho. Só recuso cantar coisas que vão contra os meus princípios. Eu não vou mais pelo que falam. Eu vou pelo que eu acredito”. Essa postura demonstra sua maturidade e a força de suas convicções, mesmo em um meio que pode ser bastante restritivo.
Thainá aprendeu a lidar com suas inseguranças e revela que já sofreu muito bullying em sua vida. “Já é um acúmulo de minorias: negra, gorda e pobre. Hoje vejo que não preciso odiar meu corpo e me amo do jeito que sou. Eu sou toda linda e meu marido é um cara que me ajudou muito com essa construção, de eu me amar, porque ele me deseja muito”, conta, inspirando com sua jornada de autoaceitação e amor próprio. A artista lembra que chegou a detestar sua própria voz, o que a levou a um rompimento com a música.
“Teve um momento que eu rompi com a música, parei até de escutar por quatro anos, minha voz até atrofiou, parei de me emocionar com a música. Eu a amava muito e sonhava em ser cantora. Mas, com a questão religiosa, as pessoas falavam: ‘você não pode ser artista’. Fiquei de mal com a música”, desabafa. No entanto, ela encontrou a superação: “Mas, depois, eu aprendi a ser grata por essa voz, porque, através dela, muitas portas podem se abrir, muitas vidas podem ser transformadas”.
Apesar de ser do segmento gospel, Thainá já fez backing vocal para Thais Macedo e para o DVD de Filipe Ret, além de gravar voz em estúdio para diversos artistas, mostrando sua capacidade de transitar por diferentes gêneros musicais.
Outro grande destaque em sua carreira foi a participação no “Domingão com Huck”, em 2023. A oportunidade surgiu depois que ela cantou para o marido em um restaurante e foi gravada por Mel Maia e MC Daniel (que eram namorados na época). O vídeo viralizou, ultrapassando um milhão de visualizações, e a levou ao programa.
A carioca foi convidada a participar do quadro “Mamãe é um show”, onde cantou Whitney Houston. “Foi muito legal. Era nosso aniversário de 8 anos de casamento. Do dia para a noite, ganhei não sei quantos mil seguidores”, relembra, comemorando a visibilidade inesperada. Seu artista preferido é Kirk Franklin, e foi inspirada nele que ela começou a aflorar seus talentos: “A partir de um álbum dele eu me descobri como cantora”, lembra.
Thainá é de Guadalupe, Zona Norte do Rio, casada há 10 anos e mãe de três filhos: um de nove, outra de dois anos e uma bebê de seis meses, que são as paixões de sua vida. Ela se descreve como bem rígida, com “muito pé no chão” nas questões da vida, mas seus filhos são “bem grudadinhos com a mamãe”.
Em 2024, ela se inscreveu para o programa e chegou a ser chamada para a banca final, mas desistiu e, logo depois, descobriu que estava grávida. “Foi Deus, era para eu participar esse ano”, acredita, vendo um propósito divino em sua jornada.
Ela diz ter uma personalidade fácil, mas ficará atenta a quem não respeitar a convivência em grupo: “Estamos num coletivo. A pessoa vai fazer o dela e eu vou fazer o meu. O que não pode é alguém fazer o dela prejudicando o meu ou o de outras pessoas”.
Thainá garante que está muito determinada a participar do “Estrela da Casa” e faz questão de deixar um recado: “Para eu deixar os meus três filhos é sinal de que eu quero muito mesmo. Eu tenho um propósito na vida e esse propósito vem através da minha voz”.
Perfil 07: Janício — O Sanfoneiro do Forró que Viralizou na Feira e Brilhou na TV!
Diretamente das feiras de Campina Grande, na Paraíba, onde cresceu vendo os pais trabalharem, Janício chega ao “Estrela da Casa” como um autêntico representante do forró. Foi nesse cenário de trabalho e tradição que ele soltou a voz, o som da sanfona, mostrou seu talento e, de forma inesperada, viralizou na internet, conquistando o Brasil com sua simplicidade e carisma. Filho de feirantes e apaixonado por forró, Janício iniciou sua trajetória musical em 2016, assim que conseguiu comprar seu primeiro instrumento, um marco em sua vida.
No entanto, foi durante a pandemia que sua vida musical tomou um novo rumo. Com a impossibilidade de shows presenciais, ele decidiu postar vídeos na internet e viu seu trabalho alcançar novos espaços e públicos. “Decidi levar a sanfona e o forró para a rua, para tocar no meio da feira. E isso casou com a minha essência, que vim da feira, e o pessoal gostou muito”, lembra Janício. O sucesso foi tão grande que nomes como João Gomes o seguiram nas redes sociais, e Dorgival Dantas chegou a mandar uma mensagem, o que o deixou “doidinho escutando um áudio daquele poeta”.
