O SBT quer se mostra cada vez mais dinâmico e competitivo, com uma intensa batalha se formando nos bastidores pelos direitos de transmissão de grandes eventos esportivos e uma série de incertezas estratégicas agitando os corredores da emissora. A disputa pela Taça Libertadores da América para o triênio 2027-2029 promete ser uma verdadeira “briga de gigantes”, enquanto a emissora de Silvio Santos lida com desafios que vão da logística da Copa do Mundo à frágil audiência de seus fins de semana.
Esses movimentos indicam um período de reavaliação e de apostas de alto risco para as principais redes do país. A exclusividade de um torneio do calibre da Libertadores pode redefinir o equilíbrio de poder na audiência esportiva, ao passo que as decisões sobre a grade diária e semanal do SBT podem determinar sua relevância e competitividade em um mercado cada vez mais fragmentado. O futuro, tanto nos esportes quanto no entretenimento, está sendo desenhado agora.
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Libertadores: Uma Batalha de Titãs sem Alianças
A disputa pelos direitos de transmissão da Copa Libertadores da América para o período de 2027 a 2029 já é considerada um dos maiores embates da história recente da TV. Foi confirmado que apenas uma emissora de televisão aberta poderá exibir o torneio, e os três maiores players do mercado, Globo, Record e SBT, já manifestaram enorme interesse. Com propostas a serem entregues até novembro, a expectativa é de uma concorrência acirrada e de cifras milionárias.
Um detalhe crucial nesta concorrência, e que pode ser decisivo, é a proibição de formação de consórcios. Isso significa que operações conjuntas, como a parceria entre SBT e NSports que garantiu a transmissão da Copa América, não serão permitidas. Cada emissora terá que apresentar sua proposta de forma independente, o que eleva ainda mais a aposta e a tensão, forçando os canais a investirem pesado para garantir a exclusividade do produto mais cobiçado do futebol sul-americano.
Desafios do SBT: Da Copa do Mundo à Grade Semanal
Enquanto a briga pela Libertadores se intensifica, o SBT ainda corre contra o tempo para alinhavar toda a sua operação para a próxima Copa do Mundo. A logística do evento, que será realizado em três países diferentes, apresenta desafios inéditos. A ideia inicial da emissora é enviar o narrador Galvão Bueno para cobrir presencialmente a abertura, os jogos da seleção brasileira e as finais, enquanto o restante da cobertura seria realizado a partir dos estúdios no Brasil.
Internamente, a programação do SBT passa por um momento de grande reestruturação. O programa “Aqui Agora” deve ganhar uma sobrevida, mas em um novo formato, deixando de ser diário para se tornar uma atração semanal. Em contrapartida, a planejada faixa de novelas mexicanas às 17h30 está em risco, pois parte da direção teme que um excesso de tramas latinas possa prejudicar a audiência, sugerindo como alternativa esticar a duração do “Fofocalizando” para duas horas diárias.
A Crise dos Sábados e a Preservação do Estilo
A audiência dos sábados tornou-se uma grande dor de cabeça para o SBT. No último dia 20 de setembro, o canal registrou seu pior desempenho, com uma média de apenas 2 pontos no Ibope. Diversos programas amargaram apenas 1 ponto, com raras exceções como o “Sabadou com Virgínia” e o “Programa do João”, que conseguiram um bom desempenho. Esses números alarmantes exigem uma resposta rápida e eficaz da direção para revitalizar a faixa.
Em meio a tantas mudanças e a ascensão de novos formatos de narração no YouTube, surge um debate sobre o estilo a ser adotado na TV aberta. Embora os novos modelos sejam válidos e encontrem seu público no ambiente digital, há um forte consenso de que a televisão tradicional deve preservar seu jeito mais clássico e vitorioso de transmitir o futebol. A recomendação é que a TV aberta não se deixe influenciar pelas tendências da internet, mantendo a identidade que a consagrou junto ao grande público.









