A grave crise de audiência enfrentada por A Fazenda 18 virou pauta até mesmo para quem comanda a atração na Record. Diante do desinteresse do público e dos baixos índices de Ibope, Adriane Galisteu quebrou o silêncio sobre a fase morna do programa, mas buscou justificativas fora do confinamento em Itapecerica da Serra.
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“O brasileiro está chato”: Galisteu justifica marasmo e rebate críticas
Em entrevista ao Link Podcast, a apresentadora admitiu abertamente que a atual edição do reality rural não está rendendo o esperado pela produção. No entanto, Galisteu eximiu a equipe de casting e jogou a responsabilidade do marasmo no clima de polarização do país pós-período eleitoral.
“O que mexe comigo nesse elenco é que falta um pouco de humor. Eles levam tudo muito a ferro e fogo, brigam muito, mas não se divertem”, desabafou a loira. Ao ouvir do participante Dudu Camargo que esta seria “A Fazenda da militância”, a comandante concordou ao apontar que o público e os peões perderam a capacidade de rir.
“O Brasil está vivendo isso neste momento. A gente está chato, não acha mais graça de quem pensa diferente. O reality reflete 100% a nossa sociedade”, afirmou Galisteu, tentando explicar por que a repercussão da temporada caiu drasticamente na internet e na TV aberta.
Indignação com debandada: As broncas em Gabriel Torres, Jottapê e Jônatas Faro
Além da falta de leveza na sede, as sucessivas desistências da temporada tiraram a apresentadora do sério. Galisteu demonstrou irritação com os participantes que abandonaram o programa voluntariamente em apenas uma semana, destacando que a única justificativa aceitável para tocar o sino seria uma questão de saúde.
A comandante do reality não escondeu a decepção específica com Gabriel Torres, que desistiu do jogo mesmo após retornar da roça com o apoio do público. “Eu dei a faca e o queijo na mão dele. Falei: ‘Cara, vem pro jogo! O público te salvou!’. Aí ele pediu para sair, não entendi nada”, criticou a comunicadora.
A loira também lamentou as saídas de Jottapê e Jônatas Faro, ressaltando que o cantor funkeiro era um dos poucos articuladores do jogo. A sequência de debandadas expôs a fragilidade psicológica do elenco e a falta de preparo dos famosos para lidar com o confinamento.
Análise FaroPop: A culpa é do elenco sem carisma, não das urnas
Apesar das justificativas de Galisteu sobre a influência do calendário político na atenção dos telespectadores, a avaliação do FaroPop é categórica: o problema central de A Fazenda 18 atende pelo nome de elenco. A polarização das urnas pode ter atrasado o interesse inicial, mas a falta de carisma é o verdadeiro vilão.
A Record errou a mão na seleção dos participantes ao escalar figuras que se recusam a jogar de verdade, fogem do entretenimento e transformam a convivência diária em um ambiente pesado e sem qualquer apelo. Sem grandes enredos ou participantes memoráveis, o reality amarga os piores números de sua história.
Sem uma reformulação profunda nos critérios de escalação para as próximas edições, o formato continuará sofrendo para engajar a audiência. O público não quer lições de moral, mas sim um espetáculo de convivência dinâmico, estratégico e verdadeiramente divertido.



