Edit Template

Escândalo no Paraná: Afiliada da Globo é denunciada ao MPT por assédio eleitoral a favor de Flávio Bolsonaro e ‘pacote do terror’ contra jornalistas

A RPC, maior afiliada da TV Globo no Paraná e dona das maiores marcas de audiência da rede no país, virou palco de um dos episódios mais graves de assédio moral e eleitoral do setor de comunicação nos últimos anos. Em uma reunião simultânea realizada nas oito praças da emissora no estado, a alta gestão promoveu um verdadeiro “pacote do terror”: suspendeu férias, acabou com as folgas de fim de ano, reduziu o vale-alimentação e chantageou os funcionários, condicionando o recuo das medidas ao resultado das eleições presidenciais e à vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

A reação foi imediata. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijoPR) protocolou uma denúncia formal no Ministério Público do Trabalho (MPT) apontando prática explícita de assédio eleitoral e moral corporativo.

  • Lavada no Ibope: Lula abre 800 mil de vantagem sobre Flávio na Globo e infla debate da Band com gringos na fila

O ‘pacote do terror’: férias canceladas, sem folga no Natal e corte de benefícios em afiliada da Globo

A reunião, que durou cerca de uma hora na tarde de sexta-feira, paralisou as redações de Curitiba e do interior paranaense. A justificativa oficial apresentada pelos executivos para o desinvestimento foi a necessidade de readequação de caixa diante do fim da escala de trabalho 6×1. Contudo, as punições anunciadas pesaram diretamente sobre o bolso e a rotina dos colaboradores:

  • Suspensão total de férias: Todas as solicitações de descanso foram congeladas por tempo indeterminado. Mesmo os profissionais que já estavam com viagens e recessos agendados foram avisados de que precisarão desmarcar os compromissos para trabalhar.
  • Fim da escala festiva de fim de ano: A emissora extinguiu o tradicional revezamento entre as equipes no Natal e no Réveillon. Historicamente, quem trabalha no Natal folga no Ano Novo; em 2026, todos os funcionários foram convocados para dar expediente habitual em ambas as datas.
  • Corte de horas extras e vale-alimentação: A RPC proibiu terminantemente o esquema de extensão de jornada — que garantia um ganho complementar relevante no final do mês —, fixando os salários no piso da categoria. Até o vale-alimentação foi enxugado para o limite mínimo determinado pelos acordos coletivos.

A contradição da medida gerou revolta imediata nos bastidores. “As medidas não fazem o menor sentido. Nós perdemos horas de trabalho para ganhar uma folga a mais na semana e a empresa responde tirando nosso salário e cancelando nossas férias”, desabafou um jornalista sob sigilo.

A chantagem política: ‘A depender do resultado das eleições’

O ponto central da denúncia ao Ministério Público do Trabalho está na chantagem política praticada por gestores durante as reuniões. Segundo apurou a reportagem e ratificou o SindijoPR, chefias diretas deixaram claro para os subordinados que o arrocho trabalhista poderia ser abortado a depender do resultado das urnas no segundo turno.

A mensagem velada nas redações foi direta: a manutenção dos direitos estaria atrelada à derrota do governo atual e à eleição de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

“O SindijoPR aponta a suspeita de prática de assédio eleitoral e moral depois de gestores terem feito reuniões com dezenas de profissionais para atrelar futuros cortes salariais e perdas de direitos vinculados diretamente ao fim da escala 6×1 e ao resultado das próximas eleições presidenciais”, destacou a entidade em nota oficial.

Clima de choro, reunião emergencial com âncora e risco de debandada

O impacto das ameaças transformou as redações da RPC em um ambiente de desespero e tensão. Em Curitiba, profissionais foram vistos chorando nos corredores, enquanto outros já sinalizaram que pretendem pedir demissão assim que formalizarem os cortes.

O clima pesou tanto que o jornalista Marcelo Rocha, âncora do Boa Noite Paraná (o equivalente local ao SP2) e conhecido líder sindicalista da categoria, foi convocado às pressas para uma reunião a portas fechadas com o departamento jurídico da empresa minutos antes de entrar no ar ao vivo.

Comprada em janeiro deste ano pela família Lemanski por R$ 300 milhões — quando se descolou do grupo que comanda o jornal Gazeta do Povo —, a RPC ostenta a liderança isolada de audiência no estado, mas agora enfrenta uma crise institucional inédita. Procuradas para comentar a denúncia no MPT, nem a direção da RPC nem a TV Globo se manifestaram até o momento.

Compartilhe

Jornalista de entretenimento há 20 anos. Especialista em TV brasileira, reality shows e cultura pop. 

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Jornalista de entretenimento há 20 anos. Especialista em TV brasileira, reality shows e cultura pop. É o que você vai encontrar nesse Farol. 

Siga no Instagram

COBERTURA A FAZENDA 17!

Notícias, informações, fofocas, tudo o que você precisa saber sobre o que tá rolando em A Fazenda 17 está aqui na nossa cobertura especial. 

EU TE DESAFIO A DEIXAR ESSE CONTADOR MAIOR
  • 34.962 VIEWS
Edit Template

© 2025 Canal FAROPOP. Todos os Direitos Reservados.