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BONINHO FALA PELA PRIMEIRA VEZ SOBRE A SAÍDA DA GLOBO E O SUCESSO DO ‘THE VOICE’ NO SBT

Dezembro marca um aniversário especial para a televisão brasileira: completa-se um ano desde que José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, surpreendeu o mercado ao assinar com o SBT. Aos 64 anos, o diretor, que por décadas foi sinônimo de entretenimento na TV Globo, é o convidado especial do programa The Noite com Danilo Gentili desta quinta-feira (18). Em uma conversa franca e reveladora, Boninho abriu o jogo sobre o que motivou sua saída da emissora carioca após 40 anos de serviços prestados e como encontrou na empresa da família Abravanel o cenário ideal para se reinventar.

A grande questão que pairava na mente de muitos telespectadores e críticos de TV foi finalmente respondida: por que deixar uma posição consolidada na líder de audiência? A resposta de Boninho foi direta e aponta para uma necessidade vital de qualquer artista ou criador: a autonomia. “Eu queria ter uma liberdade criativa que já não tinha mais”, confessou o diretor a Danilo Gentili. Essa busca pelo “novo” e pela possibilidade de arriscar sem amarras foi o combustível que o impulsionou a trocar o “Padrão Globo” pelo DNA popular e flexível do SBT.

Boninho explicou que sua saída não foi motivada por conflitos, mas sim pelo desejo de experimentar formatos e linguagens que, talvez, não tivessem mais espaço na grade engessada de sua antiga casa. “Talvez por isso eu tenha saído da TV Globo: eu queria fazer novas experiências, como o The Voice”, pontuou. A declaração reforça que, para um visionário da televisão, a estagnação é o maior inimigo, e o SBT ofereceu o terreno fértil que ele procurava para plantar novas ideias.

  • BONINHO FALA PELA PRIMEIRA VEZ SOBRE A SAÍDA DA GLOBO E O SUCESSO DO 'THE VOICE' NO SBT

O Fenômeno The Voice Brasil: A “Cara do SBT” e a Liderança no Streaming

A prova de que a aposta de Boninho (e do SBT) foi certeira está nos números. O retorno do The Voice Brasil, agora sob a batuta da emissora paulista, não foi apenas uma transferência de formato; foi uma reconfiguração cultural. Boninho destacou que o público do SBT possui uma sensibilidade única. “O SBT tem um público com um olhar diferente para a música, para o timing e para a edição”, analisou. O desafio era manter a excelência técnica sem perder a identidade popular da nova casa.

E o resultado foi, nas palavras do próprio diretor, um reality “com a cara do SBT, com excelência e sem fugir do DNA da emissora”. A estratégia de trazer Tiago Leifert de volta ao comando e reformular a bancada de técnicos com nomes de peso e apelo popular — Matheus & Kauan, Péricles, Duda Beat e Mumuzinho — provou-se um acerto magistral. O programa não apenas engajou a audiência tradicional da TV aberta, mas também conquistou o público conectado, mostrando a força da curadoria de Boninho.

Os dados de audiência são incontestáveis e calam os críticos que duvidavam da viabilidade do formato fora da Globo. A atual edição do The Voice Brasil alcançou a impressionante marca de 29 milhões de pessoas apenas no primeiro mês de exibição pelo SBT. Esse alcance massivo demonstra que o formato, quando bem executado e adaptado ao perfil do canal, continua sendo uma potência comercial e de entretenimento, capaz de reunir a família brasileira em frente à tela.

Além do sucesso na TV aberta, o reality show tornou-se um fenômeno no streaming. O programa lidera a audiência na plataforma Disney+, provando que o conteúdo de qualidade transita fluidamente entre as mídias. O sucesso comercial também foi imediato, com as cotas de patrocínio esgotadas rapidamente, sinalizando que o mercado publicitário comprou a ideia e confiou no taco de Boninho para conduzir essa nova era do entretenimento no canal.


A Indústria da TV Aberta: O Conteúdo como Rei e o Futuro do Audiovisual

Durante a entrevista no The Noite, Boninho também assumiu seu papel de analista de mídia e opinou sobre os rumos do setor audiovisual. Em tempos onde muito se fala sobre o “fim da TV aberta”, o diretor foi categórico ao defender a vitalidade do meio. Para ele, o segredo sempre foi e sempre será o que está sendo exibido. “Para começar, o futuro é conteúdo. Se você tem um programa bacana, as pessoas vão assistir”, decretou.

Ele reforçou que, apesar do crescimento de outras plataformas, a televisão tradicional no Brasil mantém uma relevância gigantesca. “A televisão está aí e vai continuar. No Brasil, a TV aberta ainda é uma indústria gigantesca”, destacou Boninho. Sua visão é de coexistência, e não de substituição. O diretor entende que o público se fragmentou, mas a demanda por grandes espetáculos e narrativas envolventes permanece inalterada.

“Existem o YouTube, os streamings e outras opções, mas isso não significa que a TV vai acabar. Se você fizer algo que as pessoas queiram ver, sempre vai existir um telespectador”, concluiu. Essa filosofia explica por que ele não migrou apenas para o digital, mas escolheu continuar jogando o jogo da TV de massa, onde o impacto cultural é imediato e abrangente. Boninho acredita na força do hábito e na paixão do brasileiro pela televisão.


A Grande Final e o Legado de um Ano de Casa Nova

A entrevista vai ao ar em um momento estratégico, servindo como “esquenta” para o desfecho da temporada. A grande final do The Voice Brasil está marcada para a próxima segunda-feira, dia 22, logo após o Programa do Ratinho. A expectativa é de recordes de audiência, coroando o trabalho de reformulação que Boninho liderou ao longo deste ano. A final não será apenas a escolha de uma nova voz, mas a celebração de um projeto arriscado que deu certo.

Sondado por outras emissoras antes de fechar com o SBT, Boninho não poupou elogios à estrutura e ao ambiente que encontrou na Anhanguera. A parceria com a família Abravanel parece ter devolvido ao diretor o brilho nos olhos de quem está começando algo novo, mesmo com décadas de experiência nas costas. O elogio à empresa reforça que a “liberdade” buscada não era apenas contratual, mas ambiental.

Ao completar seu primeiro ano no SBT, Boninho mostra que não foi para a emissora para se aposentar ou viver de glórias passadas. Ele foi para construir, inovar e provar que, com a liberdade certa e o feeling apurado, é possível fazer televisão de alta qualidade e grande audiência em qualquer lugar. O “Big Boss” mudou de endereço, mas continua dando as cartas no jogo do entretenimento nacional.

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Jornalista de entretenimento há 20 anos. Especialista em TV brasileira, reality shows e cultura pop. 

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