A seleção brasileira pode até ter feito as malas e dado o seu triste adeus à Copa do Mundo, mas nos bastidores da televisão, o verdadeiro campeonato pela audiência deixou lições claríssimas e um saldo definitivo! Se você achava que a TV aberta estava com os dias contados por causa da internet, a eliminação do Brasil esfregou uma realidade inquestionável na cara dos críticos. O FaroPop analisou os números, o comportamento das emissoras e te conta agora como a guerra entre Globo e SBT definiu o novo teto de ouro da audiência nacional e como Luciano Huck precisou salvar a dignidade da cobertura esportiva no apagar das luzes!
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O Novo Teto de Ouro: 50 Pontos é o Novo 100!
Com a poeira da Copa do Mundo baixando, os executivos de TV já chegaram a uma conclusão unânime: o mercado mudou, e o sarrafo da audiência também. Considerando as médias astronômicas obtidas pela Globo e pelo SBT durante o torneio, ficou claro que a soma da audiência na TV aberta, em ocasiões de comoção nacional, bateu em um limite máximo de 50 pontos.
Pode até beliscar um pouquinho mais em uma final com o Brasil em campo (o que, infelizmente, não vai rolar), mas esse é o novo ápice absoluto da televisão brasileira. O máximo que se pode alcançar na era do streaming!
É óbvio que os saudosistas vão chiar. Afinal, estamos falando de tempos totalmente diferentes dos mágicos 60 pontos de média no inesquecível Brasil e Alemanha na final da Copa de 2002. Quem não se lembra da era de ouro onde novelas como “Selva de Pedra” e “Roque Santeiro” quase estouraram os medidores batendo na casa dos 100 pontos? O próprio SBT já surfou ondas gigantescas, cravando 42 pontos na final da Copa do Brasil de 1995 e os históricos 35 pontos com o fenômeno “Casa dos Artistas”.
Hoje, os critérios são outros. O mundo foi invadido por novas mídias, redes sociais e plataformas on demand que dividem brutalmente a atenção e os espaços. Mas, no frigir dos ovos, a conclusão é uma só: a presença e a importância da TV aberta continuam incontestáveis. Nenhuma outra mídia tem a capacidade de mobilização em massa que a televisão possui. Os números diminuíram, o mercado se fragmentou, mas a força e a relevância da TV seguem inquestionáveis, sempre oferecendo o maior cardápio de entretenimento e informação do país.
Huck Salva a Pátria e Dá Aulas de Pré-Jogo
E por falar em oferecer o melhor, não dá para encerrar o saldo desta Copa do Mundo sem bater palmas para Luciano Huck! No domingo (5), véspera do jogo que selaria a eliminação do Brasil, o ‘Domingão’ foi o verdadeiro oásis na grade da Globo.
Foi pop, foi cirúrgico e foi necessário! Huck chamou a responsabilidade e entregou, sem sombra de dúvidas, o melhor pré-jogo das partidas do Brasil feito pela emissora carioca. O dominical foi o único programa de entretenimento que realmente arregaçou as mangas e fez uma cobertura esportiva de verdade, misturando emoção e informação na medida certa.
O feito de Huck ganha ainda mais destaque quando comparado aos vexames da grade. O ‘Caldeirão’ tentou entrar no clima da Copa, mas entregou um programa morno que mais parecia um ‘É de Casa’ travestido, fugindo totalmente da vibração que o momento exigia. No fim das contas, o Brasil caiu em campo, mas Huck saiu gigante e provou que sabe comandar a massa em dia de jogo decisivo!





