Gente, o primeiro lugar da Globo não se explica como uma simples obra do acaso. Existe um esforço permanente em oferecer uma programação forte, variada e capaz de atender aos mais diferentes públicos, esmagando a concorrência. É um trabalho constante e estratégico que consolida esse império televisivo há décadas.
Mas não é só o que vai ao ar na tela que garante essa liderança absoluta. A Globo aposta em uma estratégia de divulgação absurdamente agressiva, com campanhas contínuas em diferentes meios e totalmente distante da televisão convencional. É justamente essa visão macro de mercado que falta de maneira gritante às demais emissoras.
Table of Contents
A Oportunidade Desperdiçada do SBT
Olha o caso do SBT agora, faróis. Com a Copa do Mundo nas mãos, existe uma oportunidade de ouro, clara e direta, para virar o jogo na audiência. Porém, para que esse milagre aconteça, será necessário ir muito além das quatro linhas do vídeo e criar um barulho gigantesco em torno do evento.
Infelizmente, o SBT pegou o maior evento esportivo do planeta e parece não ter um plano de ação. Investir em presença digital maciça, envolver parceiros e ocupar espaços nas ruas é uma obrigação para fazer o público perceber que a Copa está lá. Sem isso, o torneio vira apenas mais um programa perdido.
A prova cabal desse fiasco pôde ser vista na transmissão da convocação da seleção. Um evento que tradicionalmente para o país não teve o menor barulho prévio, resultando em resultados pífios e decepcionantes. Em televisão, tão importante quanto ter o produto é fazer com que todos saibam que ele existe.
O Clube do Conformismo na TV
Vale ressaltar que a divulgação insuficiente não é um erro limitado apenas aos corredores da emissora de Silvio Santos. Record, Band e companhia bela agem exatamente da mesma maneira preguiçosa e conformista. Elas parecem viver em um universo paralelo quando o assunto é o próprio marketing.
Nada, quase nunca, vai além das suas próprias chamadas institucionais, que ficam restritas tão somente aos intervalos da própria programação. Esse formato viciado não atrai um único telespectador novo. Enquanto não houver uma mudança radical, todas elas continuarão lutando por migalhas na guerra da audiência.
SBT Joga a Toalha Este Ano
A situação dos bastidores é ainda mais preocupante, faróis. A ordem expressa no SBT para os tempos atuais, no que diz respeito à grade de programação, é muito clara: só tocar a bolinha de lado. A emissora colocou o pé no freio e entrou em um modo de economia de energia.
Os altos executivos da casa, Leon Abravanel e Murilo Fraga, já jogaram a toalha para o presente. Eles têm dedicado todos os seus estudos com vistas exclusivamente para o ano que vem. Com a diretoria inteira focada apenas no futuro, a programação atual sofre com o marasmo e a total inércia.
A Farsa do Minuto a Minuto
Independentemente dessa falta de estratégia, precisamos falar sobre as falhas grotescas do Ibope. O serviço atual, que considera o reconhecimento de áudio como primeira leitura, leva muitas vezes a erros bizarros. É um sistema arcaico que não acompanha o consumo ágil e multiplataforma dos dias de hoje.
Muito do que o famoso minuto a minuto apresentou na segunda-feira da convocação foi uma farsa. A pontuação que mostrava a Band na frente do SBT não se confirmou no relatório da audiência consolidada. Fica claro que o atraso na medição é incontestável, tornando o tempo real inútil e inconfiável.
O Respiro do SBT News
No meio de tanta estagnação, um pequeno farol de inovação brilha na madrugada. É pop a nova faixa de programas com foco totalmente político que o SBT News estreou na faixa das 23h. Um movimento inteligente que mostra fôlego do canal para emplacar novidades consistentes na cobertura eleitoral.
O canal de notícias ganha pontos de credibilidade inquestionável e relevância ao sair na frente das rivais com opções bem estruturadas. Eles entenderam que o público busca informação séria e direta. É uma ilha de ousadia em um mar de programação aberta que ainda insiste em apenas tocar a bolinha de lado.









