Quer ser parceiro ou sabe algo bombástico? Deixe uma mensagem aí abaixo.

Popular Posts

Fique por dentro!

Fique por dentro do que acontece nos reality shows, cultura pop e muito mais. 

Categorias

Edit Template

SBT: Íris Abravanel Deixa Dramaturgia Após Fracasso de ‘A Caverna Encantada’ e o Futuro das Novelas em 2026

O cenário da teledramaturgia brasileira está prestes a sofrer uma alteração significativa nos bastidores do SBT. Durante anos, o telespectador se acostumou com uma divisão clara: a Globo liderando com produções de época e contemporâneas, a Record focada em tramas bíblicas e o SBT consolidado no segmento infantil. No entanto, o fracasso de audiência da novela A Caverna Encantada forçou a emissora da Anhanguera a repensar completamente sua estratégia. A trama, criada por Íris Abravanel em co-produção com a Disney, derrapou nos números do Ibope e sofreu constantes mudanças de horário, sinalizando o esgotamento de uma fórmula que parecia infalível.

Diante desse cenário de crise, a emissora decidiu implementar uma reestruturação profunda em seu departamento de teledramaturgia. A principal e mais impactante mudança é o afastamento de Íris Abravanel do comando das próximas produções. A esposa de Silvio Santos, que por mais de uma década foi a principal responsável pelos textos da casa, está fora do próximo projeto de ficção do canal. Essa decisão marca o fim de uma era onde a família Abravanel detinha controle criativo total sobre as novelas, indicando uma busca por profissionalização e renovação de ares para tentar reconquistar o público perdido.

  • SBT: Revolução na Dramaturgia e o Retorno do Aqui Agora Repaginado

O Novo Modelo de Negócios e a Terceirização

Para viabilizar o retorno das novelas após o trauma de A Caverna Encantada, o SBT aposta em um modelo de co-parceria com produtoras independentes, similar ao que foi tentado recentemente, mas com ajustes cruciais na gestão criativa. De acordo com informações de bastidores, a emissora entrará com a estrutura física, cedendo seus estúdios na Anhanguera, enquanto a empresa parceira ficará responsável pelo “trabalho pesado”, que inclui a contratação do elenco e a definição da autoria da obra.

Essa estratégia de terceirização visa reduzir custos fixos e compartilhar os riscos da produção, algo essencial para uma emissora que precisa “recolocar a casa nos trilhos” financeiramente. Ainda não há uma definição clara se a próxima trama continuará apostando no nicho infantil, que consagrou o canal na última década, ou se haverá uma tentativa de retorno às tramas adultas. Vale lembrar que, apesar do recente insucesso, Íris Abravanel colecionou êxitos com Carrossel, Chiquititas e Cúmplices de um Resgate, além de ter escrito novelas adultas como Revelação e Vende-se Um Véu de Noiva. A incerteza sobre o gênero da próxima obra reflete a busca do SBT por uma nova identidade.


O Desafio de 2026: Copa do Mundo e Eleições

Embora a intenção de voltar a produzir novelas exista, o calendário de 2026 impõe obstáculos severos para a dramaturgia do SBT. Há uma corrente interna que defende um “tempo” nas produções, sem data marcada para voltar, devido ao foco nas reestruturações internas e ao cenário externo desfavorável. O ano de 2026 será marcado por dois eventos que tradicionalmente sugam a atenção do público e as verbas publicitárias: a Copa do Mundo e as Eleições.

Lançar um novo produto de ficção em meio a esses eventos é considerado um risco alto, pois as atenções estarão voltadas para o jornalismo e para o esporte. Por isso, “voltar com novelas” pode não estar entre as prioridades imediatas da alta cúpula, que precisa primeiro organizar o departamento que, segundo fontes, continua “desmontado”. Essa pausa estratégica serviria para que o novo modelo de parceria fosse desenhado com cautela, evitando os erros cometidos na produção e exibição de A Caverna Encantada.