Com a ajuda de sua esposa, Janício explorou diferentes cantos da cidade, criando mais conteúdos nesse estilo que o tornou conhecido. Seu jeito simples e carismático conquistou o público, e hoje, juntando todas as plataformas digitais, ele soma mais de dois milhões de seguidores – um número impressionante, superando a população de sua própria cidade, Campina Grande, que tem quase 500 mil habitantes apenas no Instagram.
Apesar de a internet ser sua principal fonte de renda, o sanfoneiro faz shows em vários estados do Nordeste e se apresenta bastante em casamentos e eventos privados, mostrando que o sucesso online se traduz em trabalho offline. “Quando subo no palco, eu me transformo”, garante, revelando a paixão pela performance.
Fiel às suas raízes, Janício tem entre suas principais referências o mestre Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e admira cantores contemporâneos como Wesley Safadão e João Gomes. Assim como eles, seu desejo é levar não apenas o forró, mas toda a rica cultura do Nordeste para todo o Brasil.
“Sou apaixonado pela minha cultura, pelo estilo que toco, porque é muito rico. É fascinante o que sai da mente dos poetas que têm lá na região. Minhas músicas falam do Nordeste, do interior, de vaquejada”, conta, expressando o orgulho de sua identidade musical e regional.
Janício sempre se apresentou nos barezinhos da cidade, com o incentivo e apoio incondicional de sua família. Ele dividia os dias entre o trabalho na feira com seus pais e os shows que rendiam um dinheiro extra, mostrando sua dedicação desde cedo.
Aos 18 anos, ingressou no Exército, mas sua paixão pela música falou mais alto. Mesmo servindo, ele conseguia se liberar alguns finais de semana para tocar, e em pouco mais de um ano, deu baixa para seguir profissionalmente nos palcos, uma decisão que selou seu destino artístico. Para o artista, o importante é soltar a voz, independentemente do tamanho do público: “Já toquei até para ninguém. Se não tiver ninguém, é um ensaio, se tiver uma pessoa, é a mesma felicidade de cantar para mil pessoas”, filosofa.
E não foram só nos vídeos da internet que Janício pôde mostrar suas habilidades musicais. No programa “Esporte Espetacular”, ele cantou a música “Paraíba Joia Rara”, em uma reportagem emocionante em homenagem ao jogador Hulk, que também é natural de Campina Grande. “A música é considerada um hino da Paraíba, de tão bonita que é”, destaca, mostrando a relevância cultural de sua arte.
Sobre sua personalidade, Janício se considera uma pessoa tranquila, mas declara: “Eu sou bem focado no que eu quero, também não aceito que ninguém me desrespeite”, revelando um lado determinado e protetor.
Casado, apaixonado por sua mulher Rayanne e pai de Maria Manoela, de 7 meses, e do enteado Vinícius, de 10 anos, o cantor diz que a paternidade mudou sua vida. Ele já havia se inscrito no reality em outras ocasiões, mas agora sente que é o momento certo para encarar o desafio.
“Quando a gente é pai, fica mais destemido. Hoje, me sinto mais maduro e seguro para encarar esse desafio. Já tive uma experiência parecida quando servi o Exército. A gente fica meio confinado, aprende a lidar com várias personalidades. Vai ser mais um desafio e eu estou disposto a encarar”, afirma, mostrando sua resiliência e preparo para o confinamento.
Janício também garante que não terá problema em compor sob pressão: “Eu nunca tive experiência de escrever músicas sob pressão, mas eu acho que vou me dar bem! Eu me dou bem em grupo, gosto de conversar, conhecer gente e, principalmente, aprender”.
Orgulhoso de suas origens humildes, ele lembra que nada foi fácil para ele e seus pais, que vieram de uma cidade pequena e rural chamada Barra de Santana, no interior da Paraíba. “Quero mostrar para o mundo a verdadeira essência do povo nordestino. O forró é mais do que um estilo musical, ele está enraizado na alma de quem é nordestino e até de quem não é”, finaliza, com a promessa de levar a alma nordestina para o Brasil e o mundo.
Perfil 08: Biahh Cavalcante — A Voz Brincalhona do Sertanejo que Superou a Gagueira e Canta de Tudo!
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Essa frase, um conselho que Biahh Cavalcante levou para a vida após um momento de hesitação com a dupla Rick e Renner, define a determinação da representante do sertanejo no “Estrela da Casa”. Moradora de Rio Claro, em São Paulo, Biahh, de 25 anos, chega disposta a conquistar o público com sua personalidade “brincalhona”, como ela mesma se define, e a mostrar que o “não” ela já tem.
Apesar de seu jeito divertido, Biahh Cavalcante reconhece que seu humor pode ser uma faísca na competição. “Pode ser que eu faça alguma piada ou brinque com alguém e a pessoa não goste muito, porque eu não meço as brincadeiras, normalmente”, confessa, indicando que sua espontaneidade pode gerar atritos na convivência. Taurina com ascendente em Aquário, ela ainda brinca sobre seu temperamento peculiar: “Eu sou um amor de pessoa, mas, às vezes, um tanto insuportável. Sou meio bruta, e, ao mesmo tempo, uma mulher delicada”, revelando as nuances de sua personalidade.
