Em um depoimento revelador neste sábado (15/11), Marcela Tomaszewski quebrou o silêncio após dias reclusa na Europa. A influenciadora e empresária, que teve um relacionamento de aproximadamente dois meses com o ator e cantor Dado Dolabella, falou abertamente sobre as acusações de agressão, manipulação e o estado psicológico em que se encontrava.
A entrevista, concedida à repórter Monique Arruda, do portal Leo Dias, em um aeroporto no Rio de Janeiro, marca uma virada na postura pública de Marcela, que anteriormente havia negado as agressões em rede nacional. Agora, ela não apenas confirma as agressões físicas e psicológicas, como também detalha o que alega ser um padrão de controle e isolamento imposto pelo ator, a quem ela se refere como “narcisista”.
A influenciadora, que admitiu ter agredido o ator em autodefesa, também revelou seus próximos passos legais e enviou recados diretos tanto a Dado Dolabella quanto a outras mulheres que possam estar vivendo situações semelhantes. O caso ganha novos contornos com a volta de Marcela ao Brasil, que afirma estar com “ansiedade” e “medo”, mas decidida a expor sua versão dos fatos.
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“Eu não sou juíza”: O Depoimento no Aeroporto e a Nova Postura
Marcela Tomaszewski iniciou a conversa com um forte depoimento, estabelecendo que seu objetivo não é julgar, mas sim relatar sua experiência pessoal. “Eu não sou juíza nem policial. Meu papel aqui é apenas contar o que vivi”, declarou ela no início da entrevista. Sua chegada ao Brasil foi marcada por um misto de sentimentos: “Eu tô com ansiedade, com medo, com tudo que eu achei que eu não teria novamente”.
Ciente de que suas atitudes passadas, especialmente a negação inicial, geraram desconfiança, Marcela reconheceu o impacto de sua postura anterior. “Desde o princípio, viram que era uma mentira, que era uma manipulação e deixaram claro que eu não estava representando elas”, admitiu. Agora, ela busca reparar essa imagem e usar sua voz de forma diferente: “Eu espero que, a partir de agora, eu consiga representar”.
A influenciadora também aproveitou a plataforma para enviar um alerta direto a outras vítimas de abuso, enfatizando que a violência não é apenas física. “Peço que ninguém deixe nenhum homem ou mulher tentar manipular vocês de qualquer forma, fisicamente, mentalmente ou de qualquer outra maneira. Deixem que vocês sejam quem realmente são”, declarou.
A Confissão da Mentira: Por que Marcela Negou a Agressão?
Um dos pontos centrais da polêmica foi a entrevista que Marcela concedeu ao “Domingo Espetacular”, da Record, em 2 de novembro. Na ocasião, ela negou veementemente ter sido agredida por Dado Dolabella, desmentindo as notícias que já circulavam. Dias depois, ela mudou sua versão, e agora explica o que a motivou a mentir em rede nacional.
Marcela admitiu que sua negação foi um ato de autocrítica. “Eu tive a cara de pau de não ser mulher o suficiente. E eu digo mesmo: não fui mulher o suficiente porque eu fui em rede nacional falar que ‘não, ele não me agrediu’”, explicou. O motivo por trás da mentira, segundo ela, foi um sentimento de compaixão pelo ator: “Por pena!”, exclamou.
Ela revelou que o medo das consequências legais para Dado, dado seu histórico, foi um fator determinante em sua decisão de mentir. “Esse foi o meu medo desde o princípio, dele ir para a cadeia. Eu falei: ‘pelo seu histórico, você vai preso’. E ele deixa claro que ele não vai”, disse ela. Agora, ela entende que essa mentira pode ter magoado outras vítimas, incluindo Luana Piovani.
O Silêncio de Luana Piovani e a Rede de Outras Vítimas
Quando questionada se Luana Piovani, notória ex-companheira de Dolabella que também o acusou de agressão em 2008, a procurou após as denúncias, Marcela foi direta. “A Luana não me procurou! Respeito o posicionamento dela porque, a princípio, o meu primeiro posicionamento foi negar, e com certeza isso magoou bastante ela”, revelou Marcela.
Embora Piovani não a tenha contatado, Marcela afirmou que está em comunicação com outras mulheres que tiveram experiências semelhantes com o ator. Ela mencionou estar em contato com pessoas que tiveram “relacionamentos curtos, relacionamentos de um mês, 15 dias, que as garotas conseguiram sair disso antes que acontecesse o que aconteceu comigo”.
Marcela também citou o conhecido histórico de Dolabella com outras parceiras, sugerindo que os casos conhecidos publicamente não são os únicos. “Ele não fez uma, ele fez duas, ele fez três, ele fez cinco… Ah, talvez duas só, mas que eu saiba foram bem mais que cinco”, disparou a influenciadora durante a entrevista.
A “Bolha” da Manipulação: Isolamento e Controle Psicológico
Marcela Tomaszewski usou repetidamente a palavra “bolha” para descrever o período de dois meses que passou ao lado de Dado Dolabella. Ela alega ter vivido um intenso processo de manipulação psicológica e isolamento total de sua rede de apoio. “Eu tava dentro de uma bolha e acho que, agora, eu vou conseguir resolver a situação do modo correto e legal”, explicou sobre sua reclusão na Europa.
Esse isolamento era prático e efetivo. “Eu não mexia no telefone. Eu deixava o meu celular em modo avião. Tanto por Instagram quanto por WhatsApp, eu não queria ter contato com nada”, entregou. Marcela conta que se afastou de amigos e até da própria mãe. “Longe das minhas amigas porque elas estavam erradas [na concepção de Dolabella], longe da minha mãe”, desabafou.