O Sonho Bilionário da Copa e o Choque de Realidade

Enquanto a dramaturgia tenta se reinventar, o setor comercial enfrenta um pesadelo com os direitos da Copa do Mundo de 2026. O SBT realizou um investimento massivo ao adquirir os direitos de transmissão, vislumbrando um divisor de águas financeiro. O plano inicial era ambicioso e projetava uma arrecadação superior a R$ 1 bilhão, valor que sanaria dívidas e permitiria grandes investimentos na grade. Para atingir essa meta, foram disponibilizadas ao mercado seis cotas de patrocínio, com o valor de tabela estipulado em impressionantes R$ 626 milhões cada uma.

No entanto, a realidade do mercado publicitário foi cruel com as pretensões da Anhanguera. Até o momento, o canal conseguiu vender apenas duas dessas cotas, e para fechar negócio, precisou aplicar um desconto agressivo de 90% sobre o valor original. Na prática, de R$ 626 milhões, cada cota acabou saindo por aproximadamente R$ 62,3 milhões. Esse abismo entre o planejado e o executado acendeu o alerta vermelho na diretoria, que viu a expectativa de lucro recorde derreter diante da retração dos anunciantes e da desconfiança do mercado.

A projeção matemática atual desenha um cenário de contenção de danos, muito distante da bonança sonhada. Se a emissora conseguir vender as quatro cotas restantes pelo mesmo valor descontado, a arrecadação total chegará a apenas R$ 373 milhões. Embora essa quantia seja suficiente para pagar os custos operacionais da exibição e os direitos de transmissão, ela passa longe de gerar os altos lucros que justificariam tal empreitada. Contudo, a direção avalia que, se o resultado financeiro é frustrante, o retorno em audiência pode ser a salvação, validando o investimento se colocar o SBT de volta à liderança ou vice-liderança isolada durante os jogos.


A Guerra de Audiência e a “Entrega dos Pontos”

O mercado televisivo observa com atenção essa movimentação, pois ela reflete uma mudança na postura competitiva das emissoras. Nos últimos tempos, SBT e Record parecem ter aceitado a liderança inalcançável da Globo, focando suas energias apenas em disputar a vice-liderança. A Globo, por sua vez, manteve-se no topo ao investir constantemente nos melhores profissionais e em diversas frentes de produção.

A percepção de analistas é que as concorrentes “entregaram os pontos” no que tange a incomodar a líder, limitando-se a uma briga doméstica pelo segundo lugar. No entanto, essa disputa promete esquentar a partir de fevereiro de 2026, especialmente nas manhãs. A Record prepara uma reformulação importante no Hoje em Dia, enquanto o SBT estuda estreias para fortalecer sua grade matinal e tentar estancar a perda de público. A reestruturação da teledramaturgia é apenas uma peça nesse xadrez para tentar recuperar a relevância perdida.


Emoção e Tecnologia: O Natal no SBT

Enquanto o futuro das novelas é decidido nos escritórios, a programação de fim de ano do SBT aposta na emoção e na tecnologia para reconectar-se com sua história. No especial de Natal de A Praça é Nossa, que vai ao ar nesta quinta-feira, o público testemunhará um encontro histórico promovido por Inteligência Artificial. Carlos Alberto de Nóbrega ficará frente a frente com seu pai, Manuel da Nóbrega, o criador do formato original da “Praça”.

Esse momento simbólico serve não apenas para celebrar o legado da emissora, mas também para lembrar ao público da tradição do canal em criar conteúdo popular de qualidade. Em um momento onde o departamento de novelas enfrenta incertezas e o futuro de Íris Abravanel como autora é encerrado, olhar para o passado com a ajuda da tecnologia pode ser a inspiração que o SBT precisa para definir os próximos passos de sua história na televisão brasileira.

Compartilhe

Jornalista de entretenimento há 20 anos. Especialista em TV brasileira, reality shows e cultura pop. 

Jornalista de entretenimento há 20 anos. Especialista em TV brasileira, reality shows e cultura pop. É o que você vai encontrar nesse Farol. 

Siga no Instagram

COBERTURA A FAZENDA 17!

Notícias, informações, fofocas, tudo o que você precisa saber sobre o que tá rolando em A Fazenda 17 está aqui na nossa cobertura especial. 

EU TE DESAFIO A DEIXAR ESSE CONTADOR MAIOR
  • 18.441 VIEWS
Edit Template

© 2025 Canal FAROPOP. Todos os Direitos Reservados.