Com oito anos de carreira, o sertanejo é sua grande paixão, mas sua trajetória é marcada por superações. Na infância, aos três anos, Biahh desenvolveu apraxia da fala (gagueira) após presenciar uma confusão em um show. Depois de um longo tratamento, ela foi curada, mostrando sua resiliência desde cedo.
A paixão pela música reacendeu aos 11 anos, quando ganhou um teclado e, sozinha, tirou de ouvido uma canção da novela “Chocolate com Pimenta”. A partir daí, não parou mais, aprendendo a tocar diversos instrumentos: além do teclado, ukulelê, violão, viola, piano, flauta doce, bateria e contrabaixo.
Biahh Cavalcante vive 100% da música, com orgulho. “Não tenho outra renda, minha carteira de trabalho está guardada, enterrada, lacrada e eu espero que eu nunca mais toque nela”, brinca, mostrando sua dedicação exclusiva à arte.
Além de cantar sertanejo em sua carreira particular, ela também dá aulas de musicalização infantil para crianças e é vocalista de uma banda baile, onde canta de tudo, “desde os anos 1950 a 2025, em todos os gêneros musicais”, demonstrando uma versatilidade impressionante.
Ela já abriu shows de grandes nomes como Ana Castela e Agroboys (com quem fez colab nas redes sociais), e já cantou com Day & Lara e Maiara & Maraísa, consolidando sua presença no cenário sertanejo. Como compositora, Biahh tem nove músicas autorais lançadas, todas sertanejas. Ela prefere compor sozinha, mas se esforça em trabalhos em grupo, mesmo considerando isso uma “dificuldade eterna”. Com uma agenda cheia, faz, em média, 14 shows por mês.
Biahh confessa ter uma grande paixão pelo country, mas afirma que nunca vai abandonar o modão, mantendo suas raízes. Apaixonada por Xororó, da dupla Chitãozinho e Xororó, ela vê nos hábitos do artista uma grande inspiração.
“E eu me identifico demais, porque eu também sou aquela artista que os meus amigos cantores vão para balada e eu venho para casa, tomo meu leite morno e durmo, sabe?”, compara, revelando seu lado caseiro. Ela também já foi comparada a Paula Fernandes, com quem se identifica quanto ao estilo: “Fazia uma voz muito parecida com a dela. Por eu cantar de chapéu com a aba mais curta, e tinha um cabelo enrolado também. Chamava ela de musa inspiradora”, lembra.
Atualmente solteira e sem planos para se relacionar, Biahh diz que sua prioridade é a música. No entanto, ela brinca sobre seu crush no meio musical: “Se o Luan Santana disser que me quer, talvez eu tenha um interesse em alguém”. Ela explica que suas relações nem sempre dão certo porque os namorados se surpreendem ao conhecer a pessoa diferente da artista dos palcos.
“Eu, como artista, sou uma pessoa superdescolada. Mas a Bianca é muito caseira. Normalmente, quando a pessoa me conhece, ela me conhece na noite, tem a imagem da Biahh da farra e tudo mais. Só que aquilo ali é só trabalho. E aí a pessoa acaba não entrando nessa onda de dupla personalidade. É onde tem atrito”, detalha.
Biahh vem de uma família “simples” e dorme no mesmo quarto que o irmão de 12 anos. Nunca ficou mais de uma semana longe dos pais, e essa, segundo ela, será a maior dificuldade no programa. Seus pais são seu suporte total: “Meu pai é meu roadie, meu técnico, meu motorista. Minha mãe cuida do meu marketing, das redes sociais, do meu look. Tudo o que conquistei e ainda vou conquistar será com eles ao meu lado”, afirma, mostrando a força de seus laços familiares.
Ela acredita que o “Estrela da Casa” pode abrir muitas portas e promete “muito entretenimento, muita música boa e muita emoção”. Seu grande sonho é “estar num palco e ver uma multidão gritando meu nome, esperando para me ver”. Ela finaliza com a determinação: “Eu mereço ser a Estrela da Casa, porque quero representar Rio Claro como mais uma artista da cidade, depois da Dalva de Oliveira”.
Perfil 09: Juceir Júnior — O Romântico que Viralizou na Itália e Segue os Passos do Pai!
Com 35 anos e vindo da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, especificamente de Saquarema, Juceir Júnior chega ao “Estrela da Casa” para defender o pop romântico, mas com uma versatilidade que o permite cantar o amor em qualquer língua. Há duas décadas dedicando-se à música, ele encontra no pai não apenas um exemplo, mas um grande incentivador que moldou sua paixão e talento.
