A Record está vivendo um período de intensas transformações e investimentos pesados em sua dramaturgia e no setor de entretenimento. Com a produção da série épica “Ben-Hur” ganhando corpo em locações pelo Brasil e a chegada de nomes de peso para o seu novo reality show, a emissora tenta consolidar sua vice-liderança. No entanto, o cenário não é isento de desafios, especialmente no que diz respeito à estratégia de marketing de sua maior aposta para 2026, que vem dividindo opiniões.
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Isabelle Nassar Estreia na Record e Elenco de Ben-Hur Inicia Gravações no Sul
A atriz Isabelle Nassar é o mais novo reforço da Record para a superprodução “Ben-Hur”. Após passagens marcantes por obras como “Travessia”, da Globo, e a aclamada série “Bom Dia, Verônica”, da Netflix, a artista se prepara para dar vida à personagem Herodias. Sua contratação reforça a tendência da emissora de buscar talentos versáteis e rostos conhecidos do grande público para elevar o nível técnico e interpretativo de suas tramas históricas e bíblicas.
Enquanto novos nomes são anunciados, a produção da série já está em pleno vapor no Rio Grande do Sul. O diretor Vicente Guerra desembarcou em Viamão para comandar uma sequência importante de gravações que prometem entregar um visual cinematográfico à obra. A escolha de locações naturais no sul do país faz parte da estratégia da Record de diversificar os cenários de suas produções, fugindo do óbvio e aproveitando a geografia brasileira para retratar tempos antigos.
O elenco que acompanha Guerra nessa jornada conta com nomes experientes como Vinicius Redd, Bia Arantes e Gabriel Chadan. Além deles, Mario Bregieira, Rômulo Weber, Ana Cecília Banal e Bruno Suzano também participam das cenas gravadas nesta semana. A expectativa em torno de “Ben-Hur” é grande, visto que a série pretende trazer uma nova roupagem para um clássico mundial, focando em efeitos visuais de ponta e uma narrativa ágil para o streaming e TV.
Leandro Hassum se Une a Boninho na “Casa do Patrão” sob Clima de Incerteza
Outro pilar fundamental da estratégia da Record para este ano é o reality show “A Casa do Patrão”, que marca a parceria histórica entre a emissora e o diretor Boninho. O comediante Leandro Hassum, uma das estrelas do projeto, dedicou sua quarta-feira inteira aos estúdios da emissora. Entre sessões de fotos para peças publicitárias, gravação de chamadas para a programação e reuniões de alinhamento, o ator mostra total comprometimento com o novo formato antes de retornar aos Estados Unidos.
Apesar do esforço dos talentos envolvidos, a divulgação do programa tem sido alvo de duras críticas por parte da imprensa especializada e dos internautas. O material publicitário apresentado até agora é considerado “morno” e pouco esclarecedor sobre as reais dinâmicas que diferenciarão este reality da concorrência. Existe um receio latente de que o programa sofra com a saturação do gênero, especialmente em um ano onde o público já demonstra sinais claros de cansaço com o formato tradicional do “BBB”.
A estratégia de marketing da “Casa do Patrão” é vista como um risco alto, pois foca excessivamente na imagem de Boninho e pouco no conteúdo que o telespectador encontrará diariamente. Sem uma explicação clara do “gameplay”, a Record corre o risco de estrear com baixa adesão, dependendo exclusivamente do carisma de Hassum para segurar a audiência inicial. A pressão sobre a equipe de comunicação é grande para que novas chamadas tragam o impacto necessário para reverter esse início considerado “flop”.
Alexandre Avancini Retoma Carreira Após Saída Polêmica de Produção
No mundo dos bastidores, o nome de Alexandre Avancini volta a circular com força, mas desta vez por iniciativa própria e pedagógica. Após sua saída conturbada da série “Amor em Ruínas” e desencontros na produtora Seriella, o renomado diretor decidiu focar na formação de novos talentos. Ele marcou para os próximos dias 11 e 12, no Rio de Janeiro, um workshop intensivo voltado exclusivamente para atores profissionais que desejam aprimorar suas técnicas sob seu comando.
Essa movimentação de Avancini é interpretada como um “recomeço” estratégico. Conhecido por dirigir grandes sucessos da Record no passado, o diretor busca agora se reconectar com o mercado de forma independente enquanto aguarda novos convites para a televisão ou plataformas de streaming. O workshop é uma oportunidade para que atores de diferentes gerações aprendam com quem dominou as técnicas de grandes produções bíblicas e épicas por quase duas décadas.
A ausência de Avancini nos sets de gravação da emissora ainda é sentida, mas a vida segue com novos diretores assumindo os projetos atuais. Enquanto isso, o mercado observa atentamente os próximos passos do diretor, que possui um estilo visual muito característico e uma mão firme para produções de grande escala. Seu retorno ao ensino prático pode ser o prelúdio de uma nova fase criativa, possivelmente longe das polêmicas que marcaram seus últimos trabalhos em produtoras parceiras.
O Futuro da Dramaturgia e do Entretenimento na Grade da Record em 2026
O balanço atual mostra uma Record que não tem medo de investir, mas que ainda busca o equilíbrio entre conteúdo e forma. O investimento em “Ben-Hur” prova que a dramaturgia continua sendo o carro-chefe da casa, atraindo investimentos internacionais e garantindo exportações para outros países. A chegada de Isabelle Nassar e a dedicação de diretores como Vicente Guerra mostram que a qualidade técnica está em primeiro plano, buscando competir de igual para igual com as gigantes do streaming.
Por outro lado, o setor de variedades precisa aprender com os erros da divulgação da “Casa do Patrão” se quiser realmente incomodar a concorrência. O público de 2026 é mais exigente e volátil, não se contentando apenas com nomes famosos nos créditos. É necessário que o conteúdo entregue inovação real. O uso de Leandro Hassum como rosto do programa é um acerto comercial, mas a falta de “punch” nas peças publicitárias pode comprometer meses de planejamento e milhões em investimentos.
Em resumo, a emissora vive um momento de transição importante. Com séries épicas avançando no sul do país e workshops de veteranos movimentando o Rio, a indústria da TV brasileira mostra que está viva e se reinventando. O sucesso da Record dependerá da sua capacidade de ouvir as críticas sobre o marketing do reality de Boninho e de manter o alto nível de produção em “Ben-Hur”. A audiência aguarda ansiosa para ver se essas promessas se traduzirão em números sólidos e repercussão positiva.









