O fracasso de Sonia Abrão ao meio-dia não é apenas uma vírgula na história da televisão brasileira, é um verdadeiro tratado de como ignorar todos os avisos de um desastre iminente. Quem acompanha os bastidores da TV sabia, desde o primeiro murmúrio dessa ideia mirabolante, que esticar o A Tarde é Sua para a faixa da hora do almoço era um tiro de canhão no próprio pé. Mas a RedeTV! resolveu apostar suas fichas e, agora, amarga uma crise de audiência tão profunda que o ibope da emissora mais parece um eletrocardiograma de alguém que já partiu dessa para uma melhor. O FaroPop te conta tudo o que está rolando por trás das câmeras, e acredite: a situação está mais feia do que tropeçar e cair na frente do crush.
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O Fracasso de Sonia Abrão: O Traço Que Assombra a RedeTV!
Vamos falar a verdade nua e crua, no melhor estilo bestirol que a gente ama? A primeira edição do A Tarde é Sua, lançada há quase um mês com a promessa de ser a nova salvação da lavoura, virou o maior pesadelo dos executivos de Osasco. A atração, que deveria aquecer os motores para as fofocas da tarde, nunca conseguiu ultrapassar a patética marca de 0,2 ponto de média. Para quem não entende a língua do Ibope, 0,2 ponto é basicamente a família dos câmeras e a própria Sonia com a TV ligada no camarim.
E não para por aí. O programa não raramente marca o temido e humilhante traço de audiência. Zero absoluto. Um vazio existencial. É aquela marca simbólica que os diretores de TV têm calafrios só de ouvir, definindo uma atração com performance residual, ou seja, literalmente ninguém se importou em sintonizar.
Internamente, o clima de velório já tomou conta da produção. O que antes era vendido como uma expansão do império da fofoca, agora é tratado como um elefante branco no meio da grade de programação. O desempenho foi considerado tão decepcionante que já se admite abertamente nos corredores que o horário será vendido. Sim, amados! A RedeTV! está apenas sentada, com a plaquinha de “aluga-se”, esperando qualquer alma caridosa (leia-se: igrejas, concessionárias ou vendedores de ômega 3) aparecer com um cheque para arrendar a faixa horária.
A ironia do destino? Até pouco tempo atrás, esse mesmo espaço era ocupado pelas famigeradas reprises do A Hora do Zap. E pasmem: os vídeos amadores de gatos caindo e tombos de bicicleta conseguiam atrair mais a atenção do telespectador do que a roda da fofoca ao meio-dia. Era o que todo mundo esperava que fosse acontecer: colocar fofoca densa no horário em que o brasileiro está almoçando e assistindo ao jornal local foi um erro estratégico de principiante. O público rejeitou, o ibope zerou e a conta chegou.
SBT Humilhado: A Ditadura das Imagens da Copa do Mundo
Se a RedeTV! chora lágrimas de traço, no SBT o clima é de tensão, cronômetro na mão e carteira trancada a sete chaves. A emissora de Silvio Santos acaba de emitir um alerta vermelho, piscante e desesperador para todas as suas afiliadas espalhadas pelo Brasil. O motivo? As garras afiadas das detentoras dos direitos da Copa do Mundo.
O SBT precisou baixar uma regra draconiana: os trechos das partidas da Copa só podem ser exibidos, no máximo, três míseras vezes. E isso inclui toda a rede nacional! Imagina a loucura dos editores de esporte tendo que contar nos dedos quantas vezes mostraram aquele gol de placa. Passou de três? É infração. A emissora virou refém do próprio conteúdo que tenta repercutir.
Mas a humilhação não termina nessa contagem de migalhas. O SBT e todas as suas parceiras locais estão terminantemente proibidas de seguir transmitindo qualquer tipo de imagem do Mundial a partir das 23h59 do dia 19. Parece até o feitiço da Cinderela, mas aqui a carruagem vira uma multa contratual pesadíssima capaz de fazer qualquer diretor financeiro perder os cabelos.
A partir dessa data fatídica, a emissora só poderá exibir vídeos da Copa do Mundo se engolir o orgulho e creditar nominalmente a Globo e a CazéTV, que são as verdadeiras donas da bola e detentoras principais do torneio. É o famoso “quer mostrar, vai ter que fazer propaganda da concorrência”. Para o SBT, que sempre tentou se posicionar como uma alternativa forte no esporte, ter que estampar o nome da rival na tela para poder noticiar o maior evento do planeta é um verdadeiro balde de água fria.
Entre a fofoca que ninguém assiste e os gols que não podem ser reprisados, a televisão brasileira respira por aparelhos. E nós, é claro, estaremos aqui com o balde de pipoca, prontos para a próxima cena desse reality show da vida real chamado bastidores da TV!