“Meu pai é cantor, é músico. Me ensinou a tocar violão, me ensinou a cantar e me levou para estudar canto”, conta Juceir, com gratidão. Ele explica que seu pai, vindo de uma família muito humilde, teve que aprender sozinho a tocar violão e a cantar de forma autodidata.
Por isso, quando teve a oportunidade de oferecer isso ao filho, sabia da importância e o matriculou em uma escola de música, acompanhando-o de perto. “De adolescente, eu já estudava violão, canto na escola de música, cheguei a terminar tudo. Ele me possibilitou o que ele não teve”, ressalta Juceir, valorizando o sacrifício e o apoio paterno.
Depois do pai, o cantor Fábio Jr. é sua maior referência musical. “Me identifico com ele na forma de cantar, a forma como ele se posta no palco durante a apresentação, a forma de falar, as palavras que ele escolhe para poder se conectar com o público dele”, elogia, mostrando a profundidade de sua admiração.
A carreira de Juceir Júnior já conta com momentos de grande destaque. Em 2022, ao cantar em rede nacional pela primeira vez, ele viralizou de forma surpreendente, e o alcance foi tão grande que suas performances repercutiram até na Itália, rendendo-lhe um convite para se apresentar na televisão do país.
Atualmente, Juceir vive integralmente da música, uma decisão que ele considera a melhor que já tomou. “Eu acho que o meu grande sonho é esse. É dar certo na música a ponto de levar para todo o Brasil, para o mundo, aquilo que eu faço, a minha arte, porque eu vejo que consigo me conectar com muita gente quando eu estou cantando”, afirma, expressando sua ambição e a crença no poder de sua arte. Antes de abraçar de vez seu destino como artista, Juceir tentou se afastar da música, mas enfrentou consequências significativas.
Quando se mudou de cidade e trabalhou em uma empresa, não teve um período feliz, o que chegou a afetar sua saúde, levando-o a ganhar cerca de 50 kg. Ele perdeu esse peso ao retornar para Saquarema, sua cidade natal na Região dos Lagos fluminense, para retomar sua dedicação à música e reorganizar sua rotina, mostrando a música como um pilar essencial para seu bem-estar.
Com mais de 20 tatuagens e focado em manter sua saúde e forma física – ele já foi atleta de crossfit e pratica Jiu-Jitsu –, Juceir garante que faz questão de imprimir seu estilo único em suas interpretações, sem medo de inovar.
“Existem várias formas de interpretar uma música, uma letra, e eu faço sempre do meu jeito. Independentemente de ficar bom ou ruim, você pode ter certeza que eu nunca vou ficar com medo de criar algo que é diferente. Eu faço diferente”, declara, mostrando sua autenticidade e coragem artística.
Para o “Estrela da Casa”, Juceir aposta em si mesmo e promete entregar o que tem de mais verdadeiro: “Vou entregar muita música primeiramente. Aquilo que eu sou de coração, artisticamente falando”, finaliza, prometendo uma performance cheia de alma e paixão.
Perfil 10: Bea — A Pagodeira Independente que Conquistou a Europa e Busca a Representatividade!
De Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para o mundo, mas com base em Campinas, em São Paulo, Bea, de 27 anos, é uma artista que vive exclusivamente da música e se orgulha imensamente dessa conquista. “Não tenho outra renda, minha carteira de trabalho está guardada, enterrada, lacrada e eu espero que eu nunca mais toque nela. Há 5 anos eu vivo só da música”, brinca, demonstrando a paixão e a dedicação total à sua arte.
A paixão por cantar surgiu cedo, desde os cinco anos, quando começou a se apresentar na igreja, um ambiente que moldou seus primeiros passos musicais. Irmã mais velha de cinco irmãos de diferentes relacionamentos dos pais, Bea tem a família espalhada pelo Brasil, com a mãe em Salvador, na Bahia, o pai na Baixada Fluminense e ela no interior paulista, mostrando uma base familiar diversa e presente em sua vida.
Dona de uma personalidade “fortíssima”, Bea sonha em ser uma grande estrela e levar sua música para o mundo. “Expandir, e nem digo pela fama, porque isso é consequência, mas pela realização de estar alcançando muitas pessoas.
Acho que esse alcance, essa conexão com o público em grande massa é muito, muito legal. E eu tenho um sonho de alcançar as pessoas através das minhas músicas”, expressa, revelando que sua ambição vai além do reconhecimento, focando na conexão e no impacto de sua arte.
E se a carreira internacional é um objetivo, Bea já deu o primeiro passo de forma impressionante. Ela fez uma turnê com shows solo na Inglaterra e em Portugal, e ficou surpresa com a recepção calorosa do público.
“Eu não esperava que tinha tanta gente na Europa que gostasse de me ouvir e eu só acreditei quando eu cheguei nas casas para fazer o show e tinha uma galera me esperando e gritando meu nome”, lembra, emocionada com a resposta internacional.
