A plataforma de streaming da Globo está montando uma verdadeira ofensiva para dominar a atenção dos assinantes nos próximos meses. O Globoplay decidiu apostar em três frentes bem distintas: a produção de uma nova novela superprodução com elenco estelar, a inovação com histórias gravadas na vertical para celulares e o resgate de clássicos da televisão que escondem bastidores de fracasso comercial, censura e mudanças às pressas por causa da audiência.
Confira todos os bastidores das produções que estão movimentando os estúdios e o acervo de streaming da emissora!
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A superprodução ‘Paraíso Perdido’ e o elenco de peso
Enquanto algumas produções patinam na TV aberta, o Globoplay acelerou o cronograma da sua próxima grande novela original: Paraíso Perdido. A trama já está com o elenco fechado e iniciará o seu processo intensivo de preparação na próxima semana, com o início das gravações marcado oficialmente para o mês de setembro.
A plataforma reuniu um elenco estelar e nomes em alta nas redes sociais para a produção:
- O elenco principal: A trama contará com Alanis Guillen, Alexandre Nero, Maeve Jinkings, Juliano Floss e Eduardo Sterblitch.
- Previsão de lançamento: A estreia oficial na plataforma está prometida para abril do próximo ano.
Inovação no celular: A primeira novela vertical de humor
De olho no comportamento das novas gerações que consomem vídeos rápidos sem virar a tela do smartphone, o Globoplay confirmou a produção de sua primeira novela vertical de humor.
A aposta busca revolucionar a linguagem da dramaturgia no catálogo:
- Protagonista de peso: A humorista Dani Calabresa foi escolhida para ser a grande estrela e protagonista absoluta do projeto inédito.
- Bastidores: As gravações estão agendadas para começar nos primeiros dias de outubro, na cidade de São Paulo. A obra será tocada pela produtora Formata, sob a direção de Marcelo Zambelli.
A estreia curiosa de Aguinaldo Silva e o resgate de ‘Plantão de Polícia’
No Projeto Resgate, a plataforma agendou para o dia 17 a disponibilização da clássica série Plantão de Polícia (1979-1981). Estrelada pelo saudoso Hugo Carvana no papel do repórter Waldomiro Pena, a produção é histórica por ter sido a grande estreia do autor Aguinaldo Silva na teledramaturgia da emissora.
O bastidor dessa chegada é surreal:
- Sem ler roteiros: Na época, Aguinaldo trabalhava no jornalismo impresso cobrindo exatamente casos policiais. Ele nunca havia lido um roteiro de TV na vida até receber uma ligação inesperada do diretor Daniel Filho para integrar a equipe.
- A estratégia de sucesso: Como a televisão brasileira não tinha como competir com o orçamento de ação e violência das séries policiais americanas, Aguinaldo Silva sugeriu que o programa focasse no lado humano e no drama emocional das notícias — o que virou o grande trunfo da atração.
- Sinal aberto: Os seis primeiros episódios da série serão liberados gratuitamente no streaming, inclusive para quem não é assinante do Globoplay.
Vaca voando, fracasso inicial e CD cancelado em ‘Agora é Que São Elas’
Outra joia resgatada pelo catálogo que chega no dia 31 é a novela Agora é Que São Elas (2003). Escrita por Ricardo Linhares e dirigida por Roberto Talma, a trama das seis ficou na memória do público por ser o primeiro grande trabalho da dupla Miguel Falabella e Marisa Orth logo após o fim de Sai de Baixo, onde eternizaram Caco Antibes e Magda.
A produção, no entanto, carrega bastidores caóticos de intervenção da emissora:
- Rejeição ao absurdo: A novela estreou apostando forte no realismo fantástico. Nos primeiros capítulos, uma explosão de esgoto fez uma vaca voar e deixou o prefeito Juca Tigre (Falabella) completamente roxo. O público rejeitou os absurdos e o Ibope despencou.
- Intervenção às pressas: A direção cortou a magia e obrigou a história a mudar totalmente de rumo, passando a focar no romance jovem entre Léo (Débora Falabella) e Vitório (Paulo Vilhena).
- O mistério do CD internacional: A mudança funcionou e a audiência subiu, mas a Globo decidiu encurtar a novela mesmo assim. Por causa do fim antecipado, a emissora cancelou o lançamento do CD com a trilha sonora internacional. O mais curioso é que os telespectadores já haviam votado no site e escolhido a capa oficial do disco (com um ensaio de Débora Falabella), mas o produto nunca chegou às lojas