Ela relata ter se afastado de todos para viver “uma vida eu e ele, na bolha dele”. Marcela acredita que o ator usou uma vulnerabilidade pessoal dela para exercer controle. Ela contou que o relacionamento começou quando ela estava abalada por um trauma pessoal, algo que ela confiou a ele no primeiro dia, e que Dolabella teria usado isso para “manipulá-la”.
A influenciadora foi enfática ao classificar o ex-namorado como “narcisista” e afirmou que ele precisa de ajuda profissional. “Quero que ele entenda que é um narcisista e trate isso”, pontuou. Ela revelou ter sugerido tratamento durante o namoro: “Por várias vezes na nossa relação… eu sugeri a ida dele ao psiquiatra. Ele disse: ‘não precisa, eu faço outro tipo de terapia’. E eu acho que ele precisa ir em um”.
“Gostaria de Ter Dado Mais”: A Confissão de Agressão em Autodefesa
Um dos momentos mais impactantes da entrevista foi quando Marcela Tomaszewski admitiu ter agredido fisicamente Dado Dolabella, mas contextualizou o ato como autodefesa. Questionada se bateu no ator, ela foi categórica: “Com certeza, eu dei um tapa na cara dele. E assumo, infelizmente, que eu gostaria de ter dado mais”.
Ela imediatamente explicou que sua ação foi uma reação a uma agressão muito mais grave por parte dele. “Segundo ele, meu tapa… doeu nele demais e por isso as agressões e o enforcamento”, completou, revelando pela primeira vez a natureza da violência que alega ter sofrido.
Marcela reforçou que se defendeu e não se arrepende. “Sim, eu bati no rosto dele e fico feliz de ter feito isso, porque foi o mínimo que eu consegui fazer depois de tudo isso”, disse. A influenciadora foi clara ao afirmar que a violência partiu dele: “Me bateu, me agrediu fisicamente, me agrediu psicologicamente e fez eu acreditar que a culpada era eu, como todas são culpadas”.
A Guerra de Narrativas: Perseguição vs. Medida Protetiva
O caso tomou um rumo legal na última quinta-feira (13/11), quando Dado Dolabella foi a uma delegacia no Rio de Janeiro para registrar uma queixa contra Marcela por “perseguição”. O ator alega que ele é a vítima e que Marcela estaria obcecada. Marcela, por sua vez, nega veementemente a acusação.
“Eu tava lá do outro lado do oceano pra pensar melhor… Eu vou ir atrás dele? Quem tava atrás de mim, o tempo todo, era ele”, rebateu Marcela. Ela acusa o ator e sua advogada de tentarem coagi-la a assumir a culpa. “[Eles estavam] querendo que eu deixasse claro que eu fui a agressora, que ele só se defendeu. Ele é um homem de 1,90 de altura”.
Marcela avalia a denúncia de perseguição como uma estratégia de Dolabella para inverter a narrativa e se colocar como vítima. “Como ele diz: ele é maduro e uma pessoa que sabe como conduzir uma agressão. Então ele tentou deixar o lado dele bacana. Ele é o coitado, a vítima e o alecrim do momento. Eu sou a agressora”, ironizou.
Como contrapartida, Marcela revelou que estava indo direto do aeroporto para a delegacia. Seu objetivo era buscar proteção legal: “Eu não vou conseguir chegar mais perto dele, porque ele conseguiu inventar uma lei ‘Mario do Penho’ agora”, disse ela, antes de confirmar que iria recorrer à Lei Maria da Penha para que o ex-namorado fique longe dela.
O Papel da Amiga: A Reconciliação com Rafa Clemente
A entrevista também serviu para esclarecer a relação de Marcela com sua amiga, Rafa Clemente. A amizade ficou publicamente abalada depois que Rafa vazou fotos, vídeos e prints de conversas em que Marcela acusava Dado de agressão — tudo isso enquanto Marcela negava publicamente o ocorrido.
Marcela explicou que, após parar de falar com Rafa, elas reataram a amizade. Ela agora entende que a amiga agiu para protegê-la. “Na verdade, antes mesmo desse fim, a gente já estava em contato… Tudo o que ela fez foi pra me proteger, desde o início. Como ela disse, ela não concordava com o relacionamento e ela deixou claro: ‘quem faz uma vez, faz outra’”, explicou Marcela.
A influenciadora, com a voz embargada, reforçou que a amiga está preocupada com seu estado psicológico e que agora está tudo bem entre elas. “Vai dar tudo certo a partir de agora. Agora é cuidar de mim”, contou.
O Futuro: Medo, Terapia e um Recado Final para Dado
Apesar de todo o trauma relatado, Marcela Tomaszewski afirma que ainda acredita no amor, mas reconhece que precisará de ajuda para superar o relacionamento conturbado. Questionada se tem medo de se envolver em uma nova relação, ela foi honesta: “Eu acho que um bom psicólogo vai me ajudar a respeito disso”.
Ela lamenta o estado em que sua vida se encontra após o breve relacionamento. “A minha vida financeira, amorosa e psicológica tá estragada, e a dele tá ótima porque ele tá sorrindo pras câmeras”, desabafou.
Por fim, Marcela deixou uma mensagem direta para Dado Dolabella, mas sem demonstrar ódio ou desejo de vingança. Ela deixou claro que não deseja a prisão do ator, apesar de reconhecer a gravidade de seu histórico. “Prisão é algo muito pesado e eu sei… Eu não vou falar que desejo que ele vá para cadeia”, destacou.
Seu desejo, segundo ela, é de evolução e tratamento. “Para o Dado, eu desejo o melhor! Que, com a experiência de vida que ele tem, ele cresça e cresça não somente aqui. Que ele cresça por dentro, como ele sempre quis”, afirmou, concluindo que tem “pena” do ex-namorado.