Antes de lançar sua própria carreira solo, Bea foi backing vocal por três anos do cantor Rodriguinho, uma experiência que a moldou e lhe deu valiosos aprendizados. Ela conheceu Rodriguinho através das redes sociais, após ir a um show do artista e marcá-lo em um vídeo, um exemplo de como a internet pode abrir portas no cenário musical.
“O Rodrigo sempre me apoiou muito, sempre acreditou muito em mim. Eu costumo dizer que, antes de qualquer pessoa me descobrir, ele me descobriu, porque isso realmente aconteceu”, afirma Bea, destacando a importância de Rodriguinho em sua jornada.
Atualmente, a relação entre eles não é mais de patrão e funcionária, mas de uma amizade sólida. “Hoje ele é meu amigo, a gente tem uma relação de amizade, a gente conversa por chamada de vídeo, fofoca, é muito legal. A nossa relação hoje não é mais como patrão e funcionária, mas como dois amigos e que em breve vamos gravar alguns projetos juntos”, revela, mostrando a evolução e a força desse vínculo. Com boas relações no pagode, gênero musical que defende no “Estrela da Casa”, Bea sonha com uma parceria com Ludmilla.
Sua maior referência na música é Beyoncé, de quem ela tem uma das nove tatuagens no corpo. “Eu nunca vou me tornar ela, mas posso chegar perto do que ela é. E a ideia é essa”, mira, mostrando sua ambição e o alto nível de sua inspiração.
Bissexual, Bea tem um plano ambicioso para o prêmio caso vença o reality show: ela tem a intenção de trabalhar por representatividade, desejando “abrir um selo e um escritório para produzir artistas independentes, pretos e LGBTs”, um projeto que demonstra seu compromisso social e sua visão para o futuro da música.
Para vencer o “Estrela da Casa”, Bea aposta em seu carisma, em seu potencial e em seu temperamento forte, mas divertido. “Eu vou entregar muito entretenimento também. Muita música boa, muita palhaçada, porque eu sou muito palhaça, sou muito assim, gosto de fazer as pessoas rirem, e muito deboche, se for necessário, claro”, promete, garantindo que sua autenticidade e bom humor serão ingredientes chave para sua jornada no programa.
Perfil 11: Brenno Casagrande — O Herdeiro da MPB com Indicações ao Grammy e Hits no Topo!
“Filho de peixe, peixinho é”. Esse ditado popular se encaixa perfeitamente na trajetória de Brenno Casagrande, um baiano que tem a arte no sangue e a música correndo em suas veias. Filho de Paulo Jorge, ex-cantor da banda Olodum e um grande compositor que já criou hits como o clássico “Vai Sacudir, Vai Abalar”, da banda Cheiro de Amor, Brenno herda os talentos do pai e de outros membros da família, chegando ao “Estrela da Casa” para representar a MPB com um legado musical impressionante.
“O meu pai é realmente a minha referência maior, de pai, compositor, de artista. Foi ele que me iniciou nesse meio, que me fez querer ser quem eu sou”, conta Brenno, com profunda admiração. Ele revela que o pai também o ensinou a ser um militante, a lutar pelas causas negras e a fazer músicas para festivais da cultura afro, um legado que ele compartilha com seus irmãos.
Desde pequeno, Brenno era levado a um grande estúdio, onde convivia com artistas de peso como Bell Marques, entre outros. “A gente cresceu mesmo nesse meio, brincando com os filhos desses artistas”, relembra, mostrando sua imersão no universo musical desde a infância.
Desde criança, Brenno dizia que queria ser compositor, mesmo que “ninguém colocava fé que eu poderia viver disso”. Ele chegou a cursar Arquitetura e Urbanismo, mas sua persistência na música está colhendo frutos grandiosos.
Suas composições acumulam algumas indicações ao Grammy, um feito notável para qualquer artista. “Tenho indicação ao Grammy 17, 19, 21, 23 e 24. Em 17, na voz do Daniel, nós ganhamos como melhor disco de sertanejo. No ano de 2023, eu fui indicado ao Grammy, como cantor e compositor. É o sonho de todo artista”, celebra, lembrando que cantou com Camilú, uma cantora argentina.
O sucesso de Brenno Casagrande como compositor se reflete nas centenas de músicas gravadas por nomes de peso da música brasileira, como Luan Santana, Simone & Simaria, Wesley Safadão, Menos é Mais, Olodum, Timbalada, Pixote e Thiaguinho.
A parceria com Luan Santana é um destaque: “O Luan Santana, por exemplo, é uma honra ser parceiro dele, de ficar lá 15, 10 dias compondo junto, dormindo na casa dele. Hoje tenho umas sete músicas com ele”, revela, mostrando a proximidade e a produtividade da colaboração.
Seus hits são reconhecidos nacionalmente. “Perrengue”, canção interpretada por Gusttavo Lima, alcançou a impressionante marca de 300 milhões de visualizações. “A música foi um sucesso e marcou a nossa história de todas as maneiras possíveis”, lembra Brenno. Outra de suas composições, “Tem que Sorrir”, na voz de Jorge & Mateus, virou tema da novela “Terra e Paixão”.
