Uma das notícias mais impactantes dos bastidores da Band acaba de vir à tona, prometendo mexer com a nostalgia do público e com as estruturas do mercado publicitário. A Rede Bandeirantes (Band) iniciou movimentos estratégicos e consultas sigilosas para avaliar a viabilidade de trazer de volta à sua grade o icônico CQC – Custe o Que Custar. A atração, que revolucionou o humor e o jornalismo na década passada, é a grande aposta da emissora para o ano de 2026.
O planejamento não é aleatório. O ano de 2026 desenha-se como o cenário perfeito para o formato do programa, pois combinará dois dos maiores eventos que movem a paixão e a discussão no país: as eleições presidenciais e a Copa do Mundo. A direção da emissora entende que a mistura de cobertura política ácida com o entretenimento esportivo pode ser a chave para recuperar a relevância e a audiência perdida nos últimos anos, especialmente no horário nobre.
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O plano de resgate da faixa das 22h30
A iniciativa de ressuscitar o formato parte diretamente da nova cúpula diretiva do canal. A ideia é de Guillermo Pendino, o novo diretor artístico da Band, que assumirá o posto de Rodolfo Schneider nas próximas semanas. Pendino, que já possui histórico na casa, identifica na marca CQC um potencial inexplorado para resolver um problema crônico: a baixa audiência da linha de shows na faixa das 22h30.
Atualmente, a emissora sofre para emplacar produtos que repercutam nacionalmente nesse horário, que já foi o mais nobre do canal. Com o desgaste natural de formatos como o MasterChef e a dificuldade de outras apostas, o retorno dos “homens de preto” serviria como uma alavanca poderosa de audiência e, principalmente, de repercussão nas redes sociais, onde o programa sempre teve força orgânica.
O Mercado Publicitário dá sinal verde
Para que o projeto saia do papel, a viabilidade comercial é o primeiro passo, e as notícias são animadoras. A Band tem realizado consultas discretas ao mercado publicitário para sentir a temperatura de um possível relançamento. Segundo apurações de bastidores, as primeiras reações das grandes agências e anunciantes foram extremamente positivas, sinalizando que há dinheiro na mesa para o retorno.
Historicamente, o CQC sempre foi uma máquina de fazer dinheiro. Em sua primeira encarnação, o programa era um sucesso absoluto de faturamento, conhecido por suas vinhetas criativas e ações de merchandising integradas, feitas pelos próprios apresentadores e repórteres com humor e inteligência. O mercado sente falta desse tipo de vitrine, que mistura credibilidade com descontração, atingindo um público jovem e formador de opinião.
2026: A “Tempestade Perfeita” para o humor político
O contexto de 2026 é o grande trunfo para o retorno. O CQC ficou famoso por sua cobertura incisiva em Brasília, perseguindo políticos com perguntas que o jornalismo tradicional muitas vezes evitava. Em um ano de eleições presidenciais, a demanda por conteúdo que desmistifique a política e a torne acessível através do humor tende a explodir. A capacidade do programa de pautar o debate público seria imensa.
Além da política, a Copa do Mundo oferece o lado festivo e global que o programa também sabia explorar com maestria. Coberturas internacionais, zoação com torcidas rivais e o acompanhamento da Seleção Brasileira renderiam meses de material rico. A Band quer repetir a fórmula que consagrou o programa entre 2008 e 2015, utilizando esses eventos como catalisadores de audiência.
O legado e a “Fábrica de Talentos”
É impossível falar de CQC sem lembrar do impacto cultural que ele teve. Exibido originalmente entre 2008 e 2015, o programa acumulou oito temporadas e 339 episódios, sendo a versão brasileira do formato argentino Caiga Quien Caiga. A qualidade da produção foi reconhecida internacionalmente, chegando a ganhar o Emmy Internacional em 2010, um feito raro para a TV aberta brasileira.
Mais do que prêmios, o programa foi um celeiro de estrelas. A bancada comandada por Marcelo Tas projetou nomes que hoje dominam o entretenimento nacional, como Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marco Luque, Rafael Cortez, Monica Iozzi e Oscar Filho. Trazer a marca de volta também significa o desafio de montar um novo elenco à altura ou tentar repatriar veteranos, o que geraria um burburinho imediato na imprensa.
Os desafios: Polarização e desgaste
Apesar do otimismo, o retorno não será isento de obstáculos. O CQC saiu do ar em 2015 justamente devido ao desgaste do formato e a uma debandada de seus integrantes originais. No entanto, o fator mais crítico foi o ambiente político. O Brasil de hoje é muito mais polarizado do que há dez anos. A radicalização política torna o terreno do humor muito mais perigoso, com riscos de cancelamento e rejeição por partes expressivas do público, dependendo do tom adotado.
A nova direção terá que calibrar o humor para um mundo pós-redes sociais, onde cada piada é scrutinizada. Se conseguir encontrar o equilíbrio entre a crítica afiada e a responsabilidade, a Band pode ter em mãos o fenômeno televisivo de 2026. O público, órfão de programas que misturam inteligência e irreverência na TV aberta, aguarda ansiosamente os próximos capítulos dessa negociação.







