Os bastidores do SBT estão fervendo com uma mistura explosiva de reviravoltas políticas, demissões conturbadas e negativas humilhantes. A emissora de Silvio Santos precisou recalcular a rota às pressas no departamento de jornalismo, enquanto o setor de entretenimento tenta apagar os incêndios causados por estrelismos e reclamações salariais no Fofocalizando.
A prova de que a emissora vive dias de pura adrenalina é a verdadeira dança das cadeiras na grade e o desespero para montar um time competitivo para o próximo ano.
Table of Contents
O PLANO B: DEBATE CANCELADO E ENTREVISTA COM LULA
A primeira grande bomba atinge o coração do jornalismo político da rede. O tão aguardado debate presidencial que o pool do SBT promoveria no dia 14 de setembro foi cancelado oficialmente. A decisão drástica foi tomada após as ausências de confirmação de dois dos principais nomes da disputa: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O encontro para o Governo de São Paulo também foi para o ralo pelo mesmo motivo.
No entanto, o SBT não ficou de braços cruzados e acionou um “plano B” de peso. A emissora garantiu uma entrevista exclusiva com o atual presidente Lula, que abrirá uma série de sabatinas no SBT Brasil nesta quinta-feira (10). A conversa de 30 minutos será comandada por Basília Rodrigues e Marina Demori diretamente do Palácio da Alvorada, garantindo que a rede não perca totalmente o protagonismo na cobertura eleitoral.
O BARRACO DA DEMISSÃO: CAROL LEKKER FORA DO SBT
Se na política o tom é de diplomacia, no entretenimento a porta bateu com força. A saída da influenciadora Carol Lekker do Fofocalizando não teve absolutamente nada de amigável. A apresentadora foi dispensada devido ao seu comportamento considerado inadequado tanto nos bastidores quanto ao vivo, e os executivos da rede decidiram fechar as portas para um retorno no futuro, avaliando que ela se recusou a amadurecer profissionalmente e focou apenas em polêmicas de internet.
O que mais irritou a cúpula da emissora foram as recentes reclamações financeiras de Lekker. Ganhando um salário de R$ 10 mil, ela foi para a internet reclamar que estava endividada e com medo de faltar comida, citando os altos custos de São Paulo, como um aluguel de R$ 3 mil e R$ 300 diários de Uber, já que não dirige. A exposição dos valores foi a gota d’água para antecipar a sua saída do ar.
A RECUSA DE FÁBIA OLIVEIRA E O FUTURO DO FOFOCALIZANDO
Com o buraco deixado no sofá do programa fofoqueiro, o SBT foi ao mercado e sondou a jornalista Fábia Oliveira. A resposta, porém, foi um sonoro não. Fábia recusou a proposta da emissora paulista justamente por considerar o salário baixo e por ter um forte vínculo de exclusividade com o portal Metrópoles, avaliando que a troca não compensaria financeiramente.
A recusa obriga o SBT a acelerar o seu plano de reformulação. Para 2027, a direção quer transformar o Fofocalizando em uma verdadeira revista eletrônica, com uma gama maior de assuntos para bater de frente com o Brasil Urgente, da Band. O nome de Daniele Brandi, atualmente no Primeiro Impacto, desponta como uma das principais opções para esse novo formato.
SANGUE NOVO E A NOVA ASSINATURA DA REDE
Nem tudo são crises no jornalismo do SBT. A emissora tem motivos para sorrir nas madrugadas: Marcelo Casagrande tem recebido uma enxurrada de elogios no comando do Primeiro Impacto. Carismático e muito seguro, ele já é apontado como a maior revelação recente da emissora, merecendo alçar voos mais altos do que o noticiário matutino.
Para embalar todas essas mudanças, o SBT já definiu o conceito do seu próximo grande evento para o mercado publicitário. O “upfront” do final do ano girará em torno da marca “SBTem”, uma sacada do publicitário Sérgio Valente para reforçar que a emissora “tem diversão”, “tem notícias” e tem tudo o que o telespectador precisa para 2027.