Ele também tem músicas em outras produções de sucesso, como a novela “Vai Na Fé” e a série “Rensga Hits”, consolidando sua posição como um dos grandes compositores da atualidade.
Há oito anos, Brenno vive exclusivamente da música, um testemunho de sua dedicação e talento. Sua eclética nas composições é notável, abrangendo desde o pagodão baiano até inúmeros outros gêneros como sertanejo, axé e funk, mostrando sua versatilidade e capacidade de transitar por diferentes estilos.
Hoje, ele possui sua própria editora, onde produz e edita seus trabalhos, além de abrir espaço para novos compositores. “A editora faz a ponte entre os compositores e os músicos que precisam de composições”, explica, mostrando seu lado empreendedor e seu compromisso com a nova geração de artistas.
Na vida pessoal, Brenno é casado há quatro anos e acabou de ser pai de um menino, um momento de grande felicidade. “É uma mistura de felicidade. Entender que o meu filho lá na frente vai entender que isso também é por ele”, celebra, mostrando que sua família é mais uma grande motivação para sua carreira.
Ele se considera um cara tranquilo, mas confessa: “Às vezes me excedo um pouco. Tenho esse temperamento sanguíneo em alguns momentos. Mas procuro sempre ser alguém que respeita as ideias”, revelando um lado mais intenso que pode surgir na convivência do reality.
Sobre suas músicas, o feedback que mais recebe é emocionante: “Quando eu ouço você, eu me acalmo, eu sinto paz, eu sinto um abraço”. Brenno está confiante de que o “Estrela da Casa” vai transformar sua trajetória: “No Brasil, ainda sou anônimo. Quero atingir os corações das pessoas, como já venho fazendo com minhas composições”.
E garante que está pronto para as críticas, com a sabedoria de um veterano: “Nem Djavan, que é meu ídolo máximo, agrada todo mundo”, mostrando sua maturidade e resiliência para os desafios do programa.
Perfil 12: Daniel Sobral — O Cantor Gospel que Trocou o Pará por Minas e Busca Viver 100% de Sua Arte!
Daniel Sobral, de 33 anos, chega ao “Estrela da Casa” como um representante do gospel, com uma história de fé, superação e uma jornada musical que o levou do Pará, seu estado natal, até Minas Gerais. Filho de pastor e criado com os preceitos da igreja evangélica Assembleia de Deus, Daniel traz consigo uma base sólida de valores e uma paixão pela música que transcende fronteiras geográficas e estilísticas.
Ele deixou o Pará para fazer um seminário no Centro de Treinamento Ministerial do Diante do Trono (CTMDT), em Minas Gerais, buscando expandir-se não apenas espiritualmente, mas também como artista. Essa mudança de estado marcou um novo capítulo em sua vida.
Quem acabou o acompanhando e cursando o seminário foi sua agora mulher, Thays, que ele define como sua melhor amiga. Eles se conheceram em 2010, no Pará, e completam 10 anos de casamento este ano, mostrando a força e a parceria de seu relacionamento.
Mesmo com orgulho do estilo musical que defende e ao qual se dedica com afinco, Daniel não esconde que tem influências globais que o inspiraram em sua trajetória. Na adolescência, em uma fase que ele descreve como mais rebelde, ao ouvir as trilhas sonoras da TV, ele descobriu sons de artistas como Avril Lavigne. Foi através desse estilo musical do pop rock americano que, de fato, ele sentiu a vontade de seguir carreira na música, mostrando que a inspiração pode vir de diversas fontes, mesmo fora do seu nicho principal.
Antes mesmo de sua jornada para Minas, foi em casa que Daniel encontrou sua primeira referência musical. “O meu pai é compositor, ele já lançou um CD naquela época que você fazia tudo no teclado, bateria, guitarra. Eu sou fã número um. E através dessa influência, com certeza, eu fui forjado, fui ativado para também querer ser um cantor”, revela, destacando a importância da figura paterna em sua formação artística. Em 2018, Daniel lançou um álbum autoral, e a música “Meu Herói” se tornou um grande sucesso, contando com mais de um milhão de visualizações, um marco importante em sua carreira.
Como compositor, ele também já teve músicas gravadas por artistas conhecidos do cenário gospel e pop, como a banda Preto no Branco e a dupla André e Felipe, entre outros, demonstrando seu talento para a criação musical. Agora, Daniel Sobral quer se dedicar cada vez mais à carreira, com um grande sonho: “O meu grande sonho é conseguir viver 100% da minha arte, da música, tirar o sustento para minha casa, abençoar os meus pais na velhice deles”, expressa, revelando a motivação familiar por trás de sua busca pelo sucesso.
