Belo e Gracyanne Barbosa apresentaram uma nova e decisiva manifestação em uma ação criminal que os persegue na Justiça há cinco anos. O ex-casal, que enfrenta uma séria acusação do Ministério Público, realizou um movimento estratégico que pode alterar completamente o rumo do caso e encerrar a longa batalha judicial.
Em uma petição protocolada no dia 30 de outubro, os advogados de Belo e Gracyanne solicitaram formalmente que os dois sejam beneficiados pelo “Acordo de Não-Persecução Penal” (ANPP). Esta medida, se aceita pela promotoria, busca colocar um ponto final definitivo na trama que se arrasta nos tribunais.
O Ministério Público denunciou o ex-casal em julho deste ano pelo crime de apropriação indébita. A ação também incluía um terceiro réu, Nelson Trajano de Ataíde, que já faleceu. O caso, que teve início com um contrato de locação, agora depende de uma negociação direta com a promotoria para evitar uma possível condenação.
Se o acordo for proposto pelo Ministério Público e aceito por Belo e Gracyanne, o resultado prático é a “extinção da punibilidade”. Isso significa que o estado não poderia mais puni-los pelo suposto crime, independentemente de ele ter, de fato, ocorrido. A pena para o delito em questão pode chegar a quatro anos de reclusão.
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O Crime: Apropriação de Máquina de Lavar e Filtro
A ação criminal que motivou a denúncia do Ministério Público não é recente, mas ganhou novos capítulos este ano. O caso teve início há cerca de cinco anos, após o término de um contrato de locação de um imóvel. Os proprietários acusaram os então inquilinos de apropriação indébita de diversos itens da residência.
De acordo com a denúncia, três réus teriam, supostamente, se apropriado de bens que não lhes pertenciam. Entre os itens listados no processo estão objetos de uso doméstico e manutenção, como uma máquina de lavar, um motor de hidromassagem e um filtro de água, este último avaliado em R$ 2 mil.
O processo se arrastou por anos, mas em julho deste ano, o Ministério Público decidiu formalizar a denúncia contra Belo, Gracyanne e Nelson Trajano de Ataíde. A acusação é específica: apropriação indébita. Este crime, previsto no Código Penal, carrega uma pena de reclusão que pode variar e chegar até quatro anos de prisão.
A situação do ex-casal é delicada, pois uma denúncia aceita pelo MP transforma os acusados em réus de uma ação criminal. Foi exatamente para evitar as consequências de uma condenação que a defesa decidiu agir agora, buscando uma solução alternativa antes que o processo avance para a fase de julgamento.
A Manobra: O Que é o Acordo de Não-Persecução Penal?
A manifestação apresentada por Belo e Gracyanne Barbosa em 30 de outubro é a primeira grande resposta do ex-casal na esfera criminal deste caso. A estratégia da defesa foi focar no instituto jurídico do Acordo de Não-Persecução Penal, uma ferramenta relativamente nova no direito brasileiro.
Na prática, o ANPP funciona como um pacto entre o Ministério Público e o acusado, antes que o processo se transforme em uma condenação. É uma forma de evitar que o sistema judicial seja mobilizado para crimes considerados de médio potencial ofensivo, oferecendo uma solução mais rápida.
Ao pedirem o acordo, Belo e Gracyanne solicitam à Justiça que o Ministério Público “tenha vistas do processo” para, então, propor formalmente os termos dessa negociação. Se o MP concordar em oferecer o acordo, a punição criminal é extinta, e o caso é encerrado para os dois.
Esta é a grande vantagem para o ex-casal: o acordo permite a extinção da punibilidade mesmo que o crime tenha, de fato, acontecido. É uma saída legal que evita o desgaste de um julgamento, o risco de uma condenação e os antecedentes criminais decorrentes dela.
Os Requisitos e as Possíveis Condições
Para que o Ministério Público possa oferecer o Acordo de Não-Persecução Penal, os réus precisam atender a uma série de requisitos legais. Na petição, os famosos afirmam que preenchem todas as exigências necessárias para a propositura do acordo por parte da promotoria.
Entre os requisitos que eles alegam cumprir, está a necessidade de que o crime seja confessado formalmente pelos agentes. Além disso, o delito não pode ter sido cometido com uso de violência ou grave ameaça, o que se aplica ao caso de apropriação indébita.
Outra exigência citada na manifestação é que o delito tenha uma pena máxima inferior a quatro anos. Curiosamente, a própria denúncia do MP aponta que o crime em questão pode chegar a “quatro anos”. A defesa, no entanto, sustenta que eles se enquadram nos critérios para a negociação.
Caso o Ministério Público do Estado de São Paulo entenda que os requisitos foram, de fato, cumpridos e decida propor o acordo, o Promotor de Justiça definirá as condições. Se Belo e Gracyanne aceitarem os termos, eles não serão processados criminalmente.
O profissional do MP pode determinar diversas condições. Entre as mais comuns para este tipo de caso estão, por exemplo, a reparação do prejuízo da vítima, o que significaria pagar pelos itens supostamente apropriados. Outra possibilidade é a determinação de que Belo e Gracyanne Barbosa prestem serviços à comunidade por um período determinado.







