O conflito entre a modelo Marcela Tomaszewski e o ator Dado Dolabella escalou para um nível crítico. Após um período de silêncio e uma viagem pela Europa, a modelo decidiu reativar as acusações contra o ex-namorado de Wanessa Camargo. Ela voltou atrás em sua decisão de não o denunciar e agora busca não apenas justiça por suposta agressão, mas também a prisão preventiva do artista.
A reviravOLTa no caso inclui acusações graves de que Dado teria ameaçado uma testemunha, o que fundamenta o pedido de prisão. Além disso, Marcela trouxe a público um relato detalhado da noite da agressão, em Búzios (RJ), afirmando que o ator a pressionou para fazer um aborto após um teste de gravidez dar “falso positivo”. Dado Dolabella nega veementemente ambas as acusações.
Table of Contents
O Pedido de Prisão Preventiva
A informação sobre a nova ofensiva legal veio do advogado Diego Cândido, que reassumiu a defesa da modelo. Em entrevista à revista Quem, Cândido confirmou que sua cliente o instruiu a pedir a prisão de Dado Dolabella. A base legal para a medida extrema seria a conduta do ator após o incidente inicial, que estaria atrapalhando a investigação.
O advogado explicou que o pedido se justifica porque Dado Dolabella estaria “ameaçando uma testemunha”. Segundo Cândido, “em razão dessas ameaças, pode ser que as autoridades policiais entendam [necessária] a prisão”. A identidade da testemunha não foi revelada, mas seria uma das pessoas presentes ou com conhecimento dos fatos ocorridos em Búzios.
O Ceticismo do Próprio Advogado
Apesar de formalizar o pedido a mando de sua cliente, o próprio Diego Cândido se mostrou realista sobre as chances de sucesso. O advogado argumentou que, embora o pedido seja válido, o momento pode ter passado. “Mas acho bem difícil”, admitiu ele, explicando que o “vai e volta” de Marcela — que denunciou e depois retirou a queixa — prejudicou o processo.
“Acredito que se perdeu o timing da prisão”, argumentou o profissional. Cândido também explicou por que reassumiu o caso: ele havia se afastado justamente por discordar da decisão original de Marcela de não levar a denúncia adiante. “Não concordava com a decisão dela em não denunciar. Eu respeitava, mas não concordava”, disse.
A formalização da denúncia também enfrenta um obstáculo burocrático. O fato de Marcela Tomaszewski estar viajando pela Europa dificultou os trâmites. “Ela está fora do Brasil, e a delegada está exigindo a presença dela na delegacia”, disse o advogado. Ele acredita que a situação só será resolvida no final de semana, quando ela retornar ao Brasil, por volta do dia 15 de novembro.
Defesa de Dado Vê Ação “Midiática”
A defesa de Dado Dolabella reagiu rapidamente ao anúncio do pedido de prisão. A advogada do ator, Mara Damasceno, classificou a decisão da modelo como “claramente midiática”, afirmando que a medida tem como único objetivo causar impacto na imprensa. “Não existe justificativa nem requisito legal que sustente uma medida tão extrema”, declarou a profissional.
Damasceno reforçou que a intenção por trás do pedido é gerar uma percepção pública de culpa. “Quando se fala em prisão, isso gera uma presunção de verdade, uma sensação de força, como se a história fosse real — e é justamente esse o objetivo: criar uma narrativa forte, ainda que totalmente sem base”, concluiu a advogada do ator.
A Noite em Búzios: Acusação de Pressão para Aborto
Paralelamente à ação legal, Marcela trouxe a público sua versão detalhada dos eventos na casa da mãe de Dado, em Búzios. Em conversa com a jornalista Patrícia Calderón, do portal LeoDias, a modelo afirmou que a briga que resultou na agressão começou por causa de uma suspeita de gravidez. Ela relatou que, ao decidir fazer um teste, ouviu do ator que, se o resultado fosse positivo, ela teria que interromper a gestação.
Segundo Marcela, esta foi a segunda vez que desconfiavam de uma gravidez. Ela conta que, ao realizar o teste no local, o resultado inicial indicou um “falso positivo”, o que, segundo ela, deixou Dado “alterado”. Ele teria insistido que ela fez o teste de forma incorreta e reforçou sua posição sobre o aborto, mesmo sabendo que ser mãe era um sonho dela.
“Ele deixou claro sempre na minha cabeça que isso seria o certo para o momento e iríamos passar por isso juntos”, relatou Marcela, indicando a pressão que sofreu.
A Versão de Dado Dolabella: Negação Total
Após a repercussão das novas acusações, Dado Dolabella se pronunciou nesta terça-feira (11/11) para negar a história. Em áudio enviado ao portal LeoDias, o ator rejeitou a acusação de que teria pedido a interrupção da gestação e contestou a própria existência do “falso positivo”. “Isso de falso positivo nunca aconteceu!”, cravou o ator.
Segundo Dado, a situação foi inversa: “Foi ela que começou a falar que estava grávida, aí eu fui na farmácia, comprei o teste, o teste deu negativo e vida que segue”. Ele também negou tê-la pressionado, afirmando ter sido compreensivo. “Ela ficou ali desesperada dizendo que estava grávida e eu ainda falei para ela: ‘calma que se você tiver grávida eu estou aqui e vou assumir’”.
Sobre a briga em Búzios, Dado mantém sua versão de que Marcela teria quebrado um copo e se cortado. Ele divulgou imagens do objeto e do sangue no chão, mas omitiu um trecho, também gravado, em que aparece de cueca desferindo um tapa no celular da modelo. O ator concluiu chamando as novas declarações de “lamentáveis” e afirmou que seus próximos passos serão “judicializados”.
A Medida Protetiva e a Mudança de Versão
Enquanto aguarda o retorno de Marcela ao Brasil, o Ministério Público solicitou novos depoimentos da modelo e de sua mãe. A modelo agora admite que mentiu anteriormente. “Eu continuei a mesma versão que não tinha ocorrido agressão. Eu menti pra proteger alguém que achava que mudaria, agora estou disposta a denunciar”, afirmou.
A mãe de Marcela, que é testemunha do caso, também foi chamada a depor novamente e, segundo a filha, “disse que vai manter a versão de que a filha dela apanhou”. Com base nisso, a defesa de Marcela está confiante na emissão de uma medida protetiva de urgência, com base na Lei Maria da Penha.
O advogado Diego Candido informou já ter solicitado os trâmites formais à delegada. “Eu imagino que até em 72 horas, em regime de urgência, este documento estará em mãos”, declarou Cândido, sinalizando que os próximos dias serão decisivos para o caso.