Dentro da igreja, sua maior referência musical é a cantora Nívea Soares, com quem sonha em fazer uma parceria, mostrando sua admiração e aspirações no meio gospel. No âmbito global, ele admira o som do Coldplay, revelando uma amplitude de gostos musicais que podem enriquecer sua jornada no programa. Em 2022, ele brinca que “na crise dos 30”, contou com a ajuda de Eli Soares, que frequentava a mesma igreja que ele, para voltar a acreditar em seu potencial. Esse encontro foi crucial, levando-o a assinar contrato com o selo YES, da Universal Music Christian Group, um passo significativo em sua carreira.
Daniel se descreve como calmo, simples, mas teimoso, características que podem influenciar sua convivência e desempenho no reality. Ele tem um objetivo claro: ser o último a deixar o “Estrela da Casa”, ou seja, ser o grande campeão. “O público pode esperar música boa, pode esperar o Daniel que vai dar o seu melhor, que vai tentar crescer como artista, absorver todo o feedback para ser o grande campeão dessa edição”, promete, mostrando sua determinação e o desejo de aproveitar ao máximo a oportunidade para evoluir e conquistar o público.
Perfil 13: Ruama Feitosa — A Força Sertaneja “Furacão” do Palco Que Cantou para 1 Milhão!
“Porque, tanto o meu repertório, quanto a minha personalidade no palco, transmite muito isso. Sou muito espoleta, não paro quieta, rodopio, danço e brinco com as pessoas. Muito intensa, sabe? Sou fervorosa, quente. Não sei ser fria. Dizem que o aquariano tem o coração frio, mas é mentira”, explica Ruama Feitosa, a representante do sertanejo no “Estrela da Casa”, que chega para provar que a energia e a paixão podem quebrar qualquer estereótipo. Moradora do Carrão, na Zona Leste de São Paulo, Ruama traz consigo mais de 13 anos de trajetória na música e uma história de vida marcada pela fé e pela arte.
Seu nome de batismo, Lo Ruama, de origem bíblica, foi escolhido pela mãe após uma oração no hospital, em meio a uma gravidez de risco, um detalhe que já revela a força e a fé que a acompanham desde o nascimento.
A música sempre esteve presente em sua vida, pois ela vem de uma família musical: o pai tocava sanfona e violão, os irmãos eram do rock, e a mãe gostava de cantar, criando um ambiente propício para o florescimento de seu talento.
Quando era pequena, Ruama pediu ao pai para cantar e ganhar seu próprio dinheiro, e foi ele quem a levou para se apresentar pela primeira vez em um restaurante de um amigo. Desde então, ela não parou mais, construindo uma carreira sólida e impressionante.
Hoje, faz mais de 20 shows por mês, um ritmo intenso que demonstra sua dedicação e a demanda por seu trabalho. Ela canta nas “melhores baladas de São Paulo”, além de realizar muitos eventos particulares, corporativos e casamentos, mas não esquece suas origens humildes: “Mas já fiz muito barzinho com cadeira de plástico, viu?”, lembra, valorizando cada etapa de sua jornada.
O sertanejo é sua grande paixão, e Ruama começou a cantar profissionalmente aos 16 anos. Sua carreira é recheada de momentos marcantes no palco: “Já cantei com um dos meus ídolos, o Zezé Di Camargo. Fiz show com Cristiano Araújo e tive a honra de cantar para mais de um milhão de pessoas no Carnaval de São Paulo, em cima de um trio elétrico, misturando sertanejo com axé”, relembra, mostrando a grandiosidade de suas experiências. Apesar de ainda não ter feito feat com nenhum cantor famoso, ela sonha alto, listando nomes como Simone Mendes, Gusttavo Lima, Henrique e Juliano, e Zé Neto e Cristiano como parceiros desejados.
Suas influências musicais vão além do sertanejo. Desde pequena, ouviu de tudo, do rock ao forró, e lembra que desejava ser igual a Avril Lavigne. Ruama se inspira em grandes performers: “Eu sou uma artista muito performática nos palcos. As pessoas sempre gostam de falar: ‘Nossa, você parece um furacão no palco’. Então, por exemplo, de performance, eu gosto de me inspirar muito no Freddie Mercury”, detalha, revelando a intensidade e a entrega em suas apresentações.
Também compositora, Ruama já lançou EPs e singles nas plataformas digitais, mas tem dezenas de letras e melodias guardadas, prontas para serem reveladas. Em 2017, ela foi destaque em uma reportagem do “Profissão Repórter”, ao lado de nomes como Marília Mendonça. “Teve uma matéria que era as mulheres do sertanejo. Na época, eu estava gravando o meu primeiro EP e eles queriam uma cantora que estava começando para representar esse movimento do feminejo. Aí eles me acompanharam por dois dias, mostrando meu dia a dia e mostrando os estourados, que na época eram cantoras como a Marília”, conta, mostrando sua relevância no movimento.
