O mercado televisivo entrou num surto coletivo de chuteiras, e o excesso de futebol na TV está prestes a causar um verdadeiro colapso de exaustão no público! Se durante décadas as emissoras travavam guerras épicas pelos melhores autores de dramaturgia e pelos formatos mais loucos de auditório, hoje a diretoria só tem olhos para os gramados. Mas calma lá: quem foi que inventou a fake news de que as novelas estão respirando por aparelhos? A nossa dramaturgia segue vivíssima, obrigada! O verdadeiro buraco negro dessa história é que a overdose de campeonatos na grade está transformando o esporte num produto saturado. Pega a sua bebida e vem com o FaroPop debater: será que a televisão vai virar um imenso e cansativo estádio de futebol?
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A Ditadura do Ao Vivo e a Fadiga da Bola
Não sejamos hipócritas: o futebol é, sem dúvida, um fenômeno. O grande trunfo que transformou o esporte no objeto de desejo número um dos executivos é o imediatismo. Enquanto você pode muito bem deixar a sua série ou aquela novela maravilhosa gravada para maratonar no domingo à tarde, o jogo exige dedicação ao vivo. Se você não assistir na hora, o seu vizinho grita gol, o Twitter te dá spoiler e a graça acaba. É esse poder de mobilização simultânea que atrai anunciantes e assinaturas.
O problema, que as emissoras se recusam a admitir, é que tudo o que é demais, enjoa! O excesso de futebol na TV está criando uma fadiga real no telespectador. Uma coisa é parar o país para a Copa do Mundo; outra, completamente diferente, é entupir a programação com partidas de relevância duvidosa sete dias por semana. O público precisa de respiro, precisa de outras narrativas, e empurrar bola rolando goela abaixo não é a salvação da lavoura. A saturação é um perigo real e imediato!
A Máquina de Moer da CazéTV: Agenda Lotada e Overdose!
E quem está surfando e alimentando essa tsunami esportiva com uma fome insaciável é a CazéTV. Se a televisão aberta já está tomada, a internet virou um verdadeiro campo de batalha sem limites. O canal não vai tirar o pé do acelerador no pós-Copa e montou uma agenda que é um atestado de overdose para qualquer ser humano normal.
Para se ter uma ideia do nível de dominação, a CazéTV tem nas mãos propriedades de peso como os campeonatos Espanhol, Italiano, Francês, a tão sonhada Premier League e, para fechar a conta, o nosso Brasileirão. Isso se traduz em cerca de 10 jogos enfileirados nos finais de semana! É uma enxurrada de transmissões que não deixa espaço para mais nada. Haja sofá e paciência para consumir tanto conteúdo sem entrar em colapso mental!
A Bolha Tóxica: A Gulodice das Agências e o Risco Financeiro
Mas não pense que comprar esse monopólio é barato. A fixação da mídia pelo futebol criou um monstro financeiro que pode estourar a qualquer momento. Se por um lado essa expansão abriu portas abençoadas para o mercado de trabalho do jornalismo esportivo, por outro, o preço dos direitos de transmissão atingiu níveis completamente radioativos e proibitivos.
As grandes agências negociadoras estão nadando de braçada. Com as emissoras desesperadas para não ficarem de fora do jogo, essas empresas estão praticando uma verdadeira extorsão legalizada. O problema não é apenas a conversão da moeda para euro ou dólar, é a “gulodice” descarada dessas agências! Elas sabem que as televisões estão reféns da bola e cobram fortunas que colocam em risco a saúde financeira das próprias emissoras. Até quando essa bolha vai aguentar sem estourar?
Onde Fica o Nosso Entretenimento?
E é exatamente aqui que a bomba explode na nossa cara: se todo o dinheiro, o suor e a estratégia estão sendo despejados nos gramados, quem é que vai bancar a nossa diversão? A televisão corre o sério risco de se transformar em um canal infinito de lances esportivos, esquecendo que o brasileiro precisa da catarse do entretenimento.
As novelas, repito, estão muito bem, mas e os novos projetos de auditório? E os reality shows caóticos? A gente precisa daquele “besteirol” clássico para desopilar a mente depois de um dia exaustivo! Se as emissoras continuarem queimando seus orçamentos trilionários apenas para disputar pacotes de futebol inflacionados, a fonte da criatividade vai secar. O telespectador não vive só de escanteio e impedimento; nós queremos fofoca, barraco, dramaturgia bem feita e palco iluminado!






