O mercado aguarda ansiosamente a definição dos novos donos da Libertadores e da Sul-Americana, a Record enfrenta dificuldades com sua atual novela turca e recebe críticas pela condução de seu programa matinal.
As propostas para os cobiçados direitos de transmissão da Libertadores e da Sul-Americana para o próximo ciclo (2027-2030) já foram oficialmente entregues. Agora, as emissoras entram em um período de espera tenso, aguardando o processo de avaliação e a divulgação dos resultados. A Conmebol não estabeleceu um prazo definido para anunciar os vencedores.
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A Batalha pelos Direitos de Futebol
Apesar da falta de um prazo oficial, as especulações nos interiores do mercado de mídia são intensas. Há uma expectativa de que os resultados possam ser divulgados ainda no decorrer deste mês de novembro. Fontes mais ousadas chegam a cravar o próximo dia 29 como a data-limite, ou, estrategicamente, às vésperas da grande final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, que ocorrerá no Peru.
Entre os próprios representantes das emissoras de TV aberta que participam da concorrência, o clima é de consenso sobre o principal torneio. A maioria dos executivos já dá a Globo como a vencedora certa para retomar os direitos da Libertadores no período de 2027 a 2030. A emissora carioca é vista como favorita absoluta para recuperar sua joia da coroa.
Com a Globo posicionada para levar o “prêmio” principal, a briga maior se concentrará na Copa Sul-Americana. Neste cenário, SBT e Record emergem como os principais concorrentes, travando uma batalha direta pelos direitos do segundo torneio mais importante do continente. Ambas as emissoras veem na Sul-Americana uma oportunidade de consolidar suas grades esportivas.
Quem ficou de fora dessa disputa foi a Band. Embora a direção da emissora tenha manifestado inicialmente o desejo de entrar na concorrência pela Sul-Americana, houve uma mudança de planos. A Band optou por não apresentar proposta, decidindo direcionar seus investimentos para outros esportes e modalidades.
“Mãe” se Torna um Problema para a Record
Enquanto disputa a Sul-Americana, a Record lida com uma dor de cabeça em sua programação diária. A novela turca “Mãe”, que está no ar há quase um mês, se tornou um “problema” para a emissora. A trama ainda não conseguiu decolar e patina na audiência, sem conseguir ultrapassar a casa dos 5 pontos no Ibope nacional (PNT).
Embora essa pontuação seja, por vezes, suficiente para garantir o segundo lugar em sua faixa de exibição, ela não se compara ao fenômeno que foi “Força de Mulher”. A novela anterior, também turca, foi um sucesso estrondoso para o canal em 2024, alavancando os números da Record de forma expressiva e rápida.
A direção da emissora agora avalia que a escolha por “Mãe” pode ter sido um erro estratégico. Existe a percepção interna de que a emissora deveria ter optado por uma produção menos conhecida, assim como fez com “Força de Mulher”. A aposta no desconhecido em 2024 gerou curiosidade e fidelizou o público, algo que “Mãe” não está conseguindo repetir.
O único ponto positivo da situação atual é a curta duração da novela. “Mãe” tem apenas 85 episódios no total, o que torna sua exibição menos demorada. Isso permitirá que a Record possa corrigir a rota da programação mais rapidamente, sem ficar “refém” de uma trama longa que não performou como o esperado.
Críticas ao “Hoje em Dia” e a Entrevista Desastrosa
Os problemas da Record não se limitam à dramaturgia. O matinal “Hoje em Dia” está precisando urgentemente de um “começar de novo”. Sendo um programa ao vivo, ele precisa se preparar melhor para lidar com situações inesperadas, algo que tem falhado em demonstrar.
Na edição de ontem, o programa exibiu essa dualidade de forma clara. Por um lado, a equipe foi muito bem na cobertura jornalística de um caminhão com ameaça de bomba, mostrando agilidade e seriedade. Por outro, a atração foi uma “tragédia” na entrevista com os eliminados de “A Fazenda”, Shia Phoenix e Michelle Barros.
A crítica principal é que a entrevista foi conduzida de forma superficial e perdida. Ficou evidente que os apresentadores não estavam acompanhando o reality show. Faltou na condução “alguém que está assistindo para perguntar”, deixando passar diversas pautas importantes e frustrando o público que esperava um debate aprofundado sobre os últimos acontecimentos do confinamento.