A “sofrência é com ela mesmo!”. Brincando que é “solteira e encalhada”, Ruama revela que foi traída por seu primeiro e único namorado, e a história virou inspiração para uma de suas músicas, transformando a dor em arte. Dona de um temperamento forte, ela avisa: “Quando fico com raiva, é melhor não pisar no meu calo. Mas sou gente boa, viu?”, mostrando sua autenticidade e limites. Hoje, vive sozinha em São Paulo e tem muito orgulho de sua família nordestina. Ela acredita que sua personalidade vai cativar o público do programa e chega mais determinada do que nunca: “Mereço ser a Estrela da Casa porque eu represento o brasileiro que não desiste. Não vou desistir jamais!”.
Perfil 14: Camille Vitoria — A Voz do R&B que Emergiu do Karaokê e Brilha na Terapia Ocupacional!
Foi soltando a voz em um karaokê, em Caxias, no Rio de Janeiro, que Camille Vitoria revelou seu talento e ganhou suas primeiras oportunidades como cantora. Após vencer um concurso, a moradora de São João de Meriti, da comunidade conhecida como Buraco Quente, recebeu um convite para cantar em barezinhos e, desde então, não parou mais, iniciando uma jornada promissora no mundo da música.
O contato com a música, no entanto, começou bem mais cedo para Camille, que faz aula de canto há 10 anos, com uma bolsa de estudos, demonstrando sua dedicação e paixão pela arte. A aquariana é filha única e mora com a mãe, a quem sonha aposentar, e que sempre a incentivou a focar nos estudos. Camille concluiu o curso de Terapia Ocupacional pela UFRJ, uma formação que a conecta com a realidade social e a vulnerabilidade humana.
Atualmente, Camille ainda não vive exclusivamente da música, mas recebe o incentivo do namorado para brilhar nos palcos soltando a voz. “Eu reconheço cantar em bares como um show”, diz, sem se preocupar com o tamanho da plateia, valorizando cada oportunidade de se apresentar e se conectar com o público. Além da música, a jovem faz estágio no CAPs em Botafogo, onde atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e de rua, mostrando seu engajamento e sua empatia.
Amante do R&B, da black music e do pop, Camille pretende representar esses estilos no “Estrela da Casa”, mas está aberta a cantar de tudo, mostrando sua versatilidade. Animada, ela gosta de sair para dançar e frequenta rodas de samba e o famoso Baile Charme, no Viaduto de Madureira, revelando seu lado descontraído e sua conexão com a cultura carioca. “De início, parece que eu sou tímida, mas sou uma pessoa muito extrovertida, animada. Sou muito sensível, choro fácil, me sinto muito afetada pelas coisas, da mesma forma como eu sinto muito a música, eu sinto muito as relações com as pessoas”, explica, mostrando a profundidade de sua sensibilidade.
Para Camille, a música é mais do que uma paixão; é um meio de expressão: “A música é esse meio que eu tenho de conseguir me expressar e botar toda essa sensibilidade para fora”. Sua vida foi marcada por uma grande tristeza: o pai, que era seu “melhor amigo”, foi assassinado em 2019, quando ela tinha apenas 16 anos. O assunto a emociona até hoje, mas ela conta que sua mãe foi seu porto seguro e é sua maior apoiadora, mostrando a força de seus laços familiares e sua capacidade de superação.
Camille diz que ainda não toca nenhum instrumento, mas garante que isso não limita sua criatividade na hora de compor. “Já tenho algumas músicas prontas e quero compor ainda mais”, afirma, mostrando seu potencial autoral. No entanto, ela reconhece que criar em grupo pode ser um desafio: “Vou ter que ceder um pouco. Isso vai ser um desafio pra mim, porque eu gosto das coisas do meu jeito”, revelando um lado que precisará de adaptação no confinamento.
Apesar de ser iniciante na carreira profissional, Camille não se intimida: “Sinto que nasci para isso. Nasci para a música, para me expressar através do canto. Quero levar essa representatividade, conseguir alcançar muitas pessoas pela minha voz e pela minha história também”, expressa, com determinação e um forte senso de propósito. Mesmo nos primeiros passos, a jovem já alcançou algumas conquistas importantes, começando a se inserir no meio musical. Ela já fez backing vocal para o grupo Tá na Mente e para os rappers Azzy e BK, mostrando que seu talento já está sendo reconhecido.
Apaixonada por Whitney Houston e admirando grandes divas como Beyoncé e Rihanna, é na brasileira IZA que ela vê sua maior inspiração. “Até pela representatividade que ela tem, eu me vejo muito nela”, finaliza, mostrando a conexão com artistas que não apenas a inspiram musicalmente, mas também a representam em sua identidade e valores. Camille Vitoria chega ao “Estrela da Casa” com uma mistura de sensibilidade, talento e um propósito claro de usar sua voz para inspirar e representar.

































